terça-feira, novembro 15, 2011

Tecnologias abrem mercado para advogado autônomo

A advocacia eletrônica ou e-advocacia, conhecida nos Estados Unidos como e-Lawering, é uma alternativa viável para qualquer advogado, devidamente qualificado, que não encontra um emprego decente, que é contratado mas está insatisfeito no trabalho e na vida, que não dispõe de recursos para montar e operar um escritório que valha a pena ou que, simplesmente, é atraído pela ideia. É o que mostra a American Bar Association (ABA — a ordem dos advogados dos EUA). A ABA está fazendo um esforço para popularizar a advocacia eletrônica, com a publicação de vários artigos sobre o assunto.Para a ABA, essa seria uma forma de combater o desemprego na área jurídica e também uma solução para advogados que passam anos cumprindo tarefas burocráticas (ou quase) nos escritórios e nunca conseguem ter seus próprios casos para atuar. A proposta vem acompanhada de recomendações apresentadas em diversos artigos. 
Veja as principais dicas:
― A ideia do advogado virtual autônomo é talhada para advogados que se especializam em uma área específica da advocacia — um nicho de mercado, como no caso das firmas "butiques". Não cai bem para o advogado autônomo que oferece full service, um modelo que só serve para grandes bancas.― Mesmo a seus próprios clientes, o advogado autônomo só deve prestar serviços de sua área de especialização jurídica. Por exemplo, se o advogado é especializado em patentes e seu cliente é acusado de assédio sexual, ele deve repassar o caso para outra firma. Reforçando: não serve para advogados que atuam na área criminal, civil, trabalhista, tributária... e que também vendem joias e rodas de magnésio nas horas vagas, caso o cliente esteja precisando.― Para criar sua “marca”, o advogado deve fazer o marketing de um único "produto", como faz a Starbucks. Essa empresa vende mais de 30 produtos, mas só faz o marketing de um: o café. Mas, quando uma pessoa vai à Starbucks (ou mesmo a um supermercado), se depara com muitos produtos que podem lhe interessar, todos relacionados a café ou à marca da empresa (desde cappuccino engarrafado a xícaras de café). Assim, o advogado autônomo pode ter uma especialidade carro-chefe, a que cria a marca, e outras áreas de atuação, em que o inter-relacionamento faz sentido.― O advogado autônomo deve desenvolver relacionamentos com outros advogados e com firmas de advocacia de todos os portes (especialmente as pequenas e médias) para troca de indicações. Alianças ou parcerias com firmas de médio porte, que já têm vários clientes mas não um advogado especializado na área do advogado autônomo, podem render frutos para ambos.As pessoas preferem fazer negócios com quem elas conhecem. Portanto, o advogado autônomo deve executar diligentemente o seu trabalho de networking — isto é, se envolver com associações frequentadas por empresários, profissionais ou quaisquer pessoas que, de alguma forma, têm contato com sua área de atuação. Deve fazer parte de entidades comunitárias, prestar serviços voluntários e comparecer a eventos que podem trazer novos relacionamentos. Tudo para conquistar novos clientes para sua firma e para as firmas com as quais está se inter-relacionando.― Uma regra geral para profissionais que trabalham em casa, que normalmente não é encontrada em textos para advogados, é a de que é preciso se vestir "de acordo" com o trabalho que faz. Se um advogado vai de terno e gravata para o escritório ou para uma reunião ou para um tribunal, assim deve ser em casa, na hora do trabalho. De bermudas, será visto pelos outros a sua volta como o pai, o marido, o filho, o sogro, o genro, o vizinho, o amigo (ou todos os seus correspondentes femininos) e não como um advogado ou advogada trabalhando.
"Advogados sem amarras"
Em um de seus artigos sobre advocacia virtual, o advogado autônomo Jay Fleischman, dá dicas operacionais para os "advogados sem amarras". Suas sugestões apresentam, principalmente, formas de reduzir os custos operacionais dos advogados autônomos, o que lhes dá uma vantagem competitiva em relação aos escritórios formais: podem reduzir os custos dos clientes com serviços advocatícios, sem reduzir seus rendimentos. Conheça as ideias: Um escritório tradicional precisa de todos os recursos de comunicação disponíveis, como telefone, fax, e-mail e diversos outros meios disponibilizados pela internet. A firma sem escritório também. Mas, em qualquer dos casos, os advogados não podem se esquecer de que nenhuma comunicação eletrônica substitui os contatos feitos pessoalmente, face a face. O desenvolvimento de relacionamentos pessoais ainda é a melhor arma de marketing para qualquer firma de advocacia conquistar novos clientes e manter os existentes.
Telefone

Não pense que pode fazer todas as suas comunicações por e-mail, por mais que isso pareça desejável. O cliente quer ouvir sua voz, discutir seus problemas, expressar suas emoções pessoalmente ou por telefone, diz Fleischman.Ele usa o Skype para fazer e receber chamadas, diretamente de seu laptop. Nos EUA, o serviço "premium" do Skype custa US$ 53,88 por ano. Isso lhe permite fazer chamadas ilimitadas (com vídeo, quando for o caso) para qualquer parte do país e do mundo. Ele paga um extra de US$ 72 por ano, para ter um número telefônico local, para que as pessoas possam chamá-lo, como se ele tivesse uma "linha telefônica real". Mesmo com esse extra, ele gasta menos por ano do que muitas firmas gastam por mês.
Secretária
É impraticável para o advogado manejar todas as ligações telefônicas, se quer executar seu trabalho a tempo. Para o ajudar nas comunicações telefônicas, Fleischman usa a "Call Ruby", uma empresa que oferece serviços terceirizados de secretária nos EUA. "As secretárias terceirizadas só não marcam reuniões, mas atendem o telefone, transferem a chamada para mim onde quer que eu esteja se certificam que os clientes entrem em contato comigo ou com outra pessoa da firma, se for o caso, e fazem com que os clientes fiquem satisfeitos. É melhor do que qualquer secretária eletrônica", diz.
PBX
Outra opção para firmas sem escritório, mas com mais de uma pessoa na equipe, é o Grasshopper, um sistema virtual de PBX testado por Fleischman. "É um sistema de atendimento automático, que não tem o mesmo valor do atendimento por secretária, mas, quando uma pessoa disca meu ramal, ele transfere as chamadas para um número que programei previamente", explica. "E as mensagens são enviadas para meu computador na forma de arquivo mp3".
Fax
Para os advogados que ainda usam fax, Fleischman apresenta uma solução: usar um serviço de "fax-para-e-mail", tal como o Maxemail ou o eFax. Qualquer um desses serviços dá ao usuário um número telefônico local para outras pessoas enviarem fax. O fax chega à caixa de e-mail no formato PDF (o que dispensa o escaneamento de fax recebido pelo aparelho tradicional).
E-mail
O e-mail é um meio de comunicação extremamente prático, mas desprovido de segurança. Os dados são transmitidos através de um espaço inseguro da internet e qualquer pessoa, com alguns conhecimentos, pode interceptá-los. Nos EUA, a CIA, o FBI e outros órgãos de segurança nacional fazem isso todos os dias. Fleischman diz que usa o Google Apps, que oferece mais segurança do que sua capacidade financeira pode adquirir e é usado por várias agências governamentais.
Armazenamento de dados
Documentos importantes devem ser arquivados no computador e em discos rígidos externos. Mas a novidade no mercado é a computação em nuvem, na qual pode ser montado um sistema para armazenamento de arquivos. A vantagem desse sistema é que os documentos dos clientes podem ser compartilhados com outras pessoas da equipe.Fleischman diz que ele e sua equipe usam o Dropbox. O sistema sincroniza os arquivos dos computadores dos membros da equipe e faz o armazenamento em nuvem, para que toda a equipe tenha acesso a ele. Mas, como se trata de documentos de clientes, há que haver um bom nível de segurança. No caso, o sistema usa a "Camada de Soquetes de Segurança" (SSL – Secure Sockets Layer) e criptografia AES de 256 bits, para transmitir e armazenar arquivos. Outra provedora desse serviço é a Box.net.O advogado diz que sua firma também usa um aplicativo de gerenciamento da prática, baseado em nuvem, para rastrear prazos, mensagens e atualizações dos arquivos. Uma das vantagens desses sistemas é a de que os advogados não têm de se preocupar com o back-up dos arquivos, porque isso é feito automaticamente.
Local de reuniões
Fleischman tem um sócio que tem um escritório com sala para reuniões com clientes, embora ele trabalhe de casa. Ter um sócio com escritório é uma ideia para o advogado autônomo, sem escritório. Mas outros advogados encontram novas soluções. Dependendo do cliente, marcar uma reunião para um café com um ambiente tranquilo pode ser uma saída.Além disso, muitos tribunais disponibilizam salas de reuniões para advogados. Seccionais e subseccionais da Ordem dos Advogados e de associações de advogados têm, muitas vezes, salas de reunião que podem ser usadas pelos advogados. Outra alternativa é alugar uma sala de reunião, por determinado tempo, em um centro executivo.
Comunicações da equipe
Além do sócio com escritório, Fleischman trabalha com um advogado contratado e um assistente jurídico. Vez ou outra, usa assistentes que operam por meios virtuais, sem vínculos empregatícios, para fazer determinadas tarefas, sempre que necessário. Ele os contrata por meio de sites de assistentes free-lancing, como o eLance e outros. Os próprios assistentes o contatam, depois de verem uma oferta de trabalho que colocou no Facebook. A lógica é simples: ele precisa de assistentes familiarizados com tecnologia e o melhor lugar para encontrá-los é em um site com 700 milhões de membros tecnologicamente aptos.As comunicações se desenvolvem com naturalidade. Todas as manhãs Fleischman, o advogado contratado e o assistente jurídico entram no Skype, para planejar o trabalho do dia e dos dias seguintes. Discutem o trabalho a ser feito e os desafios. E os resolvem, como em uma reunião normal de equipe em um escritório. Conforme necessário, se falam, durante o dia, pelo Skype ou pelo Google Talk — tão facilmente, como se estivessem em salas diferentes de um grande escritório.A firma também mantém um "wiki" — um "site colaborativo", em que todas as pessoas (autorizadas, nesse caso) podem dar suas contribuições a conhecimentos e trabalhos que devem ser compartilhados e a procedimentos. O "wiki" é hospedado pelo servidor de internet da firma, com uma combinação de nome de usuário e de senha que é mudada regularmente, para efeito de segurança.
A vida de um advogado sem escritório
"Os clientes de nossa firma sabem que somos advogados sem escritório, autônomos e móveis. Nossa equipe tem a capacidade de trabalhar de casa ou de qualquer lugar, misturar a vida profissional com a pessoal, conforme surgem as necessidades ou oportunidades. A vida se torna mais livre", diz Fleischman."Além disso, a não ser pelo pequeno escritório de meu sócio, não temos as despesas de uma instalação física. Nosso sistema telefônico custa uma fração do que as firmas de advocacia gastam por mês e todas as nossas despesas são menores agora, que não temos todos os gastos com material de escritório", ele declara.
"A melhor parte é não perder muito tempo no tráfego, indo e vindo do escritório para casa. É um tempo que o advogado autônomo pode empregar adiantando o trabalho, estudando ou aprendendo a usar uma nova tecnologia, desfrutando a família ou resolvendo problemas pessoais. É só não descuidar do trabalho", conclui.

Rosa de Saron

A banda católica Rosa de Saron foi condenada pela Justiça a pagar R$ 53 mil à designer Isabelle Bittencourt por plágio. Ela acusa o grupo de copiar um projeto cenográfico de sua autoria. Deborah Sztajnberg, advogada da banda, deve recorrer. Ela diz que a cenografia em questão "é pra lá de manjada.

segunda-feira, novembro 14, 2011

Geraldo Ramos em contagem regressiva para Fenacor

Com poucos dias para o XVII Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros, que será realizado no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, aqui em Brasília, entre os dias 23 a 25 de novembro, algumas seguradoras já estão em contagem regressiva e confirmaram a participação direta na XVII Exposeg, feira que reunirá as principais companhias de seguros do país e será realizada simultaneamente ao Congresso. No local, as empresas parceiras e os órgãos do mercado de seguros terão um espaço para apresentar os seus produtos, além de propostas e projetos futuros, visando reforçar a relação entre os profissionais e participantes do encontro. Entre as companhia presentes estarão a Marítima Seguros, Centauro Vida e Previdência, Fator Seguradora, Porto Seguro, JMalucelli Seguradora, Zurich, HDI Seguros, MetLife, Liberty Seguros, Seguradora Líder DPVAT, Mapfre Seguros, Bradesco Seguros, Tokio Marine Seguradora, Icatu Seguros, Capemisa, Generali Brasil Seguros e SulAmérica, bem como CNseg e Escola Nacional de seguros. Além das empresas, o Congresso contará com a participação de autoridades do setor de seguros, como Armando Vergílio (Fenacor), Geraldo Ramos (diretor da Fenacor e presidente do Sincor RO AC) entre outros.

No DF, enfermeiros em greve só atendem emergências

Os enfermeiros que atuam na rede pública de saúde do Distrito Federal decidiram nesta segunda-feira (14/11) entrar em greve por tempo indeterminado. O Sindicato dos Enfermeiros (SEDF) informou que o movimento segue, pelo menos, até quarta-feira (16/11), quando haverá uma assembleia da categoria, às 14h, na sede do SEDF, na quadra 714 Norte (Plano Piloto). Durante a greve, apenas 30% dos serviços funcionarão normalmente, como urgências e emergências.De acordo com o SEDF, a greve foi a última opção da categoria. "Não queríamos prejudicar a saúde pública do DF, mas como o governo não apresentou propostas convincentes, decidimos parar as atividades. Apesar disso, tentaremos negociar até quarta-feira e definir qual será o rumo do movimento", afirmou.

STJ julga até reclamação por defeito em TV


Indenização por defeito em televisor, atraso em pequenas prestações, revisão de tarifa de telefonia, batida de carro e briga de condomínio. Esses são alguns exemplos de litígios que estavam indo parar no Superior Tribunal de Justiça (STJ) depois que o Supremo Tribunal Federal (STF), em 2009, decidiu que para lá deveriam ser encaminhados os recursos originados nos tribunais especiais dos estados.Foi devido a tal qualidade e quantidade – até 6 de outubro foram 2.300 reclamações só em 2011 – que a ministra Nancy Andrighi decidiu na última sexta-feira limitar os recursos aceitos pelo STJ. Segundo ela, a prática estava descaracterizando totalmente o sentido da existência dos tribunais especiais.A decisão provoca polêmica com os advogados. Mas o lado bom é que esse é um doce problema do país.

Suspeita de direcionamento em licitação bilionária do TSE

Ardilosa e bilionária operação está em curso em licitação do Tribunal Superior Eleitoral para adquirir 2,5 mil kits biométricos (Kits Bio), a fim de recadastrar eleitores por impressão digital. O valor inicial de R$ 29,5 milhões é só o começo. O software livre, barato, daria independência ao governo, mas o edital exige software da francesa Sagem, o único compatível com o do Instituto de Identificação da Polícia Federal.Em 2009, a PF pagou US$ 46 milhões pelo sistema biométrico Afis, para emissão de passaporte. Cada cadastramento custa 7,5 dólares.O TCU questionou a compra do sistema Afis, mas a PF alegou que era assunto de segurança, portanto, secreto. Não se falou mais no assunto.Convênio com o TSE prevê o repasse à PF dos dados de 150 milhões de brasileiros para montar sua base das novas carteiras de identidade.Para emitir as novas identidades, a PF terá de adquirir mais sistemas biométricos Afis. Fazendo as contas, o negócio atingirá a US$ 1 bilhão.

Programa de Dilma na área da saúde tem licitação sob suspeita

O programa Rede Cegonha --uma das principais promessas de campanha da presidente Dilma Rousseff para a saúde-- teve licitação considerada suspeita pela Justiça Federal, que decidiu suspender a assinatura do contrato com a empresa escolhida.A informação está na reportagem de Breno Costa publicada na Folha desta segunda.Empresas derrotadas apontaram indícios de conluio entre a vencedora e a segunda colocada no pregão eletrônico feito pelo Ministério da Saúde para adquirir 1 milhão de kits com trocador de fraldas e bolsa para carregar utensílios de bebês.O ministério e a empresa vencedora negam irregularidades.

Lupi convoca reunião do diretório do PDT em Brasília



O ministro do Trabalho e presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, convocou reunião do diretório nacional do partido para o próximo sábado (19), às 10h, na sede do PDT aqui em Brasília.A reunião é marcada em meio a uma série de denúncias de irregularidades envolvendo a pasta comandada pelo ministro.

Banca virtual é a tendência para os próximos cinco anos

Os advogados e os escritórios de advocacia vão recorrer mais do que nunca à internet para prestar serviços jurídicos, de acordo com o artigo “Os próximos cinco anos — previsões para o futuro da Advocacia”, publicado pela revista Law Practice, da American Bar Association (ABA – a ordem dos advogados dos EUA).A banca virtual vai se popularizar, afirmam os autores do artigo.

Hospital de câncer de Barretos (SP) deixa de atender 450 ao dia

Referência no país e no exterior, o Hospital de Câncer de Barretos, no interior de São Paulo, está deixando de atender diariamente 300 pessoas. O motivo é falta de mão de obra especializada: a instituição está com um deficit de 38 oncologistas.O problema afeta também outra unidade. Na filial do hospital em Jales, também no interior paulista, são 150 atendimentos diários a menos.

Silva Junior/Folhapress
Hospital de Câncer de Barretos tem um deficit de 38 oncologistas; 10% da capacidade da instituição está ociosa
Hospital de Câncer de Barretos tem um deficit de 38 oncologistas; 10% da capacidade da instituição está ociosa.
Maior instituição da área oncológica no país, o Hospital de Câncer atende 3.000 pessoas por dia pelo SUS (Sistema Único de Saúde).Segundo o diretor dos hospitais Henrique Prata, o problema se agravou há dois anos. "Tenho espaço para produzir e não tenho profissional para atender a demanda. A situação é gravíssima."
REFORÇO EUROPEU
Para tentar resolver o problema, Prata já foi a Portugal e à Espanha atrás de mão de obra. Segundo ele, por influência da crise europeia, já há médicos desses países interessados em vir para o Brasil.Falta, no entanto, superar barreiras burocráticas.As duas unidades da instituição --Barretos e Jales-- têm juntas 250 médicos, entre oncologistas, anestesistas e radiologistas, que trabalham em tempo integral para o hospital atender a cerca de 800 novos casos de câncer de pacientes do SUS por ano."Para pacientes de câncer, cada minuto conta. É preciso fazer o diagnóstico e o tratamento o mais rápido possível. Por isso, a falta de médicos pode ser muito prejudicial", afirma a coordenadora de apoio a pacientes da Abrale (Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia), Melissa Abreu Pereira.
TENTATIVA DE SOLUÇÃO
Para estimular a formação de médicos, o Ministério da Saúde dará a recém-formados que fizerem residência médica em 16 áreas consideradas prioritárias --entre elas a cancerologia-- a extensão do prazo de carência do Fies.A questão é, no entanto, mais complexa. O presidente do Simesp (Sindicato dos Médicos do Estado de São Paulo), Cid Carvalhaes, diz que um salário maior é fundamental para a manutenção dos profissionais na área.De acordo com ele, não faltam médicos qualificados, mas muitos desistem de trabalhar em hospitais por conta da baixa remuneração.O conselheiro do Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo), Isac Jorge, concorda com Carvalhaes e diz que os médicos têm migrado para especialidades que pagam mais, como a de cirurgia plástica.Já Prata lembra que a falta de médicos ocorre também porque a formação desses profissionais no país não está acompanhando a demanda crescente.O principal motivo, diz ele, é a interrupção de abertura de novos cursos de medicina.O próprio Hospital de Câncer de Barretos tem uma estrutura toda montada para receber uma faculdade há dois anos, que ainda não funciona porque aguarda liberação.É uma situação muito triste porque eu fico pedindo dinheiro para o povo [empresários e artistas] para construir [unidades no hospital] e agora estou pagando o mico de ter serviço ocioso.

Seguradoras bancam evento para cúpula da Justiça em resort

A convite da Confederação Nacional de Seguros, instituição privada, ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), do STJ (Superior Tribunal de Justiça) e do TST (Tribunal Superior do Trabalho) participaram de seminário em hotel de luxo no Guarujá (SP), no início de outubro.O evento, que aconteceu num hotel cinco estrelas, o Sofitel Jequitimar Guarujá, começou numa quinta-feira e prolongou-se até domingo.No período, as diárias variavam de R$ 688 a R$ 8.668. Além dos ministros, desembargadores e juízes de tribunais estaduais participaram do seminário.O congresso teve o apoio da AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros) e da Apamagis (Associação Paulista de Magistrados), mas não foi divulgado nos sites dessas entidades.Foram discutidos assuntos de interesse dos anfitriões, como o julgamento de processos sobre previdência complementar e a boa-fé nos contratos de seguros.

Tropeçando na toga


Para o público leigo — mas ansioso pela moralização dos costumes políticos nacionais, com o fim da impunidade para os que os aviltam —, os ministros do Supremo Tribunal Federal tropeçam nas próprias togas ao julgar a Lei da Ficha Limpa, uma conquista da sociedade brasileira, sancionada no ano passado. A Corte não consegue chegar, nem por maioria de votos, que dirá por consenso, a uma decisão cabal sobre a matéria. O pior, pela situação esdrúxula resultante, foram as suas decisões contraditórias sobre a entrada em vigor da lei que torna inelegíveis durante oito anos os políticos condenados em um tribunal de segunda instância por crimes contra a administração pública ou compra de votos. Ou, ainda, que tenham renunciado aos mandatos para não serem cassados e declarados inelegíveis por seus pares por quebra de decoro parlamentar.

Ophir é acusado de receber salário indevido

O presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante, é acusado de receber licença remunerada indevida de R$ 20 mil mensais do Estado do Pará. A ação civil pública foi proposta na semana passada por dois advogados paraenses em meio a uma crise entre a OAB nacional e a seccional do Pará, que está sob intervenção. Ophir Cavalcante afirma que é legal a licença remunerada que recebe como procurador do Estado do Pará. A reportagem é da Folha de S.Paulo.

domingo, novembro 13, 2011

A estrutura dos jogos e a do Direito são as mesmas!


De uma conferência em Valparaíso, no Chile, nasceu o livro As Regras do Direito e as Regras dos Jogos (Editora Noeses), que trata o Direito como um fenômeno de comunicação. Engana-se quem pensa que a teoria analítica de Gregorio Robles, catedrático de Filosofia do Direito na Universidade das Ilhas Baleares e também professor de Direito da União Europeia na Fundación Mapfre-Estudios, em Madrid, guarde relação com a teoria dos jogos aplicada na economia. "Meu livro não tem nada a ver com isso. Não é preciso saber matemática", frisa.Aqui, vale um adendo. A teoria dos jogos é uma teoria matemática para fazer, por exemplo, cálculo de risco nas decisões. A princípio, ela foi formulada para explicar o comportamento econômico. De acordo com Robles, "a Teoria Comunicacional tenta dar uma resposta global aos problemas teóricos que afetam os juristas. Não aos problemas que afetam os sociólogos ou antropólogos. É uma filosofia jurídica para juristas. Se ela é lida por alguém que não tenha formação jurídica, provavelmente a pessoa não vai entender muito", pondera.A Teoria Comunicacional do Direito, que tem em Robles seu maior expoente, procura entender o Direito como um fenômeno de comunicação e não apenas como uma ordem coativa da conduta humana, um meio de controle social ou um ideal de justiça.Lançado no último mês de outubro em língua portuguesa, As Regras do Direito é uma tradução fiel, como faz questão de salientar o estudioso, que arranha no português. "Não houve nenhuma alteração." Robles conta que um de seus primeiros interesses foi a Filosofia, área na qual doutorou-se. Ele também dedicou parte de sua vida acadêmica a outros temas. "Publiquei um livro de Sociologia Jurídica, um livro sobre Direitos Humanos e de Direito da União Europeia.Também tenho um livro de Direito de marcas e patentes."Robles esteve pela terceira vez no país, em virtude do lançamento deste livro e de outro, o Teoria Comunicacional do Direito: Diálogo entre Brasil e Espanha, também editado pela Noeses e organizado por ele e pelo professor Paulo de Barros Carvalho. Com agenda cheia, o jusfilósofo aproveitou para dar aulas na Universidade de São Paulo, na Pontifícia Universidade Católica, no Instituto Brasileiro de Estudos Tributários, além de palestrar no Congresso Brasileiro de Direito Tributário. Nesse meio tempo, conversou sobre o alcance de sua teoria, sobre as cortes constitucionais e sobre o peso da sociedade nos atos da magistratura.Leia a entrevista:— O senhor pode falar um pouco sobre o livro As regras do Direito e as regras dos jogos? Por que resolveu abordar esse tema?Gregorio Robles — O livro se originou de uma conferência que eu participei na Faculdade de Direito de Valparaíso em 1982, no Chile. O título da palestra é precisamente o título do livro, Las reglas del Derecho y las reglas de los juegos. Por que eu decidi abordar esse tema? Porque eu tinha lido em alguns clássicos — principalmente em Thomas Hobbes — a comparação entre as normas jurídicas e as regras do críquete, que é um jogo inglês. Isso me chamou a atenção. Também encontrei algumas referências nos filósofos analíticos ingleses. O que não havia era um tratamento extenso da comparação. Havia apenas referências passageiras e muito pontuais. É como se disséssemos: "Temos que respeitar as regras do Direito da mesma forma que respeitamos as regras do críquete quando jogamos este jogo." Eram passagens breves. Então me ocorreu fazer uma reflexão sobre esta analogia entre Direito e jogo, e assim comecei a pensar sobre este assunto. Fiz simplesmente um resumo para a conferência e, depois, o professor que havia me convidado para ir a Valparaíso, Agustín Squella, me pediu que eu escrevesse um artigo para a revista chilena. Comecei a escrever e surgiu o livro. — O livro aplica a conhecida teoria dos jogos ao Direito?Gregorio Robles — Não. A teoria dos jogos é uma teoria matemática para fazer, por exemplo, cálculo de risco nas decisões. Isso se aplica muito na economia. É uma disciplina matemática para quando se tem que tomar uma decisão. Existem várias alternativas, como qual a probabilidade de que nossa decisão seja acertada de acordo com os nossos propósitos. Meu livro não tem nada a ver com isso. Não é preciso saber matemática. Ele compara o jogo a um ordenamento jurídico.— Qual é o ponto de partida?Gregorio Robles — Analisar quais são os elementos essenciais de todos os jogos. Todos os jogos são jogados em um espaço durante um tempo por alguns sujeitos que são chamados jogadores, que têm suas competências, usam procedimentos e precisam que cumprir determinados deveres. Basicamente, jogar limpo. No Direito é a mesma coisa. Há um espaço no qual há vigência de um ordenamento, um tempo em que há a vigência e todos os elementos internos do ordenamento também têm seu tempo. Há os sujeitos, que são as pessoas e os órgãos do Estado, há procedimentos, uma competição entre os sujeitos e deveres. Os elementos são os mesmos do ponto de vista estrutural.— E como esses elementos são criados?Gregorio Robles — Por meio das normas. Elas geram, criam e constituem esses elementos. Assim, o que o livro faz é analisar os elementos necessários em qualquer jogo e também no ordenamento jurídico e depois analisar os diversos tipos de normas utilizando dois critérios combinados: o critério da função dos diversos tipos de normas e o critério da analise linguística. Por isso, o livro é uma aplicação da Filosofia da Linguagem no Direito no aspecto puramente formal. Não entramos na discussão se o Direito é justo, se é injusto. Simplesmente analiso como ele é estruturalmente. Ou dizendo com outras palavras: Qual é a anatomia do Direito? Qual é a estrutura interna? Depois, eu publiquei, há pouco tempo, a ideia de justiça nos jogos, que seria um complemento disso. — Qual a semelhança desse livro com o outro?Gregorio Robles — Há outros elementos neste livro, como, por exemplo, tipos de jogos: jogos que dependem de sorte, jogos que não dependem de sorte. Por exemplo, no xadrez não se depende de sorte. Por quê? Porque o tabuleiro não permite elementos de sorte. Por outro lado, nos jogos de baralhos os jogadores dependem de sorte. E há outros que são jogos puramente de sorte, como, por exemplo, a loteria. Nesse livro eu não me coloquei a questão da justiça da sorte. A sorte é justa? Mas, por exemplo, eu fiz isso no último ensaio sobre a justiça nos jogos. O Direito, assim como a vida, tem a ver com a sorte das pessoas. O jogo na realidade é um parênteses na vida real das pessoas. Nesse sentido, o Direito não é um jogo, porque pertence à vida real. Ele faz parte da vida social, da vida real. Estruturalmente, a comparação é pertinente. A analogia tem um limite: tudo que se refere ao aspecto antropológico ou sociológico e ao aspecto dos valores não é absolutamente comparável ao Direito e aos jogos, mas é comparável em aspectos formais e estruturais. — Podemos falar em nomes que marcaram a sua formação acadêmica?Gregorio Robles — Os autores que mais me influenciaram são, entre os espanhóis, José Ortega Gasset, Luis Recaséns Siches y Luis Legaz Lacambra. Além deles, Hans Kelsen. Fui muito influenciado por Max Weber, o sociólogo. No aspecto da Filosofia Analítica, não apenas a moderna Filosofia Analítica, a partir de Thomas Hobbes, David Hume e mais recentemente Wittgenstein. Há alguns autores menos conhecidos que também me influenciaram como Karl Mannheim, que escreveu um livro fantástico chamado Ideologia e Utopia. Sou um fanático em ler os clássicos continuamente. Muitas vezes, não sabemos muito bem por quem fomos influenciados. — O senhor falou em Hans Kelsen. Como o senhor avalia a relação da Sociologia, da Antropologia e da Filosofia com a Teoria Pura do Direito dele?Gregorio Robles — A Teoria Pura do Direito não contempla o Direito como algo isolado — não é o Direito Puro, mas, sim, a teoria pura. Isso não significa que a Teoria Pura do Direito esteja tentando dizer que o Direito é puro, no sentido de que está desligado da realidade social. A ideia básica de Kelsen é que o fenômeno jurídico é complexo, mas o que define o Direito é a norma. Então tudo o que não seja norma, ou seja, o que é extranormativo, para ele é extrajurídico. Pode ser sociológico, psicológico, econômico. Mas é extrajurídico. E, portanto, diz ele, a Ciência do Direito conhece somente as normas porque as normas são o objeto da Ciência do Direito. O que não quer dizer que a realidade do Direito não tenha nada a ver com a economia e com a ideologia, por exemplo. Ele é perfeitamente consciente de que a Teoria Pura do Direito é uma teoria desligada dos elementos que ele considera extrajurídicos. É uma teoria que se autolimita. Quer dizer, se aceitam os seus postulados. Alguém poderá dizer "eu sou kelseniano" quando aceita os seus postulados. Se seus postulados não são aceitos, então a Teoria Pura é criticada. Normalmente, seus postulados não são aceitos. — Por quê?Gregorio Robles — Porque há uma resistência a entender que os fenômenos jurídicos são apenas fenômenos normativos, entendidos como fenômenos formais. Kelsen diz: a Teoria Pura do Direito é uma geometria do fenômeno jurídico. O que ele está nos dizendo com essa expressão? Não me interessam os conteúdos. Me interessam os conceitos. A meu ver, o problema da Teoria Pura do Direito é um instrumento escasso demais para os juristas, porque eles precisam de uma teoria de interpretação e de uma teoria da ciência do Direito que trate de conteúdos. Isso a Teoria Pura não proporciona. A Teoria Pura, para mim, seria a sintaxe jurídica, os elementos puramente formais. Mas é necessário uma teoria da semântica que seria a ciência do Direito e uma teoria pragmática. Ele utiliza um conceito de ciência muito estreito. É o conceito de positivismo. Eu poderia dizer que a teórica comunicacional surge em mim como uma réelica a Kelsen. Ele é, na minha opinião, o grande autor do século XX e eu penso o Direito dialogando com ele. O que acontece é que há certos assuntos sobre os quais Kelsen não disse nada, porque não entrava no seu escopo. Quando ele não disse nada, eu me pergunto: Por que não disse nada? Então, eu tento descobrir porque não disse. E, a partir dessas perguntas, é como, em grande parte, tenho construído a teoria comunicacional.— Qual a consequência de ele não ter feito essa análise da linguagem?Gregorio Robles — Por exemplo, toda a teoria das normas em Kelsen, para mim, está dentro de um marco superável, justamente porque ele não faz análise da linguagem. Ele é um positivista e neokantiano que estabelece uma separação muito clara entre o mundo do ser e do dever ser. As normas são todas dever. Ainda que logo se contradiz, porque na segunda edição da Teoria Pura do Direito ele aceita formas diferentes de normas, onde aparecem as normas autorizativas, por exemplo. Mas não elabora essa teorização de uma forma coerente. Um trabalho meu publicado no México, chamado Las Limitaciones de la Teoria Pura del Derecho, analisa a Teoria Pura internamente. Podemos dizer que são as contradições.— As contradições param por aí?Gregorio Robles — Outra contradição em Kelsen é que ele introduz a eficácia como condição de validade, mas a eficácia, como faz referência aos fatos sociais, é um conceito sociológico. Na Teoria Pura ele introduz o problema dos fatos. Na Espanha tem gente que simplifica e diz que sou kelseniano. Sim e não. Sou kelseniano no sentido de que minha obra se preocupa muito com Kelsen, mas não sou no sentido de que Kelsen não aceitaria as minhas teses. No fundo, ele é um ontologista. Ele acredita que o Direito tem uma entidade que não se reduz a linguagem, mas é o mundo do dever ser. É uma expressão que ele utiliza para o mundo das normas. As normas são expressões linguísticas. Vocês podem ver no conceito de Direito há uma análise linguística das regras. Não é correto, porque não há uma análise linguística em Herbert Hart. Tem uma ideia pouco clara de que as normas são expressões da linguagem, mas não há uma análise mais profunda. O Conceito de Direito é um livro breve para os temas abordados. As normas vêm definitivamente dizer que as regras primárias estabelecem deveres e as secundárias estabelecem poderes, e pronto. A explicação é muito escassa. Posteriormente a Hart, e aí já entra no debate atual, tudo o que é anterior às normas. E nisso se encaixa perfeitamente esse livro. É bom ter em mente que esse livro foi escrito em 1982, 1983 e publicado em 1984. São quase 30 anos. Quando se tem uma perspectiva sobre as discussões na teoria ou na Filosofia do Direito, é necessário ver a data em que o livro foi publicado, qual é o significado do livro para aquele momento — Como o senhor, na posição de filósofo do Direito, avalia a produção atual acadêmica? Há uma escassez?Gregorio Robles — A Filosofia do Direito atualmente se caracteriza pela dispersão. Quer dizer, os professores tendem a se especializar. Há especialistas em argumentação, há especialistas em interpretar as normas, há especialistas em neoconstitucionalismo, há especialistas em Direitos Humanos. É o que predomina. Qual é a razão disso? Provavelmente porque de alguma maneira os acadêmicos tendem a fazer carreira e, para isso, é necessário escrever. Então você se familiariza. Eu conheço professores mais velhos que sempre estiveram sempre em determinada problemática e que praticamente não têm saído daí. O que caracteriza a Filosofia Jurídica atual é a dispersão e a falta de concepções globais. — Mudando de assunto e falando sobre o Judiciário. Como o senhor vê o ativismo judicial no Brasil?Gregorio Robles — Agora existe um movimento, que é um movimento do neoconstitucionalismo. Isso é menosprezar o trabalho do legislador, porque dá maior protagonismo aos juízes. E, de alguma forma, guardadas as devidas proporções, lembra o chamado movimento do Direito Livre. — O senhor pode falar um pouco mais sobre esse movimento?Gregorio Robles — O movimento do Direito Livre é uma tendência que aconteceu na Europa Central nos anos 1920 e a ideia básica era a mesma: que a lei é imperfeita, então o juiz deve ter uma margem maior de decisão. Inclusive, o Código Civil suíço acolheu essa tese: ao juiz, na presença de alguma lacuna, é permitido aplicar a norma que ele tivesse criado caso fosse legislador. Eu acho que o movimento do Direito Livre nunca teve êxito especial. Foi uma doutrina de professores que não transcendeu a vida real. No caso do neoconstitucionalismo, parece que está transcendendo pela via dos tribunais constitucionais. Porque os tribunais constitucionais, em sua maior parte, são fortes. Ou seja, se por um lado é um paradoxo, é preciso dar muito protagonismo ao juízes, mas os membros quase nunca são juízes. São professores, advogados, alguns juízes, mas não é um corpo oficial, porque, pelo menos na Espanha, o Tribunal Constitucional não faz parte do Poder Judiciário. Na verdade, não é um tribunal de juízes. Ele tem esse nome do mesmo modo de um Tribunal de Contas. O Tribunal de Contas para nós não é um tribunal, no sentido estrito da palavra. A nossa experiência é que o Tribunal Constitucional frequentemente corrige o Tribunal Supremo. Tribunal Supremo diz A, o Tribunal Constitucional diz não A. Diz B ou C. Na Espanha, as pessoas que não têm formação jurídica, pensam que o Direito tem que ser uniforme. A imagem que existe é que os dois tribunais superiores não concordam em aspectos aparentemente importantes para a vida do país, para a vida política, para a vida institucional. Em que resulta isso? Em um desprestigio das instituições. Talvez se todos fossem juízes de carreira, não escolhidos dessa forma, mas escolhidos de outra maneira, digamos, de forma mais profissional, talvez isso diminuísse. Mas a minha opinião é que seria melhor que o Tribunal Supremo tivesse uma sala destinada a resolver problemas de inconstitucionalidade de leis, mandado de segurança. Diz-se que na Espanha a Justiça está muito politizada. Deve ser verdade quando isso é tão repetido. Nesse sentido isso não é bom. O neoconstitucionalismo vem abalando esta maneira de ver as coisas. Os juízes precisam das mãos mais livres. Se a lei é imperfeita, os juízes também podem ser imperfeitos. E na concepção de estado de Direito, os juízes devem obedecer a lei e aplicar a lei. Quando há uma lacuna, é permitida uma certa liberdade.— No Brasil o Superior Tribunal de Justiça se encarrega da legalidade e o Supremo Tribunal Federal, da constitucionalidade. Apesar de termos o Supremo como parte do Poder Judiciário, não é necessário que todos sejam juízes de carreira. Pode-se escolher advogados, por exemplo.Gregorio Robles — Não me parece correto. Eu acredito que o melhor para um país é que os juízes sejam juízes e que os professores sejam professores. Ou seja, que cada um cumpra a sua função estritamente, e quando isso não ocorre, sempre há intervenção do poder político, há pactos, há compromissos. É um tema que está sempre na imprensa, nos jornais, na televisão, na rádio, um tema que tem que mudar. A independência do Poder Judiciário é o mais importante para que o Estado de Direito funcione. Porque entre governo e Parlamento não vai haver separação, já que o governo sai do Parlamento. Mas que os juízes também saiam do Parlamento, aí já é demais. No final das contas todos saem do governo, que é quem domina o Parlamento. Mas sempre tem pactos, sobretudo na Espanha, com os nacionalistas, complica bastante. A judicatura tem que ser independente e é preciso um mecanismo de eleição próprios típicos dos juízes.— O senhor falou agora da relação entre a magistratura e a política, que os juízes devem estar isentos na hora de decidir. Com a crise atual no mundo, o Direito tem um papel na reconstrução da ordem econômica na Europa ou não?Gregorio Robles — Sim. Todas as medidas tomadas para a recuperação têm uma forma jurídica. O Direito, como dizia Stambles, é a forma da economia. Não é economia, mas é a forma. E a única maneira de endereçar uma economia com problemas é tomar as medidas adequadas, e essas medidas, que são medidas economicamente adequadas, em qualquer caso precisam da forma jurídica, por meio das leis, das decisões do governo etc. Como se criou a União Europeia? Com o Direito. Não surgiu por geração espontânea. Foi criada por tratados. O Euro se criou porque se decide, por meio de normas, a criação de uma nova moeda. Ou seja, o Direito tem uma função muito importante sobre a economia, sem sombra de dúvida. O problema não é o Direito, o problema é adotar as medidas necessárias em tempo. O Direito cumpre uma função estritamente necessária. Ou seja, o governo não pode mudar as coisas por decreto. Não se pode enganar, porque como dizem os alemães, uma lei errônea é como um tiro na escuridão. Uma lei errônea, uma lei equivocada é como alguém faz um disparo na escuridão. Ninguém sabe para onde o disparo vai. O que isso quer dizer? Que o conteúdo das decisões tem que ser econômico. Nós, juristas, não temos conhecimento para dizer que medidas devem ser tomadas. Isso cabe aos economistas. Na Espanha os economistas estão dizendo o mesmo. E o governo não deu importância até agora. Há uns três meses tem começado um pouco as reformas, mas timidamente. Apenas com medidas jurídicas, não. Medidas jurídicas com conteúdo econômico. Em nível global, mundial, não saberia dizer. A crise é muito importante. Eu vejo que no Brasil vocês continuam crescendo.— Sim.Gregorio Robles — Nós tivemos uma recessão, ou seja, crescimento negativo, durante alguns meses e agora temos 0,1 ou 0,15. A economia em estado catatônico. Quer dizer, se aqui no Brasil tem 3 %... Com 3% empregos são criados. Com 0,15 não são criados empregos. A Espanha tem, segundo cifras oficiais, 21% de desemprego. São 5 milhões de pessoas sem trabalho. Eu estou convencido de que vai mudar o governo e vai haver manifestações, com certeza. Porque vão haver cortes. O mercado se ativa, como os economistas dizem, quando os empresários têm possibilidades reais de gerar e de criar empresas. Menos impostos, flexibilidade de contratação. Isso tem um lado difícil? Sim. Em alguns aspectos é difícil, mas é a única forma. Porque o gasto público cria parcialmente empregos aos funcionários, mas em um estado não podem ser todos funcionários. Na Espanha, quando Franco morreu, havia 600 mil funcionários e agora são três milhões de funcionários. Foi multiplicado por cinco, graças às comunidades autônomas. É um estado semi-federal. Um gasto enorme. Então vão haver cortes, vai ser difícil. Mas o que se diz, não sei se aqui se usa a mesma expressão, apertar o cinto. Temos experiência, porque já passamos por períodos difíceis. Globalmente eu acho que nem Obama sabe. Se soubesse. O que todos estão assustados é com os chineses. Continuam crescendo.— Continuam crescendo.Gregorio Robles — Continuam crescendo. O mistério é que é uma sociedade em que os salários são muito baixos, consequentemente os preços são muito competitivos e uma tecnificação progressiva, não digo de toda a China, a China é muito grande, mas há zonas de um nível tecnológico elevado. É preciso saber como são os chineses: trabalhadores, duros diante da adversidades, pacientes. Isso não se pode esquecer: o componente cultural, antropológico. A sociedade ocidental virou uma sociedade acomodada, onde o esforço continua sendo um valor, mas não é um valor com uma aceitação absoluta, em todas as esferas da população.— Existem limites entre as garantias individuais e coletivas. Quais são esses limites?Gregorio Robles — Por exemplo, nas garantias de direitos fundamentais dos indivíduos e as coletivas, por exemplo, de sindicatos. Direitos fundamentais são direitos dos indivíduos. Um dos direitos é de se associar. Isso implica que o ordenamento jurídico garante também a vida das associações de diversos tipos: sindicatos e partidos políticos, desde que sejam democráticos. Um sistema democrático não pode aceitar um partido político antidemocrático. Quando um partido político é antidemocrático? Quando desrespeita o jogo da democracia. Por exemplo, os partido políticos na Espanha com representantes do ETA, por mais que digam, não são democráticos. Enquanto não demonstrem que não têm nada a ver com uma organização terrorista, isso acabou. Digamos que existem dois baralhos: de manhã jogam com terrorismo e a tarde jogam a política. Um partido que utilize a violência para conseguir poder não é democrático e, consequentemente, deve ser considerado ilegal. Por exemplos, os nazistas chegaram ao poder pelas urnas, e logo em seguida suprimem a democracia. É antidemocrático. O sistema democrático não pode permitir a existência de partidos que querem se encarregar do sistema. O mesmo acontecia antes com os partidos comunistas. Na Europa eram tolerado, menos na Alemanha. Na Espanha, com a democracia, o Partido Comunista foi aceito e de fato funciona como um partido democrático. Mas os que estão vinculados a ETA, temos sérias dúvidas. Então devem haver garantias, sim, se cumprem as condições do sistema da democracia liberal, claro que sim. Direitos são apenas dos indivíduos. Direito dos povos, o que é isso? Dentro de um estado já organizado com séculos de existência, os direitos são os direitos dos indivíduos.— Há uma proposta da lei passar antes pelo Supremo Tribunal Federal. É o chamado controle prévio de constitucionalidade. O que o senhor acha disso? Na Espanha tem isso?Gregorio Robles — Hoje não há controle prévio de constitucionalidade. Dizem que o novo governo vai impor. O que há é controle posterior de constitucionalidade. Qual é o problema disso? Desde que a lei se promulga e que entra em vigor até que tem lugar a sentença do tribunal constitucional pode passar muito tempo. Isso gera situações que são difíceis de resolver. Que haja um controle prévio é mais racional. Hoje há o projeto de lei. É como nos tratados. Parece-me mais racional.

Segundo tempo em Brasília


Segundo Tempo, João Dias, Anvisa, Noroeste, greves e mais greves, chantagens e contra-chantagens. A situação política vivida em Brasília é desanimadora. Ninguém aposta onde essa onda de denuncismo e desestabilização vai parar e para onde vai levar a cidade.Brasília (DF) nem bem se recuperou dos estragos feitos pela Operação Caixa de Pandora e já está envolta em outro(s) escândalo(s). Desta vez quem está no olho do furacão é o governador Agnelo Queiroz (PT). Os camaradas de PC do B teimam em colocar o neopetista em maus lençois.

Charge


Logo ali


O Uruguai é o melhor lugar para se viver na América Latina, aponta o índice de prosperidade do Legatum Institute, de Londres. Em 29º lugar, passou Chile e Argentina. O Brasil ficou em 52º, em 110 países.

Amor de amador!


DF registra dois sequestros relâmpagos por dia e assusta brasilienses

Foto: divulgação
Após ser levada por bandidos, a aposentada Marisa* vendeu o carro e não dirige mais: medo constante (Daniel Ferreira/CB/D.A Press)
Após ser levada por bandidos, a aposentada Marisa* vendeu o carro e não dirige mais: medo constante

Após passar cerca de duas horas em poder de criminosos, *Marisa, 69 anos, decidiu vender o carro. Vítima de sequestro relâmpago no último dia 24, a aposentada mudou os hábitos radicalmente. O episódio de violência a fez desistir de dirigir, sair à noite e ir a locais públicos sozinha. Até as visitas à casa da filha passaram a ser feitas com menor frequência.Ela faz parte de um grupo cada vez maior de brasilienses que abriu mão de uma rotina em nome da segurança. O medo se justifica pela quantidade de homens e mulheres levados por marginais em saídas de bancos, próximo a bloco residenciais ou em áreas de comércio. Dados da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) indicam que, nos primeiros nove meses de 2011, 470 pessoas foram mantidas reféns por bandidos após serem abordadas em locais públicos. Média de quase duas ocorrências por dia.

sábado, novembro 12, 2011

O Ministério é uma capitania!

Não  é preciso falar do recuo semântico do  ministro Carlos Lupi. Deve-se reconhecer que essas coisas acontecem. Como ele mesmo disse, errar é humano. Não tinha intenção de diminuir a autoridade da presidente Dilma,  muito menos provoca-la. Aceite-se o mea culpa e pronto.Agora, grave mesmo foi o posicionamento do PDT, apesar de seus líderes, repetindo o chefe, também terem dado o dito pelo não dito. Porque, no caso, agiram de má fé. Mandaram ao governo   recado impossível  de ser desfeito por um falso arrependimento. Chantagearam, ao ameaçar que deixariam a base parlamentar do governo se Lupi fosse demitido. O palácio do Planalto acusou o golpe,  mesmo sabendo que parte da bancada não cumpriria a ameaça.  Afinal, discute-se no Congresso a prorrogação da DRU, quando cada voto é essencial para a presidente Dilma.Como os demais partidos, o PDT exige a liberação de recursos para as emendas individuais ao  orçamento.  Deputados de todas as legendas, à curta voz,  ameaçam não votar os projetos oficiais se não receberem a compensação. Mas jamais chegaram ao limite agora ultrapassado pelo partido criado por Leonel Brizola: se afastarem o nosso  ministro, cairemos fora. Nem Al Capone ousou tanto com  a polícia de Chicago.O pior é que, apesar do desmentido do dia seguinte, o recado foi dado. O ministério do Trabalho é uma capitania hereditária.

O voo cego do ministro do PDT

 

Em viagem oficial ao Maranhão, Carlos Lupi usou avião alugado por um dos principais acusados de desviar dinheiro de convênios com o ministério. E o acusado estava entre os passageiros.Foto: divulgação

Ninguém ama Lupi!

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, já se tornou a figura mais patética do ministério de Dilma. Um feito impressionante num grupo que teve em cinco meses seis baixas: de 7 de junho até hoje, caíram Palocci, Nascimento, Jobim, Rossi, Novais e Silva. Só um caiu por ser inconveniente, o ministro Jobim, gaúcho de alma tucana. O resto foi por acusações de corrupção e desvio.

Ministro do PDT usou avião de empresário


O ministro do Trabalho Carlos Lupi, recebe homenagem na ALERJ.


O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, teria usado, em uma viagem oficial ao Maranhão, um avião alugado pelo presidente de uma Ong acusada de desviar dinheiro de convênios com a pasta. Foto: divulgação

UnB estuda adotar catracas em câmpus e controle de acesso



O acesso ao Instituto Central de Ciências, o Minhocão, encontra-se limitado hoje apenas por portões, que permanecem abertos ao longo do dia (Breno Fortes/CB/D.A Press)
O acesso ao Instituto Central de Ciências, o Minhocão, encontra-se limitado hoje apenas por portões, que permanecem abertos ao longo do dia. Foto: divulgação
A Universidade de Brasília (UnB) reforçará a segurança no câmpus Darcy Ribeiro, na Asa Norte. A direção do Centro de Manutenção de Equipamentos Científicos (CME) elabora um edital para a contratação de duas empresas responsáveis por prestar uma consultoria e apontar soluções para tornar o lugar mais seguro. O controle do acesso por meio de catracas e de cancelas e a presença de policiais militares estão na pauta de discussão e provocam polêmica entre a comunidade acadêmica. Após a aprovação das propostas, será desenvolvido um plano de segurança para a instituição.

Greve na CEB faz regiões do DF ficarem até 50 horas sem fornecimento de luz



A síndica Terezinha Josefina diz que condomínio ficou sem água devido à falta de energia: transtorno (Daniel Ferreira/CB/D.A Press)
A síndica Terezinha Josefina diz que condomínio ficou sem água devido à falta de energia: transtornos.
Os brasilienses que enfrentam problemas e amargam prejuízos com as constantes faltas de energia elétrica no Distrito Federal passaram a viver um drama ainda maior com a greve dos trabalhadores da Companhia Energética de Brasília (CEB), que começou no último dia 3. Diante do impasse entre trabalhadores e a estatal, os mais afetados são os consumidores que, em alguns casos, ficaram sem luz por até 50 horas durante a última semana. Em assembleia realizada ontem, a categoria decidiu permanecer de braços cruzados. O blog visitou três regiões administrativas — a Asa Sul, o Lago Sul e o Riacho Fundo — e em todas as localidades os moradores demonstraram indignação com o descaso da CEB para resolver os casos de falta de luz. No Condomínio do Lago Sul, localizado na QI 31, além da interrupção no fornecimento de energia por mais de dois dias, as 108 casas também ficaram sem água. Isso ocorreu porque os recursos hídricos do local são coletados de poços artesianos com bombas de sucção. Sem eletricidade, um dos três reservatórios, com capacidade para armazenar até 80 mil litros, secou.Segundo a síndica do condomínio, Terezinha Josefina Segabinazzi de Freitas, mais de 60 ligações foram feitas para a CEB e pelo menos 25 protocolos foram gerados. Apesar da pressão feita pelos moradores, a falta de fornecimento de eletricidade, que começou na última terça-feira, só foi resolvida na quinta. “O técnico da companhia disse que um fusível queimado na rede de alta tensão gerou o problema. Todo o condomínio ficou sem água para as pessoas cozinharem ou tomarem banho. Até entendo os grevistas, mas a direção da companhia precisa contratar outros prestadores de serviços”, completou.Em um escritório de advocacia, localizado no Setor de Administração Federal Sul (SAFS), que fica atrás dos anexos dos ministérios, um gerador de energia precisou ser alugado para não prejudicar os trabalhos. Segundo o gerente administrativo da empresa, Ângelo Almeida de Carvalho, a falta de energia durou 33 horas — começou na quarta-feira, às 8h10, e só acabou na quinta, às 17h30. “Gastamos R$ 5,6 mil para contratar esse gerador. Temos um contrato com a CEB e estamos estudando como ser ressarcidos”, ressaltou.No Riacho Fundo, os moradores também enfrentaram apagões durante a semana. A servidora pública Michele de Oliveira, 31 anos, que reside na QN 7, diz que ficou sem energia na quarta e na quinta-feira, por 26 horas. “O meu portão eletrônico parou de funcionar. É um transtorno muito grande. Agora, vou ter de tirar dinheiro do bolso para arcar com esse prejuízo”, disse. Segundo ela, o técnico chamado para consertar o portão disse que o problema foi ocasionado pelo blecaute. Ela também solicitou ajuda da CEB e recebeu como resposta que os profissionais estavam em greve e nada poderia ser feito.

Sindicalista diz que equipe de Lupi lhe cobrou propina


IstoÉ
Depois de passar uma semana negando a cobrança de propinas de até 10% de ONGs, o ministro Carlos Lupi (Trabalho) ganhou matéria prima para novas explicações.A equipe de Lupi é acusada de extorquir também os sindicatos, num esquema que desvia verbas recolhidas de trabalhadores para as arcas da Força Sindical.Chama-se João Carlos Cortez (na foto) o autor da nova denúncia.

Alta gastronomia em Brasília




Restaurante novo em um dos shoppings de Brasília: investimento em gastronomia diferenciada para atrair mais clientes aos centros de compras ( Dênio Simões/Esp. CB/D.A Press)

Seis dos principais centros comerciais da cidade investiram pesado no último ano para atrair um novo tipo de público. Somados os valores, foram quase R$ 50 milhões em reformas, ampliações ou construção de áreas voltadas para a alta gastronomia. Com o novo conceito, os estabelecimentos esperam alcançar um público mais elitizado e, claro, aumentar o fluxo nos corredores e nas lojas.A estratégia dos shoppings permitiu a abertura de 15 restaurantes nesse período, todos pertencentes a redes nacionais — a maioria de São Paulo — e 11 deles inéditos em Brasília, segundo levantamento feito. A inauguração das casas criou cerca de 300 empregos. A cultura do fast-food não deve desaparecer das praças de alimentação, mas a tendência é que ela cada vez mais tenha de dividir espaço com opções sofisticadas de culinária.

Felipe Gravina, sócio de um dos restaurantes: R$ 900 mil investidos ( Dênio Simões/Esp. CB/D.A Press)
Felipe Gravina, sócio de um dos restaurantes: R$ 900 mil investidos

O ParkShopping foi o que apostou mais alto na ideia de praça de luxo. A administradora do centro comercial, criou uma área de 3,6 mil metros quadrados para abrigar cinco renomados restaurantes, abertos ao público na última quinta-feira. “Temos certeza de que o investimento será bem-sucedido”, afirma o superintendente do centro de compras.As obras de duas torres para escritórios no terreno do shopping, cada uma com seis andares, e o surgimento de um setor residencial nas redondezas chamaram a atenção do restaurante carioca Antiquarius Grill (comida portuguesa) e dos paulistas Barbacoa (carnes), La Tambouille (cozinha franco-italiana) e The Fifties (hamburgueria), além do bistrô francês Le Vin. Não se descarta a possibilidade de nova expansão nos próximos anos.O Brasília Shopping fez uma troca ousada: abriu mão de quatro salas de cinema para dar lugar a quatro restaurantes. A mudança, que completa um ano em dezembro, custou R$ 3,5 milhões. “Foi uma decisão acertada. O movimento em todo o shopping aumentou”, conta o superintendente. Somente a filial do grupo cearense Coco Bambu tem capacidade para 500 clientes e fila de espera é algo corriqueiro, principalmente na hora do almoço.No lugar onde antes funcionava a entrada do cinema, a franquia Zack’s inaugurou a primeira unidade fora do Rio de Janeiro, com 130 metros quadrados e 36 funcionários. O sócio-proprietário prevê três anos para o retorno do investimento de R$ 900 mil. Por dia, 190 pessoas passam pelo restaurante. Cada uma gasta, em média, R$ 35. “Atraímos quem prefere pagar um pouco mais pela refeição, mas faz questão de conforto”, afirma.

Badalados
A força da marca Iguatemi conseguiu atrair para Brasília o badalado restaurante Gero, do Grupo Fasano, em funcionamento há exatamente um ano. O térreo do shopping abriga ainda o Pobre Juan, especialista em parrilla argentina, o Galeto’s e a rede americana Outback. No primeiro piso, mais 12 opções gastronômicas. “Numa concepção antiga de praça de alimentação, não teríamos cadeiras acolchoadas e minitelevisões”, diz a gerente-geral.O Terraço Shopping foi inaugurado em 2002, com seis restaurantes. Até dezembro, esse número será quatro vezes maior, com a abertura de mais uma unidade do Mercado 153. A rede pernambucana investiu R$ 3 milhões no último ano em Brasília, com três restaurantes em shoppings. “A praça de alimentação deixou de ser um local para a pessoa comer e ir embora”, diz o superintendente do Terraço. O shopping desembolsou R$ 2 milhões na reforma da praça, concluída em junho.De olho no avanço da tendência gourmet, até mesmo shoppings de fora do Plano Piloto estão investindo no segmento. O Taguatinga Shopping aplicou R$ 500 mil este ano em obras nos banheiros, no piso, na iluminação e no mobiliário da praça de alimentação. A quantidade de restaurantes saltou de 28 para 40 desde novembro de 2000, quando o centro comercial abriu as portas. A aposta na ala gastronômica, explica a superintendente, também faz parte da estratégia para fisgar os frequentadores das torres comerciais do shopping e os moradores da vizinha Águas Claras.

Eu acho...

“Para mim, refeição é momento de paz, de calma. É ótimo ver que os shoppings se atentaram a isso. Aliás, hoje em Brasília há muitos bons restaurantes que só estão em shoppings. Você paga mais do que em um fast-food, mas vale muito a pena.”

Léia Cristina Borges,
35 anos, advogada, moradora do Guará

“O barulho da praça de alimentação me incomoda muito. Lugares onde você possa sentar, pedir o cardápio, chamar o garçom tornam o almoço ou o jantar mais tranquilo, mais demorado, além de permitir uma maior privacidade.”

Maria Stela Miglorancia, 31 anos, advogada,
moradora do Sudoeste

“Às vezes você tem um dia estressado no trabalho e quer ter mais tranquilidade na hora de comer, coisa que não se encontra nas praças de alimentação habituais. É bom que os shoppings tenham percebido isso, mas ainda são poucas as opções.”

Alexandre Pereira,
41 anos, analista de sistemas, morador do Lago

Seguradora prepara 10 mil pontos para microsseguros

A Bradesco Seguros aposta no microsseguro e terá 10 mil novos pontos para venda do produto até o final de 2012. "Estamos começando os testes com a venda de microsseguros por celular em 15 bancas de jornal em São Paulo em janeiro de 2012, e logo teremos dois corretores na Comunidade de Santa Marta, no Rio, para depois incluirmos 300 correspondentes bancários e fecharmos o ano com 10 mil pontos de venda", afirmou a Bradesco Seguros em entrevista ao blog.Nesses novos pontos de venda, a Bradesco Seguros vai oferecer três produtos do ramo Vida: Primeira Proteção, Tranquilidade Familiar e Vida Seguro. "Num primeiro momento queremos educar o consumidor sobre proteção. É um público que possui US$ 2 [R$ 3,5] para fazer seguro hoje, mas que com o crescimento econômico terá US$ 20 [R$ 35] para adquirir seguros nos próximos anos", disse.Fonte: Ronseg, corretora de seguros.

Frases do dia


 
Corrupção policial

“Detido, o chefe do tráfico na Rocinha afirmou que metade de sua receita com a venda de drogas, estimada em mais de R$ 100 milhões por ano, era repassada a policiais” – editorial “Pacificar e punir” – Folha de S. Paulo, 12-11-2011.

Mora na filosofia!

“Tem pichação nova nos muros de Brasília: “Não basta ser desonesto, tem de parecer desonesto!” Parece coisa desses conselhos de ética que tem por lá, né?” – Tutty Vasques, humorista – O Estado de S. Paulo, 12-11-2011.

Dúvida cruel 1

“Causaram rebuliço no Supremo Tribunal Federal as declarações do ministro Luiz Fux dando conta de que, diante das críticas recebidas, estaria disposto a mudar o teor de seu voto no julgamento da Ficha Limpa de modo a não beneficiar políticos que renunciaram para fugir da cassação” – Renata Lo Prete, jornalista – O Estado de S. Paulo, 12-11-2011.

Dúvida cruel 2

“Lembrando que, na condição de relator, Fux teve mais tempo e condições do que qualquer outro ministro para formar seu entendimento, um colega dispara: "Talvez ele devesse ter procurado uma cadeira no Ibope, não no Supremo" - Renata Lo Prete, jornalista – O Estado de S. Paulo, 12-11-2011.

Tabaco

“Me parece uma contradição que os gaúchos tenham uma escolaridade e uma cultura mais desenvolvidas do que outras regiões do país e fumem mais (18,8% da população do Estado fuma todos os dias, contra uma média nacional de 15,1%). Mas acredito que esse nível de educação permitirá a muitas pessoas largar o tabaco” – Dráuzio Varella, médico – Zero Hora, 12-11-2011.

Consciência

"Tinha prometido não falar mais do Pelé. Pelé fala tanta merda... Pelé não tem porra de consciência do que está acontecendo no país" – Romário, deputado federal – PSB-RJ – Folha de S. Paulo, 12-11-2011.

Ah, então tá!

"Ao contrário dos Jogos Olímpicos, em que a maioria dos custos de organização são do país-sede, a Copa é uma operação completamente privada" - Jérôme Valcke, secretário-geral da Fifa – Folha de S. Paulo, 12-11-2011.

Presente

“O ex-presidente Lula ganhou de presente do deputado Julio César (PSD-PI) o livro "Maria, Passa na Frente!". Ele estava internado para um check-up no hospital Sírio-Libanês no mesmo dia em que o petista fazia a primeira sessão de quimioterapia. A obra é descrita como de "testemunhos sobre o poder da frase: 'Maria, Passa na Frente!'. Nas tempestades da vida, nos momentos difíceis, nas indecisões, descubra como a Mãe de Deus quer passar à tua frente e te ajudar!" – Mônica Bergamo, jornalista – Folha de S. Paulo, 12-11-2011.

Zé do Caixão

“O ministro do Trabalho, que só sai abatido a bala, diz que ama a Dilma. Como é o nome do filme? Amor à prova de balas! Com Lupi e Dilma. Direção: Zé do Caixão!” – José Simão, humorista – Folha de S. Paulo, 12-11-2011.

Nem, não Enem!

“A frase que tá na boca do povo: prenderam o traficante porque ele se chamava Nem, se fosse Enem tinha vazado!” – José Simão, humorista – Folha de S. Paulo, 12-11-2011

sexta-feira, novembro 11, 2011

Geraldo Ramos condena seguro pirata

O Sincor RO AC acompanha de perto – e com satisfação – a ação desenvolvida pela Susep de combate à venda do seguro pirata. Segundo o presidente do Sindicato, Geraldo Ramos, é elogiável a ação da autarquia, que tem o respaldo do próprio Ministério da Fazenda. “Há sinais de que o governo está agindo, preocupado com a atuação dessas cooperativas e associações. É um passo muito importante e conta como o nosso total apoio”, comentou Geraldo.

Maravilha do mundo

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Las Cataratas del Iguazú entre las nuevas 7 maravillas del mundo. El sitio oficial que organizó la selección la ubica en una lista provisoria de los ganadores. "Esto no tiene precio"!

Comunicação na UnB


A internet não é a aldeia global de Mc Luhan, dizem especialistas em Brasília.
Professores reunidos em encontro de debates pelos 100 do filósofo canadense questionaram uso do termo criado por Marshal McLuhan para descrever a realidade atual.O filósofo Marshall McLuhan cunhou, na década de 60 do século passado, o polêmico conceito de aldeia global para descrever um mundo em que todos estariam interligados em uma cultura unificada por meio da tecnologia. Meio século depois, muitos acreditam que esse tempo já chegou graças à internet. Vinícius Pereira, professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), discorda de tal visão. Na abertura do Seminário 100 anos McLuhan, nesta quinta 10, ele defendeu que a utopia concebida pelo canadense está longe de ser alcançada.Marshall McLuhan revolucionou a reflexão sobre as novas tecnologias de comunicação no século XX – na época a televisão, o cinema e o rádio. O pensador canadense elaborou ideias que são referência até hoje para os estudos na área: como a de que os meios de comunicação funcionam como uma extensão do homem. McLuhan, que completaria 100 anos em 2011, era um teórico da comunicação e educador, morto em 1980. Criou da frase "o meio é a mensagem", para definir a influência da televisão, entre outros meios eletrônicos, no modo de pensar da sociedade ocidental contemporânea.
Luiz Filipe Barcelos/UnB AgênciaPara Vinícius Pereira, a internet diminuiu o número de referências compartilhadas
“Para entender o conceito de McLuhan é preciso imaginar uma cidadezinha pequena”, observa Vinícius. “Nela, a principal forma de comunicação é o boato”. O especialista lembrou como o boato monopoliza o conteúdo das conversas. “Ele só é compreendido se existe uma experiência comum entre os interlocutores”. Ou seja, se eles se conhecem bem. Por exemplo: numa cidadezinha do interior, quando alguém conta uma fofoca sobre o namoro de Mariazinha com Antônio, isso só faz sentido para a população local, que tem relações íntimas com a dupla. Ao contrário de McLuhan, Vinícius defende que a internet diminuiu o número de referências compartilhadas. “Ela criou grupos muito distintos, mas ligados entre si” (pela rede mundial de computadores). O professor aprofunda a tese no livro “Estendendo McLuhan: Da aldeia global à teia global”.Paulliny Gualberto, recém formada em jornalismo, aproveitou o momento aberto para a participação da plateia presente para lembrar que McLuhan era otimista sobre o uso das novas tecnologias. “Ele ressaltava como os negros, por exemplo, passavam a ser convidados a participar da televisão e do rádio”. A estudante perguntou se a aldeia global não poderia ser considerada uma realidade, já que as novas tecnologias permitem que vários grupos sociais tenham uma função no todo.INCLUSÃO - Vinícius respondeu chamando a atenção para o modo como a mídia trata grupos minoritários. “A inclusão só ocorre sob rígidos padrões e controles”, destacou. O jornalista Francisco Pereira, que também estava entre os espectadores, contou que a aldeia global de McLuhan é usada como argumento contra a reserva de 30% da programação televisiva para a produção regional. “O patronato diz que a proposta não faz sentido, visto que já vivemos nessa utopia” (a aldeia global), conta Francisco, que é sindicalista e defensor da regulamentação do artigo 221 da constituição – que prevê o espaço.Junto com Vinícius na primeira mesa do evento, o filósofo mexicano Jesús Martinez destacou que McLuhan concebia a comunicação como uma forma de transformação social. “Quem entra em contato com uma nova tecnologia muda a forma como percebe o mundo”. Outro aspecto do pensamento do canadense ressaltado por Jesús foi seu conceito sobre o papel da arte na criação de um conhecimento ligado às questões da atualidade. “Para ele, o artista é quem mais tem consciência da natureza do momento presente”.Para Jesús, a proposta do artista Ricardo Dominguez, professor da Universidade da Califórnia, reúne os dois pontos da teoria de McLuhan. Dominguez adaptou um celular com acesso ao sistema de GPS para ter um design acessível por qualquer usuário – independente do nível de instrução. “A tecnologia permite a imigrantes na fronteira entre Estados Unidos e México encontrarem água e abrigo no deserto”, conta Jesús. Depois de organizações humanitárias distribuírem os aparelhos entre imigrantes, Dominguez chegou a ser alvo de investigação do FBI. "A atitude ousada dele se insere no entendimento de McLuhan do papel revolucionário da arte e da tecnologia”, afirmou Jesús.

Feira do livro de Brasília começa hoje

Evento chega a 30ª edição neste ano, com mais de 120 horas de atrações.Programação inclui bate-papos e oficinas no pavilhão do Parque da Cidade.Com foco na sustentabilidade, começa nesta sexta-feira (11) a 30ª edição da Feira do Livro de Brasília. O evento será realizado até o dia 20 no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade, e a entrada para todas as atividades da feira é gratuita.A programação com mais de 120 horas de oficinas, bate-papos e exposições inclui conversas com os escritores Marina Colasanti, vencedora do Prêmio Jabuti deste ano na categoria juvenil; Bartolomeu Campos de Queirós; Carlos Maltz; Laura Muller; Lucília Garcez; Nicolas Behr; Ilan Brenman entre outros.Também vão participar do evento escritores estrangeiros como Boniface Ofogo, da República dos Camarões; Yoram Meltzer, de Israel; Kangni Alem e Philippe Davaine, da França; Álamo Oliveira e Cristina Taquelim de Portugal, Joe Hayes, dos EUA; e Wellington Cucurto e Cristian de Nápoli da Argentina.Os temas das oficinas são variados e trazem contação de histórias, enfrentamento do Bullying, jogos teatrais, criação de ilustrações para livros infantis e gastronomia, com chefes de cozinha e autores de livros de gastronomia.As oficinas são todas gratuitas com vagas para até 50 pessoas, cada, e serão preenchidas por ordem de chegada.A literatura de Brasília estará bem representada com a presença de autores da Casa de Autores e da Academia Taguatinguense, com suas obras e participações em palestras, oficinas, espetáculo e bate-papos.
Vencedora do prêmio Jabuti deste ano na categoria juvenil, Marina Colasanti é uma das atrações da Feira do Livro de Brasília, que terá também o escritor Nicolas Behr (Foto: Divulgação)Vencedora do prêmio Jabuti deste ano na categoria juvenil, Marina Colasanti é uma das atrações da Feira do Livro de Brasília, que terá também o escritor Nicolas Behr . Foto: Divulgação

Ministro do PDT ganhou sobrevida

Não que a imprensa seja tão volúvel   assim,  mas a verdade é que, ontem, o Nem suplantou o Lupi. Nos blogs, nas telinhas, nos  microfones e nos jornais, o noticiário sobre a prisão do chefe do tráfico na favela da Rocinha deixou para trás as especulações sobre a exoneração do ministro do Trabalho, ajudadas pelo seu humilhante mea culpa com relação  a declarações da véspera. Ganhou uma sobrevida, sabe-se lá se  de dias ou semanas, em especial porque o Nem algemado presta-se mais a imagens e fotografias, sem falar na rocambolesca história de sua prisão.

Ministro do PDT deu verba a Ong de aliado que era alvo da PF

O convênio, no valor de R$ 6,9 milhões, foi firmado com a ONG Adrvale (Agência de Desenvolvimento do Vale do Rio Tijucas e Rio Itajaí Mirim), de Santa Catarina, que é presidida por Osmar Boos, ex-candidato a vereador pelo PDT em Brusque.A PF começou a investigar a ONG com base em relatório da CGU (Controladoria Geral da União) que apontou o uso de funcionários e empresas-fantasmas.O ministro afirmou, por meio de sua assessoria, que não tinha conhecimento da investigação da Polícia Federal sobre a Adrvale.

quinta-feira, novembro 10, 2011

Brasil e Peru querem ligação

Com a construção da Rodovia Interoceânia, Brasil e Peru terão maior aproximação cultural, turística e comercial, o que certamente trará benefícios aos dois países.O IX Seminário Internacional de Sustentabilidade e X Prêmio Ecoturismo & Justiça Climática, que acontecerá em Porto Velho (RO), na próxima semana, percebendo a importância dessa construção para o turismo da América Latina, terá como palestrante no evento Jannet Benavides, engenheira florestal especializada em Gestão de Conservação de Recursos Florestais e Mestre em Gestão de Projetos.

Charge


Policiais do DF decidem manter greve geral

Os Policiais Civis do Distrito Federal decidiram continuar a greve geral durante assembleia em frente ao Palácio do Buriti na tarde desta quinta-feira (10/11). Segundo a categoria, a intenção é pressionar o governo local e federal para que as reivindicações sejam atendidas. Um novo encontro está agendado para a próxima semana em frente ao Congresso Nacional, sem data definida.

Bancada da ética pode deixar o PDT

Ficou tão ruim a situação no PDT que o partido pode perder três representantes na minoritária “bancada da ética” no Congresso: Antonio Reguffe (DF), deputado federal de maior votação proporcional do País, e os senadores Cristovam Buarque (DF) e Pedro Taques (MT). Eles estão entre os pedetistas envergonhados e indignados com o escândalo envolvendo assessores íntimos do ministro Carlos Lupi (Trabalho), e se isolaram por apoiarem a investigação das denúncias.

Homens lideram indenizações pagas pelo Dpvat

Nos primeiros nove meses do ano, 77% das indenizações do Seguro Dpvat foram pagas a pessoas do sexo masculino. É o que revela o mais recente boletim da Seguradora, administradora do seguro, que indeniza vítimas de trânsito em casos de invalidez permanente e morte, além de reembolsar despesas médicas nos casos menos graves. A maior incidência de indenizações foi para vítimas entre 18 e 34 anos, predominantemente do sexo masculino.De modo geral, as estatísticas de indenizações pagas apresentaram crescimento de 42% ante o mesmo período do ano passado. De janeiro a setembro deste ano, foram 42.224 indenizações por morte; 165.592 por invalidez permanente; e 48.663 reembolsos de despesas médicas. Ao todo mais de R$ 1.693 milhões foram pagos em indenizações.Fontes: Sincor RO/AC e Ronseg, corretora de seguros.

Até quando Lupi?

Lupi não será demitido antes da aprovação da PEC da DRU (Desvinculação de Receitas da União), mas sua degola, agora ou mais tarde, é inevitável.Vivemos o teatro do absurdo!

Lupi endoidou!

Dilma Rousseff tem duas opções: agir cirurgicamente e demitir Carlos Lupi  nas próximas horas ou deixá-lo fritar em fogo lento, até que se demita.

quarta-feira, novembro 09, 2011

Fenacor vai debater redes sociais diz Geraldo Ramos

O XVII Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros acontece de 23 a 25 de novembro,  aqui em Brasília. O evento tem assinatura da Fenacor, que já definiu a maior parte da programação.


O primeiro dia será destinado ao credenciamento dos congressistas, abertura solene, inauguração da XVI Exposeg, jantar e show com a banda Jota Quest. As palestras e debates começam no dia 24 de novembro, logo pela manhã, com um "Painel Político", previsto para ter a presença de várias autoridades. A partir das 10h30, os participantes poderão acompanhar a apresentação sobre "Autorregulação". À tarde, a Fenacor vai oferecer o painel sobre "Oportunidades no Mercado de Seguro" e, na sequência, uma palestra motivacional com Luigi Cani e outra sobre "Redes Sociais" com o especialista Luli Radffahrer. No dia 25 de novembro, o Congresso abre espaço para grupos de trabalho especializados em Seguro de Automóvel, Seguros de Pessoas e Empresarial, seguido de um "Painel Economia". No período vespertino, a grade contempla o tema "Riscos Declináveis", além de um Talk Show com executivos do mercado, completando a programação encontro, que será encerrado com um jantar e show do sambista Diogo Nogueira. Vale lembrar que, em paralelo, acontecerá o I Congresso de Saúde Suplementar. Mais informações estão disponíveis no endereço www.fenacor.com.br/xviicongresso diz o presidente do Sincor RO/AC, Geraldo Ramos.

Lupi, a alcateia e o PDT

 
O ex-governador de Santa Catarina Esperidião Amin perde o amigo, mas não perde a piada. Ao encontrar deputados do PDT, ontem, no cafezinho da Câmara, saiu com essa:– Você sabia que o plural de lobo em latin é Lupi. O Miro [Teixeira] que se cuide, daqui a pouco o partido dele [comandado pelo ministro do Trabalho, Carlos Lupi] vira uma alcateia — ironizou.

STF dividido. Nova ministra decidirá se Jader voltará


  • O ex-governador do Pará Jader Barbalho (PMDB) não assumiu a vaga no Senado por ter sido barrado pela lei Ficha Limpa
    O ex-governador do Pará Jader Barbalho (PMDB) não assumiu a vaga no Senado por ter sido barrado pela lei Ficha Limpa. Foto: divulgação
Em uma prévia da votação sobre a validade da lei da Ficha Limpa para as eleições municipais de 2012, os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) se dividiram nesta quarta-feira (9) ao julgarem se o ex-governador do Pará Jader Barbalho (PMDB) poderá assumir no Senado a vaga de Marinor Brito (PSOL). Ele foi barrado pela lei apesar de ter vencido as eleições. Após o empate de 5 a 5, a futura ministra Rosa Maria Weber Candiota –que entrará no lugar de Ellen Gracie– definirá a questão quando assumir o cargo.

Para Dilma, ministro se excedeu

A presidente Dilma Rousseff não gostou nem um pouco do tom ameaçador do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, que ontem disse "duvidar" que ela o demitisse e que ele não sairá do cargo "nem na reforma ministerial", marcada para o início do ano, quando deverão deixar seus cargos todos os candidatos que estão no primeiro escalão do governo. Dilma incumbiu a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffman, de transmitir a sua insatisfação a ele. Gleisi disse a Luppi que "houve excesso" na fala dele no dia anterior e que "ele e todos os ministros deste governo sabem que quem nomeia e quem demite é a presidenta da República."

Senador pede em plenário que Dilma demita ministro do PDT

Em discurso no plenário do Senado nesta quarta-feira (9), o senador Mário Couto (PSDB-PA) criticou a postura do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, e fez uma apelo à presidente Dilma Rousseff para que ela o demita da pasta.Ontem, Lupi disse duvidar que a presidente o demita da pasta. "Duvido que a Dilma me tire, ela me conhece muito bem", disse na ocasião. "Para me tirar só abatido a bala --e precisa ser bala forte porque eu sou pesadão", completou.Na visão do senador, a frase é um desafio e um desrespeito à presidente."Agora eu quero ver! Demita esse safado hoje, presidenta Dilma!", afirmou Couto no Senado.

Ministro do PDT nega ter desafiado Dilma


O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, vai à Câmara nesta quinta-feira (10) para prestar esclarecimentos sobre acusações de irregularidades na pasta.Hoje cedo, governo e oposição fecharam um acordo para retirar da pauta requerimentos de convite e convocação de Lupi.O ministro se colocou à disposição para falar aos parlamentares.Lupi negou hoje que tenha desafiado a presidente Dilma Rousseff ao declarar que só deixa o governo "abatido por bala" e que quis rebater o que chamou de "onda de denuncismo".Ontem, ele disse duvidar que a presidente o demita da pasta. "Duvido que a Dilma me tire, ela me conhece muito bem", disse na ocasião. "Para me tirar só abatido a bala --e precisa ser bala forte porque eu sou pesadão", completou. Lupi negou hoje que seja "a bola da vez". "Só se for a bola sete, que é a bola que dá a vitória", explicou ele na abertura do encontro sobre estratégia de inclusão produtiva urbana do programa Brasil sem Miséria.

Sincor apoia corretor associado

Os corretores associados devem procurar, sempre que necessário, a diretoria do Sincor RO AC para a resolução de pendências e consultas diversas, sendo a maioria relacionada a sinistros.Todas as dúvidas e questionamentos dos corretores são encaminhados às seguradoras, com o devido interesse e acompanhamento. “A ideia da diretoria é dar voz e importância para os corretores, para que eles possam exercer sua profissão com dignidade e respeito”, destaca o presidente do Sindicato, Geraldo Ramos.Esse trabalho está sendo complementado com a instalação das Comissões Técnicas, que serão instrumentos importantes na discussão de assuntos de grande relevância para a categoria. “Vamos trabalhar no sentido de garantir melhores condições de seguros para nossos corretores”, adianta. As consultas/questionamentos podem também ser enviados por carta ou e.mail.

Centros e UPAs não ajudam a reduzir demanda no DF

Sem atendimento garantido nos pronto-socorros da rede pública do Distrito Federal (DF), resta aos pacientes com problemas de menor complexidade, como dor de cabeça e febre, procurar atendimento nos centros de saúde. Essa, pelo menos, tem sido a orientação da Secretaria de Saúde. O problema é que a maioria da população desconhece essa recomendação. Além disso, grande parte dessas unidades não oferece pronto-atendimento.