O Ensino Médio Integral é um novo modelo de escola em tempo integral que será implantado inicialmente em 11escolas estaduais em Rondônia que atenderão alunos em todo o Estado até 2014. A intenção é de que até o fim da atual gestão sejam implantadas escolas de Ensino Médio Integral na capital e interior.Nesse modelo, idealizado pelo governador Confúcio Moura, disse o secretário Júlio Olivar, há a integração das disciplinas do currículo e no novo regime de trabalho de seus professores, que prevê dedicação plena e exclusiva à unidade de ensino, o que promove uma maior aproximação entre docente e aluno. No novo modelo, a jornada deverá ser ampliada de seis horas para nove horas e meia, incluindo três refeições diárias. A estrutura, a partir do paradigma da Escola Estadual de Ensino Médio Anísio Teixeira, contará com salas temáticas de português, história, arte e geografia, salas de leitura e informática, e laboratórios de biologia, química, física e matemática.Os alunos terão orientação de estudos e auxílio na elaboração de um projeto de vida, que consiste em um plano para o seu futuro. Além das disciplinas obrigatórias, eles contarão com disciplinas eletivas, de acordo com a área de interesse. O intuito é contribuir para que o aluno esteja apto tanto para a continuação dos estudos após o Ensino Médio, quanto para o mundo do trabalho. Foto: divulgação.
sexta-feira, abril 13, 2012
Seduc participou de audiência em Nova Dimensão
O Secretário de Estado da Educação de Rondônia, Júlio Olivar, participou quarta-feira (11) de uma audiência pública realizada na Escola Estadual Maria Laurinda Groff, localizada no Distrito de Nova Dimensão, em Nova Mamoré. O objetivo da audiência foi ouvir a comunidade escolar, conhecer a escola e propor soluções para as demandas da instituição.
A audiência foi proposta pela deputada estadual Ana da 8, sensível aos problemas que a comunidade daquele instituição de ensino vivencia, sobretudo, os relacionados ao transporte escolar, falta de professores e construção de salas de aulas. A diretora da escola, professora Dorinha Gomes da Costa, disse que esses são os principais impasses que atrapalham o bom andamento das atividades escolares.
O representante dos pais de alunos, Luciano Pani, comentou que o transporte escolar precário atrasou em dois meses o início do ano letivo. “A empresa contratada pelo estado tem sido negligente. Além dos veículos em péssimas condições de uso, o proprietário alega que as estradas estão intrafegáveis. Isso não é verdade, o que está faltando é compromisso com o trabalho para o qual foi contratada”.
Do mesmo modo, a estudante do 2º Ano B, Gabriela Sgorlon, moradora da Linha 29-B, km 5,5, lamentou a situação do transporte escolar. “Queremos que o problema seja solucionado imediatamente. Caso isso não aconteça, o ano letivo ficará comprometido”.
A professora de Geografia, Elci Tavares de Faria, falou que é desumano trabalhar em salas de aulas improvisadas. “Parece que a escola não acompanha o desenvolvimento do distrito. Essas salas eram alojamentos dos trabalhadores que construíram a escola. Faz seis anos que foram improvisadas e não sabemos até quando continuarão sendo um apêndice da escola”, destacou.
Olivar após ouvir os depoimentos de diretores, professores, alunos e pais de alunos, elencou alguns avanços do governo do estado na educação e destacando a nova filosofia implantada através do processo de eleições democráticas dos gestores das escolas e os investimentos no transporte escolar que em 2010, no governo anterior, foi de R$ 18 milhões, e que a previsão de investimento no setor para 2012 é de R$ 40 milhões.
O secretário disse também que está em andamento o projeto para a climatização de todas as unidades de ensino do estado. No caso específico da Escola Laurinda Groff, é possível a contratação emergencial de professores, principalmente das disciplinas consideradas críticas (matemática, química, física e biologia). O secretário ainda orientou que, através da Representação de Ensino em Guajará-Mirim, a direção da escola deve propor a mudança de tipologia, para que possa receber mais recursos. Após visitar as dependências da escola, Olivar constatou a necessidade da construção de mais um pavilhão, o que poderá ser feito somente em 2013.
Quanto ao transporte escolar, o secretário fez uma explanação esclarecedora. Afirmou que em 44 dos 52 municípios, o serviço é prestado através de convênio firmado entre o estado e as prefeituras. Mas, que em Nova Mamoré, o contrato é direto entre estado e empresa licitada. “O governo não tem mais respaldo legal para aditivar o contrato com a atual empresa responsável pelo transporte escolar daqui. Em razão disso, novas empresas serão licitadas, solucionando em definitivo a problemática do município”, finalizou.
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Fonte: Portal Mamoré
Texto: Simon O. dos Santos
quinta-feira, abril 12, 2012
Secretário cobra do governo federal valorização do magistério
O secretário de estado da Educação de Rondônia (Seduc) e membro do Conselho Nacional de secretários de Educação, Júlio Olivar, é a favor da valorização do magistério. "O governo federal precisa investir mais na educação básica pública, que hoje tem 80% financiados por estados e municípios e apenas 20% pela União, argumentou". Olivar cobra para solução do cumprimento integral da Lei 11.738/2008, a Lei do Piso, a instalação de uma mesa de negociações com representantes dos professores, municípios, estados e União.
SP sediará encontro mundial de UCs
O Centro Universitário da Fundação Educacional Inaciana (FEI) sediará a 24ª Assembleia Geral da Federação Internacional das Universidades Católicas (FIUC). O encontro será realizado de 23 a 27 de julho de 2012, no campus São Bernardo (SP), e reunirá reitores de mais de 200 universidades dos cinco continentes, que discutirão “O Ensino e o Aprendizado nas Universidades Católicas do Século 21”. Reconhecida pela Unesco, Organização das Nações Unidas, no âmbito da educação, ciência e cultura, e pelo papa Pio XII, a FIUC é a mais antiga e importante associação de universidades católicas do mundo.A informação é do Boletim da CNBB, 11-04-2012.
Realizada a cada três anos em diferentes partes do mundo (a última edição ocorreu em novembro de 2009, em Roma, Itália), a FIUC acontecerá pela terceira vez no Brasil (em 1960, na PUC-RJ, e em 1978, na PUC-RS). Para ser sede do encontro, a FEI concorreu com países como Líbano, Austrália e Chile. A infraestrutura da cidade de São Paulo e a boa relação diplomática do Brasil com todas as nações contribuíram na escolha do país. Outro item que ajudou foi o fato de o Brasil ter origem católica.
Para a FEI, organizar a reunião mundial de reitores é muito importante. “Vamos tratar do aprendizado neste século e como o foco da universidade católica é a pesquisa, a busca será pela autonomia da razão humana para que desenvolva o bem-estar das pessoas plenamente articulado com sua fé” afirma o padre Theodoro Paulo Severino Peters, presidente do Centro Universitário da FEI.
De acordo com padre Theodoro Peters, a Assembleia tratará de temas universitários de interesse de todos os continentes.
Caberá a cada país concretizar ou não as condições argumentadas. “A universidade transcende os interesses locais, porque tem abertura para tudo que é humano e envolve a sociedade, como diplomacia universitária e paz”, destaca o presidente da FEI.
Programa
Durante encontro haverá diversas atividades, como plenárias, dinâmicas de grupos temáticos e regionais e até visitas a cidades, como a Aparecida (SP).
A Federação das Universidades Católicas é composta de cerca de 200 universidades e instituições católicas de ensino superior de todo o mundo, que têm à disposição um secretariado permanente encarregado de executar as orientações e políticas, tal como estabelecido pela Assembleia Geral e os órgãos administrativos. Além das funções administrativas e de gestão exercidas nas atividades da Federação, o secretário-geral também atua como um facilitador, melhorando a coordenação e promovendo um livre fluxo de informações entre as organizações e as instituições parceiras da FIUC. No Brasil existem 81 instituições católicas de ensino superior.
A Federação das Universidades Católicas é composta de cerca de 200 universidades e instituições católicas de ensino superior de todo o mundo, que têm à disposição um secretariado permanente encarregado de executar as orientações e políticas, tal como estabelecido pela Assembleia Geral e os órgãos administrativos. Além das funções administrativas e de gestão exercidas nas atividades da Federação, o secretário-geral também atua como um facilitador, melhorando a coordenação e promovendo um livre fluxo de informações entre as organizações e as instituições parceiras da FIUC. No Brasil existem 81 instituições católicas de ensino superior.
Gilson julgará bicheiro
Com a recusa da ministra Laurita Vaz, que alegou ‘foro íntimo’, o pedido de habeas corpus da defesa do contraventor Carlinhos Cachoeira, preso desde fevereiro, vai ser entregue ao ministro Gilson Dipp, do Superior Tribunal de Justiça (STJ).Segundo o Código de Processo Penal e o Código de Processo Civil, as normas processuais determinam que o juiz se declare "suspeito" quando houver algum motivo que possa pôr em dúvida sua imparcialidade e isenção para julgar o caso.
Foto: O Globo
Olivar sublinha apoio de Confúcio às Olimpíadas e Jogos Escolares
O secretário de estado da Educação de Rondônia (Seduc), Júlio Olivar, se posicionou hoje (12) favorável a adoção de estratégias para melhorar a alimentação das crianças e adolescentes na rede pública de ensino. Olivar sustentou que "os alimentos destinados a esses alunos, via de regra, contêm quantidades excessivas de açúcares, gorduras e sal, que, se consumidos em demasia e excesso, aliados à falta de exercícios, aumentam a possibilidade de obesidade, cárie e doenças crônicas como pressão alta e diabetes ainda nessa fase da vida. Olivar argumenta que a escola deve adicionar no aprendizado do aluno, conceitos que o levem a se alimentar e optar por escolhas mais saudáveis. O cultivo e consumo de frutas e verduras, por exemplo, além do incentivo de oficinas e atividades educativo-esportivas, como as Olimpíadas Escolares de Rondônia 2012 (OER) e Jogos Escolares Especiais, segundo Olivar, vem sendo fortemente incentivados pelo governador Confúcio Moura no ambiente escolar estadual".
Conheça estudante de Porto Velho beneficiado pelo Ciência sem fronteiras nos EUA. Em paralelo aos estudos, o rondoniense vai estagiar na NASA até o fim do intercâmbio universitário, em dezembro
Nascido em Porto Velho, Rondônia, Matheus Teixeira, de 22 anos, mudou-se com a família para Brasília aos oito, cidade que seu avô, potiguar, ajudou a construir na década de 50.Teixeira estudava Engenharia Mecatrônica na Universidade de Brasília (UnB) quando, a um ano de terminar a faculdade, decidiu aplicar para o programa.'Estava pessimista; achava que não seria chamado, quando recebi a carta da faculdade comunicando minha aceitação', conta.Segundo ele, a faculdade nos Estados Unidos é bem diferente da do Brasil. 'Eles passam mais dever de casa', diz. 'Sinto que estou aprendendo mais', acrescenta.Teixeira vai estagiar no projeto Primordial Inflation Polarization Explorer (PIPER), um balão que medirá a polarização da radiação cósmica de fundo, que ajuda a explicar a origem do universo.'Amo meu país e quero voltar logo para a minha terra, onde vou colocar em prática tudo o que aprendi aqui', resume.
quarta-feira, abril 11, 2012
Dipp vai analisar HC de Cachoeira
O ministro Gilson Dipp, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), é quem vai decidir sobre o pedido de habeas corpus de Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, que está preso desde fevereiro acusado de chefiar a exploração de jogos ilegais em Goiás.
Seduc defende 10 % do PIB para Educação
O secretário de estado da Educação de Rondônia (Seduc), Júlio Olivar, disse hoje (11) que "o Plano Nacional pela Educação (PNE) deveria estar em vigor desde o início do ano passado. A Lei anterior, valia até dois anos atrás e não determinava ou impunha metas que pudessesm ser mensuradas. A proposta atual traz 20 itens quantitativos como aumento de vagas no ensino profissionalizante e a fonte de renda para custeio deste investimento. O setor quer 10% e defende que as demais metas não podem ser cumpridas sem este valor", argumentou.
Secretário aponta falta de incentivo da família como problema para aprendizagem dos discentes
O secretário de estado da Educação de Rondônia (Seduc), Júlio Olivar, apontou hoje (11) a " falta de apoio da família como problema para aprendizagem dos discentes. A falta de acompanhamento dos pais e/ou responsáveis prejudica o aprendizado, sobretudo, em situações especiais como as pesquisas. Além disso, lamentavelmente, ponderou Olivar, há o desinteresse e falta de empenho e esforço do próprio aluno como um dos outros possíveis motivos."
Olivar lamenta afirmação de Mantega
O secretário de estado da Educação de Rondônia (Seduc), Júlio Olivar, lamentou hoje (11) declaração do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que diz "que não vai aumentar a parcela do PIB - Produto Interno Bruto para Educação".Mantega, de acordo com Olivar, mantém a postura de aumentar os atuais 5 para 7,5 por cento o investimento no tema. O setor, no entanto, defende um investimento de 10 por cento, o que faria uma revolução na Educação", disse Olivar.
Inclusão educacional no governo Confúcio Moura é uma das bases do estado, enfatiza Júlio Olivar
Escola em tempo integral é um dos projetos prioritários implementado no estado de Rondônia pelo governador Confúcio Moura e pelo secretário da Educação , Júlio Olivar. O governo da cooperação terá nos próximos dois anos, mais de 10 escolas funcionando dentro desse regime. As atividades, segundo Olivar, vão desde o acompanhamento de tarefas escolares até a prática de esportes, aulas de arte e informática. A Educação é uma das bases do estado que quer assumir um pacto definitivo com seu desenvolvimento. Os investimentos que se vem fazendo no setor tem aumentando. O Brasil fez nas últimas décadas uma correção de rumos no plano educacional, e Rondônia seguirá na trajetória para estar à altura dos desafios que se apresentam, diz Olivar.
Governo investe na instalação de salas com recursos multifuncionais
Até 2014, o Ministério da Educação (MEC) e o Governo de Rondônia, através da secretaria de estado da Educação (Seduc) tem como meta chegar às escolas com pelo menos uma sala de recursos multifuncionais. Atualmente, no Brasil, há 24 mil dessas salas instaladas na rede pública de ensino. "Cabem aos sistemas de ensino oferecer condições de acessibilidade para que os estudantes com deficiência venham para a escola e aprendam com autonomia e protagonismo", concorda o secretário Júlio Olivar, com apoio institucional da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi) do MEC.
terça-feira, abril 10, 2012
Grão-Mestre comemora 27 anos da Glomaron
Grão-mestre Juscelino Moraes do Amaral e seu adjunto Antônio Alves lembram a trajetória dos que conduziram a Grande Loja até aqui
A Grande Loja Maçônica do Estado de Rondônia (Glomaron) está em festa pelos seus 27 anos de fundação, completados nesta terça-feira, dia 10 de abril. Dentro da programação a Glomaron vem desenvolvendo várias atividades como inauguração (sagração) de novos templos, iniciação de novos maçons no Grau de Aprendiz, elevação de maçons ao Grau de Companheiro e exaltação ao Grau de Mestre Maçom. Mas a grande comemoração deste ano, segundo o grão-mestre Juscelino Moraes do Amaral, será a realização do Festival da Costela Assada, cujo objetivo principal é a arrecadação de fundos destinados à construção da Casa de Apoio do Hospital do Câncer de Cacoal.A decisão de destinar os recursos arrecadados com o Festival da Costela Assada para ajudar aquelas pessoas que sofrem com câncer e poderão deixar de sair de Rondônia em busca de tratamento, é uma ação de fraternidade da maior grandeza, “porque estamos lutando para minimizar o sofrimento e a dor dos nossos irmãos”, explica um dos organizadores do festival.Mas, de acordo com o grão-mestre da Glomaron, é, também, uma data para reviver a trajetória desses 27 anos, e render homenagens aos valorosos irmãos que ajudaram a conduzi-la até aqui: “Quando falamos desses irmãos, não podemos deixar de lembrar o nosso querido Irmão e patrono coronel Jorge Teixeira de Oliveira, que foi o grande responsável pelo nascimento e fortalecimento da Grande Loja em Rondônia, lá nos idos de 1985”, acentua Juscelino.Sempre trabalhando com a máxima cristã de que “a mão direita não veja o que faz a esquerda”, a Maçonaria vem trabalhando diuturnamente em busca de tornar feliz a humanidade, através das 37 Lojas espalhadas por todos os rincões do nosso belíssimo Estado com várias atividades sociais. “As colunas mais fortes da Maçonaria são os Irmãos que não medem esforços para trabalhar em prol dos menos favorecidos pela sociedade, empenhados em exercer suas atividades, pautados no tripé Amor, Fraternidade e Justiça Social,” afirma Juscelino.“Tenho certeza de que, se o ex-governador Teixeirão ainda estivesse entre nós, estaria celebrando conosco o crescimento da Grande Loja, mas acredito que estamos honrando o nome do nosso grande patrono levando adiante o trabalho iniciado e incentivado por ele e dando continuidade aos ensinamentos maçônicos com o objetivo de transformar a humanidade pela prática do amor”, afirma o grão-mestre.
Olivar aposta na conscientização como forma de mudar comportamento no trânsito. Trânsito é matéria que se aprende na escola
O secretário estadual de Educação de Rondônia, Júlio Olivar, disse ao blog que "parcela da solução para o trânsito das cidades está na escola, onde planos, projetos e programas voltados a crianças e adolescentes implementados pelo governo da cooperação, através da Seduc, envolvem disciplinas, atividades pedagógicas e palestras, como ferramentas para tentar melhorar o convívio nas vias urbanas.Não há como negar. Falta educação no trânsito. Sem Educação os problemas continuarão", enfatizou Olivar.
Confúcio faz inclusão digital
A Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Jorge Teixeira de Oliveira, no bairro Ulisses Guimarães, zona leste de Porto Velho, Rondônia, passou a integrar a política de inclusão digital promovida pelo governo de Rondônia, através das Secretarias de Estado de Assistência Social (Seas) e Educação (Seduc). Nesta segunda-feira (9), o secretário adjunto da Seas, Márcio Felix e o autor da emenda parlamentar que contemplou os telecentros, entregaram o primeiro Telecentro dos quatro previstos.Os alunos e a comunidade do Ulisses Guimarães passam agora a usufruir de internet grátis, cursos profissionalizantes e atividades de inclusão digital. O telecentro entregue faz parte do projeto “É Preciso Navegar” e conta com a parceria do Ministério da Ciência e Tecnologia do governo Federal. “O projeto é fruto dos estudos socioeconômicos realizados pela Seas, relacionados à tecnologia da informação para consolidar a cidadania e combater o analfabetismo digital”, destaca Márcio.Na solenidade de entrega, Márcio também falou sobre as ações do Plano FutuRO que já estão chegando efetivamente à população, como o programa de habitação popular na zona urbana e rural, o cadastramento das famílias pobres e extremamente pobres para o programa de transferência de renda, o mapeamento de oportunidades de emprego para famílias de baixa renda, a implantação de escolas de educação integral, como a entregue nesta terça-feira (10) pelo governador Confúcio Moura, em Guajará-Mirim, além de várias outras ações nas áreas da educação, saúde, desenvolvimento social e segurança pública. “O Plano FutuRO contempla mais projetos de inclusão digital chegando aos distritos e áreas de assentamentos”, frisa o secretário.Os telecentros irão oportunizar a população que não tem condições financeiras de ter um computador e internet a ter acesso aos serviços ofertados pela rede e acesso a informações, diminuindo o analfabetismo digital.Também participou da solenidade de entrega, o professor e técnico da Seduc, Ricardo Henrique, a diretora da escola Jorge Teixeira, Maria dos Santos, técnicos da coordenação de desenvolvimento social da Seas, alunos e moradores do bairro.
Seduc defende relação professor/aluno mais horizontal
O secretário de estado da Educação de Rondônia (Seduc), Júlio Olivar, defendeu hoje (10) a promoção de um novo ambiente escolar na rede pública de ensino. Segundo Olivar, o objetivo da medida é planejar o processo de discussão dos planos de convivência nas escolas da capital e interior. Vemos a necessidade de se reunir sistematicamente para discutir e traçar um plano de trabalho com estratégias de implementação de ações para tornar a relação professor/aluno mais horizontal, mobilizar os Conselhos Escolares e Grêmios Estudantis, efetivar a Gestão Democrática para que não fique apenas nas questões administrativas, explica Olivar.
As estratégias traçadas pela Seduc estão sendo trabalhadas com a comunidade escolar (alunos, professores, direção, servidores e a família) num debate permanente sobre os valores éticos, como o respeito à diversidade, por meio de exercícios constantes de solidariedade no universo escolar.
A Seduc incentiva no âmbito das escolas, a realização de eventos culturais, recreativos e esportivos que estimulem a vivência de experiências lúdicas e prazerosas, voltadas ao resgate da autoestima por intermédio do autoconhecimento. Essas atividades devem assumir o papel catalisador de políticas públicas voltadas para a Educação Básica, sublinhou Olivar. A escola é um ambiente que tanto produz conflitos sociais, como experiências exitosas do convívio entre as pessoas, ponderou.
Tudo em "família'!
Caiu nas mãos da juíza Laurita Vaz, do Superior Tribunal de Justiça, o pedido de habeas corpus impetrado pelo criminalista Márcio Thomaz Bastos. Ex-ministro da Justiça do governo Lula, Bastos negociou por R$ 15 milhões a assessoria jurídica ao contraventor, que está detido num presído de segurança máxima em Mossoró (RN). O valor foi dividido em três parcelas iguais, das quais a primeira já foi paga.
A curiosidade é que o pedido de habeas corpus caiu nas mãos da juíza Laurita Vaz, que, assim como Cachoeira, é goiana. Outra coincidência: ela nasceu na pequena Anicuns, a mesma cidade natal do senador Demóstenes Torres. Ambos se formaram na mesma universidade: a PUC de Goiás.
Cachoeira foi preso em 29 de fevereiro e provocou um tsunami político. Sua rede de influência pode provocar a cassação do senador Demóstenes e de outros políticos goianos, com os quais ele mantinha estreito relacionamento.
segunda-feira, abril 09, 2012
Trabalho inútil
Sísifo simboliza o trabalho inútil. Ele é a versão mitológica do enxugador de gelo. Ele representa todas as pessoas que, não sendo produtivas, estão sempre ocupadas.
Sísifo ajuda a entender porque organizações com excesso de funcionários são tão improdutivas. É trabalho que não gera valor, nem tem mérito.
Em novembro de 1955 foi publicado pela revista “The Economist” um artigo com o titulo “A lei de Parkinson”, escrito por C. Northcote Parkinson, professor da Universidade de Singapura.
O autor explicou que, no trabalho, o tempo disponível é fixo, mas o montante de trabalho (especialmente burocrático) é flexível. Assim, as pessoas vão sempre esticar ao máximo a quantidade de trabalho de maneira a fazer com que ela preencha todo o tempo disponível. Por isso, aumenta-se desnecessariamente a burocracia e complicam-se os procedimentos.
Segundo Parkinson, isto ocorreria por dois fatores. O primeiro é a lei de multiplicação de subordinados: cada chefe quer multiplicar o número de subordinados para aumentar seu poder em relação aos seus concorrentes. O segundo é a lei de multiplicação do trabalho: o aumento do número de funcionários de um departamento gera aumento no trabalho a ser feito por todos os departamentos que se relacionam com ele.
A relação entre recompensa e mérito se enfraquece. Cria-se um sistema perverso que não gera valor para a sociedade. As organizações passam a viver exclusivamente em função delas mesmas sem com isso servir eficientemente a qualquer função social ou econômica. O mérito perde o sentido. A busca e preservação de posições e poder é somente o que conta.
O império da lei de Parkinson traz a mesma frustração expressada por Rui Barbosa quando disse que ”de tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto“.
A lei de Parkinson é o triunfo do corporativismo sobre o mérito. É a condenação da sociedade ao castigo de Sísifo.
Elton Simões mora no Canadá há 2 anos. Formado em Direito (PUC); Administração de Empresas (FGV); MBA (INSEAD), com Mestrado em Resolução de Conflitos (University of Victoria). Email: esimoes@uvic.ca.
Sísifo ajuda a entender porque organizações com excesso de funcionários são tão improdutivas. É trabalho que não gera valor, nem tem mérito.
Em novembro de 1955 foi publicado pela revista “The Economist” um artigo com o titulo “A lei de Parkinson”, escrito por C. Northcote Parkinson, professor da Universidade de Singapura.
O autor explicou que, no trabalho, o tempo disponível é fixo, mas o montante de trabalho (especialmente burocrático) é flexível. Assim, as pessoas vão sempre esticar ao máximo a quantidade de trabalho de maneira a fazer com que ela preencha todo o tempo disponível. Por isso, aumenta-se desnecessariamente a burocracia e complicam-se os procedimentos.
Segundo Parkinson, isto ocorreria por dois fatores. O primeiro é a lei de multiplicação de subordinados: cada chefe quer multiplicar o número de subordinados para aumentar seu poder em relação aos seus concorrentes. O segundo é a lei de multiplicação do trabalho: o aumento do número de funcionários de um departamento gera aumento no trabalho a ser feito por todos os departamentos que se relacionam com ele.
A relação entre recompensa e mérito se enfraquece. Cria-se um sistema perverso que não gera valor para a sociedade. As organizações passam a viver exclusivamente em função delas mesmas sem com isso servir eficientemente a qualquer função social ou econômica. O mérito perde o sentido. A busca e preservação de posições e poder é somente o que conta.
O império da lei de Parkinson traz a mesma frustração expressada por Rui Barbosa quando disse que ”de tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto“.
A lei de Parkinson é o triunfo do corporativismo sobre o mérito. É a condenação da sociedade ao castigo de Sísifo.
Elton Simões mora no Canadá há 2 anos. Formado em Direito (PUC); Administração de Empresas (FGV); MBA (INSEAD), com Mestrado em Resolução de Conflitos (University of Victoria). Email: esimoes@uvic.ca.
Reforma ortográfica polêmica
Os professores Pasquale Cipro Neto e Ernani Pimentel estiveram nesta quarta-feira no Senado para pedir a suspensão da reforma ortográfica, resultado de um acordo firmado em 1990 entre todos os países de língua portuguesa.O acordo foi assinado pelos países que tinham o português como língua oficial: Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Timor Leste (que não era independente à época), Brasil e Portugal. As mudanças trazidas pelo acordo --como a ausência de acento na palavra "ideia"-- já são aplicadas aqui desde 2009, em período de "acomodação" que deve durar até o final deste ano.Para os professores, o conteúdo do acordo é de difícil aplicação por ser "ilógico" e contraditório. Eles condenaram também a forma como o acordo está sendo implantado no país e apontaram várias divergências entre as novas regras e o que está disposto no VOLP (Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa), elaborado pela Academia Brasileira de Letras e usado como referência para verificar a grafia das palavras.Os professores querem que a adoção obrigatória do acordo no Brasil --que ocorre em janeiro do ano que vem-- seja suspensa. Dessa forma, haveria mais tempo para discutir mudanças no conteúdo, inclusive com os outros países signatários. "Como nós vamos costurar todo o imbróglio decorrente da adoção estapafúrdia dessa reforma ortográfica?", questionou Cipro Neto.
| Sergio Lima/Folhapress | ||
| Os professores Pasquale Neto e Ernani Pimentel participam da sessão da Comissão de Educação do Senado Federal |
A não-adesão de países como Angola e Moçambique e a baixa aceitação de Portugal, que só recentemente sancionou a lei que tornou o acordo obrigatório no país, também foram citadas como problemas do acordo. Até 2015 os portugueses estarão em período de acomodação, mas segundo Cipro Neto lá também existe a intenção de rever o texto.Pimentel, idealizador do movimento "Acordar Melhor" (que pede mudanças no acordo) criticou duramente a ABL. "É a segunda vez que a academia é convidada para esse debate e não comparece. Isso mostra um comportamento adequado à época do autoritarismo, uma posição aristocrática. Eles não vieram porque não têm argumentos para justificar esse acordo que está aí", afirmou.Apenas no século 20, foram feitas nove reformas da língua portuguesa. Cipro Neto afirmou que a audiência dessa quarta "foi um primeiro passo", mas que uma eventual "reforma da reforma" não será fácil."Reforma ortográfica é como uma garrafa pet, leva muito tempo para ser deglutida. É preciso ter muito cuidado quando se coloca em vigor uma reforma, ela precisa ser muito bem feita para que não haja problemas como esses que temos hoje", afirmou.A ABL, por meio da assessoria, informou que o feito pela comissão do Senado era pessoal a Evanildo Cavalcante Bechara, tesoureiro da academia. Como ele está em viagem, não pôde comparecer à audiência pública. Quanto às divergências apontadas por Cipro Neto e Pimentel, a assessoria da ABL informou que apenas Bechara poderia se pronunciar sobre a questão.
Frases do dia
Prova difícil
“Concurso para gari cobrou dos examinandos conhecimentos de novelas e de um certo Michel Teló. Duas coisas me chamaram a atenção: eu não passaria na prova e garis precisam hoje ter ensino básico completo e aprovação em concurso” – Hélio Schwartsman, jornalista – Folha de S. Paulo, 08-04-2012.
Cabe mais um
“Se é mesmo verdade que Ricardo Teixeira pode voltar à CBF como presidente de honra da entidade, francamente, deve ter um cantinho honorário pro Demóstenes por lá, né não?” – Tutty Vasques, humorista – O Estado de S. Paulo, 08-04-2012.
Chega!
“Já dei o que tinha que dar. Quero que mundo se exploda. Hoje a música é outra, é bunda, é aeróbica” – Nana Caymi, cantora, ao anunciar sua aposentadoria dos palcos – O Estado de S. Paulo, 08-04-2012.
Certezas e abandono
"A literatura sempre foi um excelente instrumento para medir tanto a aquisição de certezas como seu abandono” - Antonio Tabucchi, escritor – Cátedra Unesco de Leitura – PUC-Rio, 09-04-2012.
Sem candidato
“Não tenho, como dirigente partidário ou mesmo como militante, nenhum candidato indicado em São Leopoldo. O meu candidato é e será o candidato indicado pelas instâncias do meu partido” – Tarso Genro, governador do Rio Grande do Sul – PT – se pronunciando sobre a confusão provocada pelas declarações de Ronaldo Teixeira, que deixou a chefia do escritório de representação do Rio Grande do Sul em Brasília para se apresentar como opção do PT à prefeitura de São Leopoldo – Zero Hora, 09-04-2012.
Fé
“Já sobre a pista do Aeroporto Internacional Simón Bolívar! Rumo a Havana com a fé posta em Cristo Ressuscitado! Viveremos e venceremos!” – Hugo Chávez, em mensagem no Twitter pouco antes de decolar na direção de Cuba – O Estado de S. Paulo, 09-04-2012.
Lúgubre
“Nunca antes neste país houve novela tão lúgubre como "Avenida Brasil". A marca da maldade aparece toda noite, as cenas costuradas para afligir a audiência. (...) "Avenida Brasil" nos convida, ou nos coage, a torcer por quem faz o mal. Testa nossa ruína moral. Dói” – Melchiades Filho, jornalista – Folha de S. Paulo, 09-04-2012.
Abjeta
“Essa abjeta sentença - que afirma que as vítimas "já estavam longe de serem inocentes, ingênuas, inconscientes e desinformadas a respeito do sexo" - está entre as mais nefandas já proferidas por um tribunal superior no Brasil. O mínimo que se pode esperar é que esse flagrante apoio à violência contra a criança venha a ser revisto por recurso" - Paulo Sérgio Pinheiro, pesquisador associado do Núcleo de Estudos da Violência da USP, comentando a sentença do STJ inocentando um adulto pelo estupro de três meninas de 12 anos, em flagrante desrespeito à Convenção dos Direitos da Criança – Folha de S. Paulo, 09-04-2012.
Eu bebo sim
"Dilma Rousseff entregará hoje ao presidente americano Barack Obama uma garrafa de cachaça brasileira (Velho Barreiro) cravejada de diamantes. O mimo, em edição limitada, custa R$ 212 mil. O presente será para brindar o reconhecimento da bebida, pelos americanos, como um produto genuinamente brasileiro" - Mônica Bergamo, jornalista - Folha de S. Paulo, 09-04-2012.
Eu bebo 2
"Até agora, os rótulos das garrafas deveriam conter a expressão "Brazilian Rum", o que dificultava a diferenciação e o marketing do produto. O reconhecimento garante que a cachaça será considerada um produto tradicional e exclusivo do Brasil -assim como um espumante só é denominado champanhe se tiver origem na região de mesmo nome, na França" - Mônica Bergamo, jornalista - Folha de S. Paulo, 09-04-2012.
Mão dupla
"Em troca, o Brasil vai reconhecer como legitimamente americanos os uísques do tipo Bourbon e Tenessee. O processo será iniciado com uma troca de cartas entre o ministro Fernando Pimentel, do Desenvolvimento, e Ron Kirk, representante de comércio dos EUA" - Mônica Bergamo, jornalista - Folha de S. Paulo, 09-04-2012
Suruís venderão carbono com selo verde
Uma tribo amazônica que até a década passada entregava suas terras à exploração ilegal de madeira será a primeira nação indígena do mundo a faturar com uma nova commodity: o carbono da floresta mantida em pé.
Os paiter-suruís, de Rondônia, receberam na semana passada duas certificações internacionais que lhes permitirão fechar contratos para gerar créditos de carbono pelo desmatamento que evitarem em seu território.A reportagem é de Cláudio Angelo e publicada pelo jornal Folha de S. Paulo, 09-04-2012.
O projeto explora o chamado Redd (Redução de Emissões por Desmatamento), mecanismo que visa compensar financeiramente a manutenção de florestas tropicais, mitigando o gás carbônico que causa o aquecimento global.
O líder da tribo, Almir Narayamoga Suruí, estima que o negócio possa gerar de R$ 2 milhões a R$ 4 milhões por ano até 2038. O dinheiro será aplicado em uma espécie de "fundo soberano" para alavancar atividades econômicas sustentáveis, como o turismo e a produção agrícola nas terras já desmatadas.
O Projeto de Carbono Florestal Suruí, fruto de quatro anos de negociação, é o primeiro esquema indígena de Redd a receber os selos VCS (Verified Carbon Standard) e CCB (Climate, Community and Biodiversity).
Segundo Mariano Cenamo, do Idesan, ONG de Manaus que elaborou o projeto, o VCS dá a garantia aos investidores de que a tribo segue uma metodologia criteriosa para avaliar a redução das emissões. O CCB atesta que o projeto não afeta a biodiversidade ou os direitos dos índios.
O mercado mundial de Redd ainda é voluntário; sua regulamentação deve ocorrer em 2020. Apesar disso, só em 2010, ele cresceu 35% e hoje é estimado em US$ 250 milhões por ano no mundo.
Segundo Michael Jenkins, diretor da ONG americana Forest Trends, os potenciais clientes dos suruís incluem empresas em busca de "créditos carismáticos" para neutralizar emissões de seu processo produtivo. Quinze países estão regulamentando mercados de carbono, e o Redd deve fazer parte deles.
A validação do projeto ocorre no momento em que o Redd em terras indígenas anda na berlinda no país.
A Funai (Fundação Nacional do Índio) e a Advocacia-Geral da União investigam 30 contratos de compra de créditos de carbono fechados por aventureiros com índios Amazônia afora. Um deles, entre a empresa irlandesa Celestial Green e os líderes mundurucus, do Pará, proíbe a tribo de usar a própria terra.
O único projeto apoiado pelo órgão federal é o dos suruís -porque a etnia resolveu esperar a validação antes de assinar contratos.
"Não faltou gente interessada", diz Almir Suruí. "Mas nunca recebemos um centavo. O projeto foi todo bancado com dinheiro de doação."
O responsável por levantar a verba foi Jenkins. Ele estima em US$ 1 milhão o custo da montagem do projeto. O dinheiro foi usado em parte para contratar o Idesam, que inventariou o carbono estocado nas florestas da terra suruí e criou um modelo computacional para simular o desmatamento que ocorreria até 2038 sem o Redd.
Outra parte bancou um escritório de advocacia para determinar se os índios tinham direito ao carbono de suas terras - têm. "Saiu caro, mas agora temos uma análise jurídica para 15% do território brasileiro", diz Jenkins, em alusão à área total das terras indígenas no país.
Os paiter-suruís, de Rondônia, receberam na semana passada duas certificações internacionais que lhes permitirão fechar contratos para gerar créditos de carbono pelo desmatamento que evitarem em seu território.A reportagem é de Cláudio Angelo e publicada pelo jornal Folha de S. Paulo, 09-04-2012.
O projeto explora o chamado Redd (Redução de Emissões por Desmatamento), mecanismo que visa compensar financeiramente a manutenção de florestas tropicais, mitigando o gás carbônico que causa o aquecimento global.
O líder da tribo, Almir Narayamoga Suruí, estima que o negócio possa gerar de R$ 2 milhões a R$ 4 milhões por ano até 2038. O dinheiro será aplicado em uma espécie de "fundo soberano" para alavancar atividades econômicas sustentáveis, como o turismo e a produção agrícola nas terras já desmatadas.
O Projeto de Carbono Florestal Suruí, fruto de quatro anos de negociação, é o primeiro esquema indígena de Redd a receber os selos VCS (Verified Carbon Standard) e CCB (Climate, Community and Biodiversity).
Segundo Mariano Cenamo, do Idesan, ONG de Manaus que elaborou o projeto, o VCS dá a garantia aos investidores de que a tribo segue uma metodologia criteriosa para avaliar a redução das emissões. O CCB atesta que o projeto não afeta a biodiversidade ou os direitos dos índios.
O mercado mundial de Redd ainda é voluntário; sua regulamentação deve ocorrer em 2020. Apesar disso, só em 2010, ele cresceu 35% e hoje é estimado em US$ 250 milhões por ano no mundo.
Segundo Michael Jenkins, diretor da ONG americana Forest Trends, os potenciais clientes dos suruís incluem empresas em busca de "créditos carismáticos" para neutralizar emissões de seu processo produtivo. Quinze países estão regulamentando mercados de carbono, e o Redd deve fazer parte deles.
A validação do projeto ocorre no momento em que o Redd em terras indígenas anda na berlinda no país.
A Funai (Fundação Nacional do Índio) e a Advocacia-Geral da União investigam 30 contratos de compra de créditos de carbono fechados por aventureiros com índios Amazônia afora. Um deles, entre a empresa irlandesa Celestial Green e os líderes mundurucus, do Pará, proíbe a tribo de usar a própria terra.
O único projeto apoiado pelo órgão federal é o dos suruís -porque a etnia resolveu esperar a validação antes de assinar contratos.
"Não faltou gente interessada", diz Almir Suruí. "Mas nunca recebemos um centavo. O projeto foi todo bancado com dinheiro de doação."
O responsável por levantar a verba foi Jenkins. Ele estima em US$ 1 milhão o custo da montagem do projeto. O dinheiro foi usado em parte para contratar o Idesam, que inventariou o carbono estocado nas florestas da terra suruí e criou um modelo computacional para simular o desmatamento que ocorreria até 2038 sem o Redd.
Outra parte bancou um escritório de advocacia para determinar se os índios tinham direito ao carbono de suas terras - têm. "Saiu caro, mas agora temos uma análise jurídica para 15% do território brasileiro", diz Jenkins, em alusão à área total das terras indígenas no país.
Negociação para implantar modelo foi longa
A decisão dos suruís de lançar créditos de carbono no mercado foi fruto de longas negociações, que envolveram o consentimento de líderes de 25 aldeias e a expulsão de uma centena de madeireiras.
A costura foi feita pelo chefe Almir Suruí, 37, que ganhou fama em 2008 ao fechar um acordo com o Google para monitorar o desmate na terra indígena.
Contatados em 1969, os paiter (como os suruís se intitulam) eram conhecidos até o fim dos anos 1990 por venderem madeira a extratores ilegais de Rondônia. Quase toda a terra do grupo foi explorada.
O esquema gerou desagregação social e desigualdades de renda que fizeram lideranças jovens investirem contra ele a partir da última década.
Em 2007, começou a discussão sobre o Redd, no âmbito de um planejamento do uso do território suruí para os 50 anos seguintes. Em 2009, Almir fechou um acordo entre os clãs para parem de vender madeira e de arrendar terra a agricultores vizinhos.
"A economia declinou. Eles não viveram, sobreviveram", conta Mariano Cenamo, do Idesam.
Ivaneide Bandeira, da Associação Etnoambiental Kanindé, ajudou os paiter nos debates. "A parte mais difícil foi convencer os indígenas envolvidos no roubo de madeira de que manter a floresta em pé podia ser um bom negócio."
Explicar créditos de carbono a gente que nem português fala direito (as reuniões eram traduzidas para o tupi-mondé) também não foi simples. "Tinha um idoso que dizia que os brancos eram estranhos, pois vendiam algo que não se pode tocar", afirma a ambientalista.
Já a mudança climática foi fácil de entender. "A gente convive com ela no território", diz.
A decisão dos suruís de lançar créditos de carbono no mercado foi fruto de longas negociações, que envolveram o consentimento de líderes de 25 aldeias e a expulsão de uma centena de madeireiras.
A costura foi feita pelo chefe Almir Suruí, 37, que ganhou fama em 2008 ao fechar um acordo com o Google para monitorar o desmate na terra indígena.
Contatados em 1969, os paiter (como os suruís se intitulam) eram conhecidos até o fim dos anos 1990 por venderem madeira a extratores ilegais de Rondônia. Quase toda a terra do grupo foi explorada.
O esquema gerou desagregação social e desigualdades de renda que fizeram lideranças jovens investirem contra ele a partir da última década.
Em 2007, começou a discussão sobre o Redd, no âmbito de um planejamento do uso do território suruí para os 50 anos seguintes. Em 2009, Almir fechou um acordo entre os clãs para parem de vender madeira e de arrendar terra a agricultores vizinhos.
"A economia declinou. Eles não viveram, sobreviveram", conta Mariano Cenamo, do Idesam.
Ivaneide Bandeira, da Associação Etnoambiental Kanindé, ajudou os paiter nos debates. "A parte mais difícil foi convencer os indígenas envolvidos no roubo de madeira de que manter a floresta em pé podia ser um bom negócio."
Explicar créditos de carbono a gente que nem português fala direito (as reuniões eram traduzidas para o tupi-mondé) também não foi simples. "Tinha um idoso que dizia que os brancos eram estranhos, pois vendiam algo que não se pode tocar", afirma a ambientalista.
Já a mudança climática foi fácil de entender. "A gente convive com ela no território", diz.
Rio Machado é tema de concurso de redação
A Associação Ecológica Amigos da Pesca de Cacoal está promovendo o Concurso de Redação com o tema "Rio Machado". As inscrições, de acordo com a professora Célia Klein, podem ser formalizadas até às 13 horas desta terça-feira, na Coordenadoria Regional da Educação, situada na rua Antônio de Paula Nunes, 1259, no centro de Cacoal, em Rondônia. Podem participar os estudantes da rede pública estadual de ensino que estejam cursando o ensino médio.Klein disse que as inscrições são gratuitas e a Coordenação do curso de Letras da Unesc selecionará as melhores redações, que receberão, no próximo dia 20 a seguinte premiação:
1º lugar – 01 notebook;
2º lugar – 01 aparelho de celular;
3º lugar – 01 bicicleta;
4º lugar – 01 bicicleta;
5º lugar – 01 livro + camiseta da Aspec;
6º ao 10º lugar – camiseta + medalha.
Seduc participa de seminário oficial
Jornalistas e publicitários estarão participando no próximo dia 16, às 8h30, no auditório do Tribunal de Contas do Estado, do I Seminário de Comunicação Pública do Governo de Rondônia. A determinação é do secretário de Estado da Educação de Rondônia, Júlio Olivar, que estará presente ao evento, quando - na oportunidade, o governador Confúcio Moura fará a abertura oficial do seminário.
O seminário é promovido pelo Departamento de Comunicação do Governo do Estado de Rondônia (Decom) . Fred Perillo, diretor de Comunicação do Governo de Rondônia, disse que o evento é inédito e tem o objetivo de debater a comunicação governamental, a democratização da informação e as novas mídias e o relacionamento com a imprensa.
Entre os palestrantes confirmados estão o jornalista Jorge Duarte, diretor de Comunicação Pública da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República e o publicitário Fernando Ramos, gestor de Redes Sociais do Ministério da Saúde.
Fred Perillo afirmou que presença dos jornalistas da Seduc, bem como das demais secretarias, é fundamental, em especial na primeira parte do seminário, quando,acontecerá o lançamento de produtos de comunicação, como: manuais de identidade visual (versão atualizada), mídias sociais; redação oficial, e questões pertinentes à comunicação oficial.
Eduardo Luis Duhalde, guardião da memória, tecelão da justiça!
Quando alguém dizia a Eduardo Luís Duhalde que era preciso virar a página do passado e olhar para o futuro num clima de conciliação, ele respondia que estava de acordo – desde que antes fosse lido e revelado o que aquela página continha." Não pode haver conciliação enquanto houver injustiça e impunidade, dizia. Sem memória não há verdade, dizia, e sem verdade não há justiça, e sem justiça não há nem dignidade, nem democracia, e muito menos futuro".
Eduardo Galeano
Yo creo que fuimos nacidos hijos de los días, porque cada día tiene una historia y nosotros somos las historias que vivimos, las que imaginamos, las que nos esperan.
Xadrez no ensino multidisciplinar auxilia na Educação, garante Olivar
Ensino Médio de Tempo Integral, meta da gestão Júlio Olivar
O Ensino Médio Integral é um novo modelo de escola em tempo integral que será implantado inicialmente em 11escolas estaduais em Rondônia que atenderão alunos em todo o Estado até 2014. A intenção é de que até o fim da atual gestão sejam implantadas escolas de Ensino Médio Integral na capital e interior.Nesse modelo, idealizado pelo governador Confúcio Moura, disse o secretário Júlio Olivar, há a integração das disciplinas do currículo e no novo regime de trabalho de seus professores, que prevê dedicação plena e exclusiva à unidade de ensino, o que promove uma maior aproximação entre docente e aluno. No novo modelo, a jornada deverá ser ampliada de seis horas para nove horas e meia, incluindo três refeições diárias. A estrutura, a partir do paradigma da Escola Estadual de Ensino Médio Anísio Teixeira, contará com salas temáticas de português, história, arte e geografia, salas de leitura e informática, e laboratórios de biologia, química, física e matemática.Os alunos terão orientação de estudos e auxílio na elaboração de um projeto de vida, que consiste em um plano para o seu futuro. Além das disciplinas obrigatórias, eles contarão com disciplinas eletivas, de acordo com a área de interesse. O intuito é contribuir para que o aluno esteja apto tanto para a continuação dos estudos após o Ensino Médio, quanto para o mundo do trabalho. Foto: divulgação.
Felices Pascuas!
Que en estas pascuas de resurreción se fortalezcan los buenos sentimientos, y cada nuevo objetivo sea el inicio de un sueño cumplido!
sábado, abril 07, 2012
Educação: abertas inscrições para o Jovem Cientista

A proposta é investir em estudantes e jovens que
desenvolvem, por meio do esporte, pesquisas que visam melhorar a
qualidade de vida, inclusão social e rendimento da prática esportiva
As inscrições para a 16ª edição do Prêmio Jovem Cientista e Inovação
Tecnológica nos Esportes, com incentivo e apoio institucional da secretaria de estado da Educação de Rondônia (Seduc) seguem abertas até o dia 31 de agosto. Podem
participar estudantes que desenvolvem pesquisas sobre educação e
cidadania para os esportes, cuidados com a saúde e nutrição nos
esportes, aplicação e desenvolvimento de materiais esportivos, gestão e
instalação de infraestruturas esportivas e tecnologia da informação para
os esportes.O objetivo, sublinha o secretário estadual, Júlio Olivar, é promover a reflexão e a pesquisa, revelar talentos e
investir em alunos e jovens pesquisadores que procuram inovar na solução
dos desafios brasileiros. Os vencedores serão premiados com laptop,
bolsa de iniciação científica do Conselho Nacional de Desenvolvimento
Científico e Tecnológico (CNPq), em cerimônia realizada no Palácio do
Planalto.Espera-se que os estudantes usem a capacidade de investigação e
criatividade para propor soluções capazes de promover, por meio do
esporte, a inclusão social, a melhora da saúde, o conforto e o
rendimento na prática esportiva, o acesso ao esporte e a criação de
técnicas que aprimorem a análise de jogos e avaliação de posturas, entre
outras.O trabalho deve ser sucinto e conter introdução (com a apresentação
das ideias e hipóteses da pesquisa e a importância do assunto
escolhido), desenvolvimento (explicar como foi feita a pesquisa e
analisar as informações levantadas) e conclusão (apresentação dos
resultados obtidos).O Prêmio Jovem Cientista foi instituído pelo CNPq, em 1981, e conta
com a parceria da Fundação Roberto Marinho e Gerdau. O PJC teve em sua
história mais de 17 mil trabalhos inscritos, premiou 167 estudantes e
pesquisadores. Anualmente, a iniciativa mobiliza mais 25 mil escolas do
Ensino Médio e abrange mais de três mil entidades de pesquisa e ensino
da ciência em seu processo de divulgação. Na última edição, foram
inscritos 2.321 trabalhos de pesquisa, sendo 1.967 do Ensino Médio.
Mais informações, acesse: http://www.jovemcientista.org.br/
Olivar anuncia que PDE aumenta vagas no ensino médio
O Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), lançado em abril pela presidente Dilma Roussef, foi aprovado na Câmara e tramita no Senado.
Entre os objetivos do Pronatec está o de expandir a oferta de cursos técnicos e profissionais de nível médio, além de cursos de formação inicial e continuada para trabalhadores, disse o secretário de estado da Educação de Rondônia, Júlio Olivar.
A meta é beneficiar estudantes do Ensino Médio da rede pública e trabalhadores. As capacitações serão ofertadas pela rede federal de Educação profissional e tecnológica, pela rede estadual de Educação, pelo Sistema S, redes privadas de Educação e entidades privadas sem fins lucrativos.
Olivar admitiu que o programa vai aumentar o número de vagas ofertadas de ensino médio concomitante com a educação profissional. A ação fará parte do programa Brasil Profissionalizado, que integra o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE). Os recursos serão repassados ao governo da cooperação para construção, reforma, ampliação de infraestrutura escolar e de recursos pedagógicos, além da formação de professores, ressaltou.
sexta-feira, abril 06, 2012
Agonia de um herói
Agoniza num hospital de Goiânia o ex-governador e ex-senador Mauro Borges Teixeira e, com ele, um pedaço da história deste país.Mauro é filho de Pedro Ludovico, o brasileiro que mais ocupou o cargo de governador, e, fundador de Goiânia.
Olivar incentiva professores ao missão pedagógica
O secretário de estado da Educação de Rondônia, Júlio Olivar, incentivou os docentes da rede pública de ensino para o
programa - missão pedagógica no Parlamento - que ocorrerá de 20 a 24 de agosto de 2012, em Brasília, DF. Para
participar, o professor deve atuar nos ensino fundamental e/ou médio. É
necessário apresentar relato de uma experiência pedagógica na qual tenha
abordado os temas de democracia, cidadania, política e/ou poder
legislativo com seus alunos.
O principal objetivo do programa é oferecer aos professores formação em educação para democracia, disse Olivar.
As inscrições podem ser feitas até dia 14 de maio de 2012, pelo site www.camara.gov.br/edulegislativa. As despesas da viagem para Brasília serão custeadas pela Câmara dos Deputados.
Educar
para democracia tem se tornado uma preocupação crescente nos
parlamentos do mundo todo. Para isso, são desenvolvidos ações e
programas que levem à apropriação de práticas, conhecimentos e valores
que promovam a democracia, já que é também na escola que nossas crianças
e jovens devem aprender lições de cidadania e democracia.
Ao
todo, 54 professores de todo o Brasil serão selecionados para participar
de uma intensa semana de formação. Na capital brasileira, terão
oportunidade de aprender e socializar saberes e práticas sobre como
fazer da escola um espaço privilegiado para a vivência de experiências e
valores democráticos e para o fortalecimento da cidadania. Além disso,
participarão de módulos a distância.
Objetivos específicos do programa:
-
Criar uma rede nacional de professores sensibilizados para a importância
de inserir a democracia nas práticas pedagógicas das escolas
brasileiras;
-
Fornecer aos professores subsídios didáticos que contribuam para a
inserção de temas relativos à democracia e à cidadania no cotidiano
escolar;
- Criar um banco de projetos pedagógicos na área de educação para democracia, a ser disponibilizado para a sociedade;
-
Contribuir para o fortalecimento da imagem institucional da Câmara dos
Deputados como guardiã e defensora da democracia brasileira, ressaltando
seu papel institucional de promotora da democracia.
Escola integral - meta da gestão Júlio Olivar na Seduc
O secretário de estado da educação em Rondônia (Seduc), Júlio Olivar, garantiu ao blog que "entre as metas de sua gestão na Seduc, está a implementação até 2014 de mais 10 escolas em tempo integral na capital e interior. Olivar avalia que ampliar a oferta dessas unidades de ensino, em cumprimento ao planejamento estratégico do governo da cooperação, é um dos maiores desafios estruturais do Estado atualmente".
Brasília é a cidade que mais consome chocolate
Uma pesquisa divulgada hoje pelo Ibope revela que Brasília, a
capital federal, é a cidade que mais consome chocolates no país. O
estudo feito pela Target Group Index, do Ibope Media, mostra que 73% dos
entrevistados desta cidade declararam ter consumido chocolate nos
últimos sete dias. A pesquisa não averiguou as causas, mas está na cara
que um dos combustíveis do hábito é a tensão provocada pelo noticiário
político.
Técnicos da Seduc estudam ampliação da CH de Sociologia , Filosofia e Artes
As diversas crises --econômica, étnica, político-ideológica, entre
outras-- que encerraram o século 20 e inauguram o 21 demonstram de modo
incontestável o esgotamento de modelos.É nessse contexto que o aumento da carga horária de Filosofia, Sociologia e Artes no Estado de Rondônia, de acordo com o secretário estadual de Educação (Seduc), Júlio Olivar, vem sendo objeto de estudos por um grupo de trabalho instituído pela Seduc. O estudo, disse Olivar, " reflete a urgência
de se pensar uma sociedade mais humana e cidadã onde os jovens,
integrantes do ensino médio, serão os protagonistas de um novo modelo de educação implantado pelo governo da cooperação", observou.
quinta-feira, abril 05, 2012
PF indicia reitor da Ulbra
A Polícia Federal no Rio Grande do Sul indiciou o reitor da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), Marcos Ziemer, e outras quatro pessoas por falsidade ideológica em um inquérito que investiga irregularidades no ensino à distância (EaD). Com sede em Canoas, na região metropolitana de Porto Alegre, a universidade, que conta com 40 mil alunos em 12 cursos de EaD, é suspeita de aprová-los sem a correção das provas.Em 2011, um ex-funcionário da Ulbra denunciou o esquema, que teria deixado de corrigir 100 mil provas de estudantes do EaD. O ex-pró-Reitor de Extensão e o ex-diretor-geral de Ensino são apontados como conhecedores e incentivadores da ilegalidade. A coordenadora dos cursos à distância e uma funcionária também participariam da fraude.Em julho de 2011, a PF cumpriu mandados de busca e apreensão, momento em que recolheu malotes de provas não corrigidas.
Seduc incentiva consumo de pescado nas escolas
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), com o apoio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) lançou um instrumento de pesquisa para mapear o consumo de pescado nas escolas públicas de todo o Brasil. O resultado do trabalho servirá de base para formulação de políticas públicas voltadas ao fortalecimento da cadeia produtiva e comercial do pescado. Também será um estímulo ao consumo de pescado pelos alunos da rede pública de ensino.
Para o sucesso da pesquisa, o MPA conta também com a parceria do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea).
O mapeamento será feito em abril junto à secretaria de educação estadual (Seduc) e às escolas federais. A meta para 2012 é aumentar a adesão à pesquisa por parte dos responsáveis pelo preenchimento do formulário, nutricionistas e responsáveis técnicos que integrem o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) e o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), para que seja possível obter o maior número de respostas.
Visando maior praticidade e retorno por parte dos nutricionistas e responsáveis técnicos pela alimentação escolar, o secretário Júlio Olivar alerta que o preenchimento deve ser realizado por meio de questionário eletrônico, disponível no link http://sisform.mpa.gov.br/limesurvey/.
Os profissionais têm até o dia 30 de abril para enviar suas respostas.
quarta-feira, abril 04, 2012
Paralisação de professores dia 19
Os professores da Universidade Federal de Rondônia (Unir) poderão paralisar as atividades no próximo dia 19 em protesto contra a falta de resposta do Governo Federal para as reivindicações da categoria. Essas atividades de mobilização e paralisação deverão marcar o mês de abril nas Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes).Esta foi uma das deliberações tiradas na reunião com participação de representantes de todas as Ifes, realizada nos últimos dias 29 e 30, quando os 67 presentes (sendo sete diretores e 60 representantes de 36 seções sindicais das Ifes) decidiram por realizar ações nos dias 13, 19 e 25, data em que acontecem as reuniões do Grupo de Trabalho constituído no ano passado, fruto do acordo emergencial firmado entre o ANDES-SN e o governo, para tratar da reestruturação da carreira do professor federal.O presidente da Associação dos Docentes da Universidade Federal de Rondônia, professor Delson Xavier, explica que a orientação e pela adesão ao movimento nacional de paralisação, já que o Governo Federal só faz promessas e não dá a devida atenção às reivindicações dos professores do ensino superior no Brasil. “É uma situação muito grave essa política do Governo Federal de não valorizar o ensino superior e, certamente, compromete o futuro do País”, avalia o presidente da Adunir.Ainda de acordo com o Delson Xavier, ainda neste mês de abril, a diretoria da Adunir vai expedir convocatória de reunião na capital e no interior, visando a mobilização e colocar em votação a proposta de paralisação dos professores da Unir.Visando fortalecer o movimento, a Associação Nacional de Docentes do Ensino Superior (ANDES) convocou nova rodada de assembléias gerais entre os dias 9 e 20 de abril, para preparar as ações e pautar a discussão sobre indicativo de greve nacional dos docentes das Ifes, tendo como referência a pauta de reivindicações aprovada 31º Congresso ANDES-SN - já protocolada junto ao governo - centrando na reestruturação da carreira.A proposta do setor é que os professores realizem no dia 13, atividades nas universidades e dialoguem com a comunidade interna e externa, explicando a luta dos docentes. Já nos dias 19 e 25, devem ocorrer paralisações em todas as Ifes – a primeira em defesa da pauta específica dos docentes e a segunda, previamente convocada pelo Fórum Nacional das Entidades dos Servidores Públicos Federais, em defesa da pauta unificada dos SPF. Neste dia, as demais categorias dos servidores também deverão suspender as atividades em todo o país.
segunda-feira, abril 02, 2012
Júlio Olivar, secretário de estado da Educação, diz que governador Confúcio Moura, em convênio com MEC, distribuirá tablets para professores
O uso de tablet na rede pública de ensino vai começar pelos professores do ensino médio. Ainda em 2012, o MEC (Ministério da Educação) deve iniciar a distribuição dos equipamentos para 598.402 docentes. A informação agora pouco pelo secretário de Estado da Educação de Rondônia (Seduc), Júlio Olivar, que sublinhou a iniciativa do ministro Aloizio Mercadante, em parceria com os Estados, em dotar os professores da rede pública de ensino do Brasil de uma poderosa ferramenta para o processo ensino-aprendizagem. Olivar disse que as informações do Ministério da Educação dão conta que os primeiros da lista são os professores de escolas que já têm internet em alta velocidade (banda larga), que somam 58.700 unidades. A ideia é o computador portátil chegar a 62.230 escolas públicas urbanas.O programa tem mais chances de sucesso se o professor dominar o equipamento e o seu uso, antes de chegar ao aluno. A inclusão digital tem que começar pelo professor. Se ele não avançar, dificilmente a pedagogia vai avançar. Cursos de capacitação presencial e a distância vão ser oferecidos ao professor, assim que o aparelho começar a ser distribuído. O secretário garante que com o tablet, o professor poderá preparar as aulas, acessar a internet e consultar conteúdos disponíveis no equipamento - revistas pedagógicas, 60 livros de educadores, principais jornais do país e aulas de física, matemática, biologia e química de organização não governamental que distribui aulas online usadas em todo o mundo. As aulas preparadas no tablet, serão apresentadas por meio da lousa digital, espécie de retroprojetor combinado com computador, que muitas escolas já usam desde o ano passado. No decorrer de 2011, foram entregues 78 mil desses equipamentos. A tecnologia do tablet, em que os comandos podem ser acionados por meio de toques na tela, é mais “amigável” para leitura e acesso à internet em comparação a outros computadores. Com a novidade, MEC e governo estadual, esperam também tornar a sala de aula mais atrativa para os adolescentes.O ensino médio é o grande nó da educação. Os indicadores não são bons e a evasão escolar é alta, declarou recentemente Confúcio Moura. A escola não está atrativa para o jovem. Esses equipamentos fazem parte do esforço para melhorar o ensino médio. Para levar o tablet à sala de aula, o MEC irá desembolsar de R$ 150 milhões a R$ 180 milhões para comprar até 600 mil unidades este ano. Em dezembro passado, o ministério abriu licitação para a aquisição de 900 mil aparelhos de fabricação nacional, de 7 e 10 polegadas, com câmera, microfone e bateria de seis horas de duração. O governo pagará quase R$ 300 pelo tablet de 7 polegadas e aproximadamente R$ 470, pelo de 10 polegadas. No mercado, conforme o MEC, o equipamento de 7 polegadas custa cerca de R$ 800. Apesar do processo de compra ter sido iniciado no ano passado, o MEC destaca o programa como uma das primeiras ações de 2012. Em 2011, o MEC lançou o edital de compra para atender a pedidos de Estados e municípios. Duas empresas venceram a licitação. O contrato deve ser fechado somente agora em abril, após o Inmetro avaliar se os produtos atendem às exigências do edital. Depois de distribuir para os professores do ensino médio, o governo quer entregar os aparelhos para os docentes do ensino fundamental. Ainda não há previsão sobre quando os alunos receberão o equipamento, admitiu, no entanto,Confúcio Moura.O esforço do governo, através da Seduc, é que isso ocorra o mais breve possível, disse o governador.
"In varietate concordia" (*), Unidos na diversidade.
Geraldo Cavalcante: com mercado aquecido, seguro para eventos ganha destaque
O seguro para eventos área tem ganhado destaque, pois o mercado brasileiro de eventos vive um bom momento e deve crescer ainda mais nos próximos anos. De acordo com o vice-presidente regional da Fenacor e presidente do Sincor RO/AC, Geraldo Cavalcante, "o seguro para eventos é um seguro completo, personalizado e de fácil contratação, que pode ser feito em qualquer lugar do Brasil e ainda oferece coberturas do início ao fim do evento (seja ele corporativo, uma festa particular ou de entretenimento para o público em geral), tanto para o segurado, como para terceiros", explica. "A procura por eventos é grande e, consequentemente, a preocupação com tal investimento também". Geraldo Cavalcante esclarece também que, além de ser recomendado para clubes e salões de festas, este seguro pode ser contratado para eventos corporativos, shows, pelos noivos para uma festa de casamento ou por formandos para uma festa de formatura. "Serve para eventos de todos os portes". "Sempre existe a possibilidade de ocorrer algo na festa como um incêndio, tumulto ou qualquer outro fato apto a causar danos. Acontece que, muitas vezes, tais danos podem necessitar de valores exorbitantes para serem reparados. Logo, justamente, para proteger o patrimônio do responsável é que se deve contratar o seguro em questão", disse.
Marina ao deus dará!
O filme sobre a vida da ex-ministra Marina Silva está num impasse. Dos R$ 9 milhões autorizados a captar via Lei do Audiovisual, a DNA Filmes, coprodutora do longa, não conseguiu nada.
domingo, abril 01, 2012
Mentiras nacionais
De passagem por Brasília o ministro aposentado do Superior Tribunal Militar, Flávio Flores da Cunha Bierrenback, utilizou as horas de ócio jurídico para desenvolver uma prática que, salvo engano, anda cada vez mais rara na capital federal: pensar. Como simples cidadão, meditar sobre os rumos do país neste início de Século XXI.
Ex-deputado pelo velho MDB de São Paulo, ele foi flagrado um dia desses elaborando a lista das maiores mentiras que circulam como verdades absolutas em todo o território nacional. Não foi possível conhecer todas, primeiro pela cautela de Bierremback em tornar públicos pensamento íntimos. Depois, porque a relação parece infinita, valendo analisar mais a fundo alguns aspectos da arte de enganar a sociedade, praticada pelas elites.
A primeira mentira é chocante. Sustenta que "a Previdência Social está falida". Não é verdade, rabisca o ministro em seus alfarrábios. Os recursos da Previdência Social, se não fossem historicamente desviados para outras atividades, dariam para atender com folga e até com reajustes anuais maiores os pensionistas e aposentados. Não seria necessário obrigar os funcionários públicos que se aposentarem de agora em diante ficarão nivelados pelas vergonhosas cifras do INSS. Basta atentar para o que anunciaram, quando ministros, Waldir Pires, no governo Sarney, e Antônio Brito, no governo Itamar Franco. Nada mudou, apesar de que, quando assumiu, Fernando Henrique Cardoso dedicou-se a espalhar a falência imediata, certamente vítima da febre privatizante, que jamais deixou de cobiçar a Previdência Social pública. Agora, é o ministro do governo Dilma, Garibaldi Alves, que repete a cantilena da vigarice, ao estimular a previdência privada para engordar o lucro dos bancos.
Outra mentira imposta ao Brasil como verdade, conforme Bierremback, é de que "estamos inseridos no mundo globalizado". Para começar, globalizado o planeta não está, mas apenas sua parte abastada. O fosso entre ricos e pobres aumenta a cada dia, bastando lançar os olhos sobre a África, boa parte da Ásia e a América Latina. O número de miseráveis se multiplica, sendo que os valores da civilização e da cultura são cada vez mais negados à maioria. Poder falar em telefone celular constitui um avanço, mas se é para receber eletronicamente informações de que não há vagas, qual a vantagem? Os países ricos entraram em colapso, mas que solução apresentam? Explorar os países em desenvolvimento enchendo-nos de euros e de dólares que não queremos e nem precisamos, para entrarem de manhã e saírem à noite lucrando com os juros mais altos do planeta, sem haver criado um emprego nem forjado um parafuso.
Como consequência, outra mentira olímpica surge quando se diz "que o neoliberalismo é irreversível". Pode ser para as elites, sempre ocupando maiores espaços no universo das relações individuais, às custas da continuada supressão de direitos sociais e trabalhistas. Se neoliberalismo significa o direito de exploração do semelhante, será uma verdade, mas imaginar que a Humanidade possa seguir indefinidamente nessa linha é bobagem. Na primeira curva do caminho acontecerá a surpresa. Ou melhor, já apareceu, com a indignação das massas trabalhadoras, na Europa, diante da redução de salários e de direitos sociais.
Na mesma sequência, outra mentira, para o antigo vice-presidente do STM: "o socialismo morreu". Absolutamente. Poderá ter saído pelo ralo o socialismo ditatorial, por décadas liderado pela ex-União Soviética, mas o socialismo real, aquele que busca dar aos cidadãos condições de vida digna, a cada um segundo sua necessidade, tanto quanto segundo a sua capacidade. O que não pode persistir, e contra isso o socialismo se insurge, é a concentração sempre maior de riqueza nas mãos de uns poucos. Não pode dar certo.
Nova mentira: "o Estado tem que ser mínimo, deve afastar-se das relações sociais e econômicas". Para que? Para servir às elites? Especialmente em países como o Brasil, o poder público precisa prevalecer sobre os interesses individuais e de grupos. Existe para atender às necessidades da população que o constitui, através da via democrática. Deve contrariar privilégios e estancar benesses para os mais favorecidos, atendendo as massas.
No que deu para perceber, até aqui, ainda incompleta, a lista de Flávio Flores da Cunha Bierremback ultrapassará quantas ele se proponha elaborar, sobre as mentiras que nos atingem. Mas não faltará uma que, felizmente, dissolveu-se através de um plebiscito nacional, tempos atrás: "de que a proibição da venda, comercialização e posse de armas faria a criminalidade decair". Ora, se ao cidadão comum fosse negado o direito de se defender, na cidade e no campo, estaria a sociedade brasileira ainda mais à mercê da bandidagem. Seria a felicidade do ladrão, sabendo que não há armas na casa que vai assaltar.
Vamos aguardar outra oportunidade para completar a relação do ex-deputado e ex-ministro. Tomara que ele conclua o elenco das maiores mentiras que nos assolam. Carlos Chagas.
Decisões polêmicas do STJ refletem leis ruins, diz juiz
Mais do que linhas de pensamento de magistrados, as decisões que o STJ (Superior Tribunal de Justiça) tomou na semana passada sobre estupro de crianças e álcool ao volante expõem a má qualidade das leis brasileiras, de acordo com especialistas.Ao analisar o caso de um homem acusado de estuprar três meninas de 12 anos que se prostituíam, o tribunal decidiu que ele era inocente porque as vítimas já tinham tido relações sexuais anteriormente. O Código Penal, porém, prevê que transar com menores de 14 anos, mesmo quando há o consentimento da jovem, é estupro.Já sobre a lei seca, os ministros do STJ decidiram que só testes de bafômetro ou exames de sangue poderão comprovar a embriaguez do motorista ao volante. Antes, exames clínicos ou depoimentos de testemunhas bastavam para que o infrator respondesse a uma ação penal."Essas decisões revelam um produto legislativo ruim. Textos mal redigidos que acabam ensejando decisões que recusam a funcionalidade da lei para qual foram criadas", afirma o juiz Luís Fernando Camargo de Barros Vidal, membro da Associação Juízes para a Democracia.Sobre a chamada lei seca, por exemplo, o magistrado diz não haver dúvidas de que o legislador errou. Quis "parecer durão" ao colocar baixos níveis de tolerância para (seis decigramas de álcool por litro de sangue) para configurar crime, mas dificultou a sua aplicação.Sobre o estupro, a mesma coisa. "O legislador mudou a legislação recentemente, colocando o tal do estupro do vulnerável, mas não solucionou uma antiga discussão que havia com a relação à condição da vítima."O promotor criminal Roberto Livianu, vice-presidente do movimento Ministério Público Democrático, diz que o texto sobre a lei seca "é mal feito". "A lei precisa ser repensada e reconstruída de maneira a não permitir a impunidade", disse.Sobre o estupro de menores de 14 anos, ele disse que a legislação precisa prever exceções. "O direto penal é um instrumento de promoção da paz, e não um instrumento belicoso, de vingança. Da sociedade se vingar do criminoso", diz o promotor.
PROTEÇÃO Para Alexandre Camanho, presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República, as decisões do STJ contrariam o "senso comum, a cidadania e a sociedade"."Uma decisão protege o estuprador, a outra, o bêbado."A decisão sobre a lei seca, diz Camanho, representa a "vanguarda do atraso.
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