segunda-feira, abril 07, 2008

Mergulho no incentivo

As competições esportivas ultrapassaram as quadras, raias e pistas. Às vésperas da Olimpíada de Pequim, há uma discreta disputa pelo título de principal patrocinador dos talentos dos esportes. Pinheiros, um dos mais tradicionais clubes da capital paulista, e a BM&F brigam por essa hegemonia. Juntos, investem R$ 24 milhões anualmente na formação de atletas. Para se ter uma idéia, 93% de toda a delegação brasileira de 659 competidores no Pan-Americano do Rio de Janeiro, no ano passado, tinham a bandeira de um clube embaixo do uniforme brasileiro.Desse total, 17,3% eram treinados pela BM&F (44) e pelo Pinheiros (70). Recentemente, um candidato à medalha em Pequim mudou de cores. O salto triplista Jadel Gregório deixou a BM&F para fazer parte do Pinheiros. Haveria uma guerra “branca” pela conquista de talentos? Pinheiros e BM&F garantem que não. “Existe uma competição entre os clubes que não chega a ser muito importante porque raramente se manifesta”, pondera José Cocco, da J. Cocco Sports Marketing. Embora a guerra não seja declarada, a BM&F deixará de contar com um atleta de alto nível que a ajudaria a divulgar sua marca no mercado internacional. A chance de a BM&F dar o troco é remota. “Somos um clube formador e vamos em busca dos jovens talentos”, afirma o diretor José David Martins Júnior. Já o Pinheiros tem um ousado planejamento para a Olimpíada. O clube quer dobrar a participação de 19 atletas nos últimos Jogos, na Grécia. Além de Gregório, foram contratadas as ginastas Daiane dos Santos e Laís de Souza e os triatletas Mariana Ohata e Reinaldo Colucci. Esses cinco nomes seriam o exemplo para as 800 crianças de 14 a 19 anos que o Pinheiros espera patrocinar, após captar R$ 11,7 milhões com a lei de incentivo ao esporte. É preciso também pensar no retorno aos patrocinadores, como Bradesco, Blausiegel, Speedo, Ambev e Unip, que já investem no clube. E nada melhor do que uma medalha olímpica. “A Olimpíada é uma exposição importante e um chamariz para trazer mais patrocinadores para o clube”, diz o presidente, Antonio Moreno Neto.

Precatórios judiciais: venda com deságio

Tradicionalmente, os governos no Brasil tomavam dinheiro e não pagavam. Em muitos casos, nem mesmo indenizações referentes a processos de desapropriação eram honradas. Isso deu origem a uma montanha de dívidas, que se transformaram em precatórios judiciais. Para muitos, eram títulos podres. Essa história, no entanto, começa a mudar. Papéis desse tipo, de créditos contra os governos federal e estaduais, têm atraído até fundos de investimento estrangeiros, porque garantem rentabilidade próxima a 12% ao ano. Mas o ponto mais importante é o deságio. Como esses créditos têm fila de vários anos para serem pagos, muitas vezes o investidor compra precatórios com desconto de até 75%. Um título de R$ 1 bilhão, por exemplo, pode ser adquirido por R$ 250 milhões. Junte os juros, e o que se tem é um lucro considerável.

domingo, abril 06, 2008

Finanças

O BB dribla a Caixa e entra na disputa do crédito imobiliário, a nova fronteira de lucros dos bancos.O terreno mais precioso da Caixa Econômica Federal será invadido pelo maior banco brasileiro. O Banco do Brasil, prestes a completar 200 anos, acaba de receber permissão do governo para atuar no crédito imobiliário popular. Irá financiar imóveis de até R$ 350 mil dentro do Sistema Financeiro da Habitação, com recursos da tradicional caderneta de poupança.

Negócios

Silvio Santos, sinônimo de TV, pretende reinar em outros canais, só que bem longe da telinha. Junto com Luiz Sebastião Sandoval, presidente do grupo que leva o seu nome, o dono do SBT quer invadir os canais de varejo para enfrentar a hegemonia da Casas Bahia no setor de móveis e eletrodomésticos, desbancar concorrentes de peso como Natura e Avon no universo dos cosméticos, erguer prédios residenciais na grande São Paulo, ampliar seus negócios no setor hoteleiro e oferecer serviços financeiros do seu banco, o Panamericano, para uma camada da população que ainda não tem acesso ao crédito. Senor Abravanel, vai vender de tudo. “Ele é um homem de negócios, um empreendedor”. “Seremos a nova Casas Bahia”, diz Sandoval.

Hotelaria

Jordelino Costa (Rondon Palace Hotel, de Rondônia) e demais presidentes das seccionais da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH) debateram em Fortaleza vários temas de interesse dos hoteleiros, como a reclassificação de hotéis por estrelas pelo Ministério do Turismo, e a reformulação do estatuto da entidade nacional. Álvaro Bezera de Melo, presidente da ABIH Nacional, comandou a reunião com a participação da diretoria.

Seguros

Venda casada é crime! Seguro, só com corretores de seguros. Ronseg (69) 3222-0742.

Cassol cobra bancada e critica União

Em entrevista em Ji-Paraná (RO) o governador Ivo Cassol (sem partido) falou sobre assuntos de relevância ao Estado e às eleições do próximo mês de outubro. As dificuldades para obtenção de recursos junto ao governo federal e os problemas criados ao Estado pela fiscalização da Operação "arco de fogo", juntamente com os descontos da dívida do Beron, já paga na visão de Cassol, foram a tônica das críticas do governador.

sábado, abril 05, 2008

Charge


Cassol alerta auxiliares

Na posse de novos secretários de Estado em solenidade no auditório da Emater em Porto Velho (RO), o governador Ivo Cassol (sem partido) agradeceu aos assessores que estavam se retirando e alertou os que estavam chegando, da responsabilidade de governar.

Deputado intermedia PAC

O deputado Eduardo Valverde (PT-RO) intermedia a inclusão dos municípios de Jaru, Ji-Paraná e Ariquemes no PAC/água e esgoto.

Diretores aprovam Fenacor

Em Assembléia Ordinária realizada, ontem, em Angra dos Reis (RJ), foram aprovadas, por 23 votos favoráveis e três contrários, as contas da Fenacor relativas ao exercício 2007. O diretor da Fenacor, Geraldo Ramos (RO), aprovou as contas da entidade.

sexta-feira, abril 04, 2008

Charge


Diretor aprova Código de Ética

Em Assembléia Extraordinária realizada na manhã desta sexta-feira, em Angra dos Reis (RJ), o Conselho da Fenacor, segundo o diretor Geraldo Ramos, de Rondônia, aprovou, por unanimidade, a adoção de um Código de Ética dos Corretores de Seguros, em todo o Brasil. A adesão será voluntária, mas o corretor que aderir terá direito a um selo de qualidade. Segundo o presidente da Fenacor, Roberto Barbosa, com esse selo, será aprimorado ainda mais o conceito que a categoria e, particularmente, os bons profissionais, ostentam junto ao consumidor brasileiro. A idéia e adotar um modelo único, tomando como base os textos utilizados nos estados onde já há um código de ética dos corretores. Pela proposta aprovada, cada estado terá um comitê de ética, que fará o julgamento em primeira instancia das denuncias de irregularidades praticadas por corretores de seguros da sua jurisdição. O julgamento em segunda instancia será feito pelo comitê de ética que será criado pela Fenacor. O resultado desse julgamento será encaminhado à Susep, para que sejam tomadas as providencias previstas na legislação. Todos os sindicatos ainda poderão enviar sugestões com base na proposta alinhavada por uma comissão especial criada pela Fenacor para estudar o assunto. Um dos membros dessa comissão, sugeriu na Assembléia que o desenho do selo de qualidade seja escolhido pela própria categoria, através de um concurso de âmbito nacional. A adoção do código de ética foi elogiada por varias lideranças presentes. Esse instrumento oferecerá maior segurança e tranqüilidade para todos os segurados. Ainda nesta sexta-feira, em Assembléia Ordinária, foram aprovadas, por 23 votos favoráveis e três contrários, as contas da Fenacor relativas ao exercício 2007.

quinta-feira, abril 03, 2008

Seguros:para Geraldo Ramos fraude inviabiliza negócios

O diretor da Fenacor e presidente do Sincor-Rondônia, Geraldo Ramos, advertiu que a fraude pode afetar os negócios de uma seguradora, com reflexos na vida dos consumidores de seguros: além disso, a seguradora prejudica a sua credibilidade perante os seus clientes e traz sérios prejuízos à saúde financeira dessas empresas, que gastam verbas consideráveis para combater a fraude, disse.

Lavra no Madeira

Finalmente, deverá ser publicada hoje (3) no Diário Oficial da União, a permissão de lavra garimpeira (PLG) no rio Madeira. A notícia foi dada ao deputado Eduardo Valverde (PT-RO), pelo departamento Nacional de Produção Mineral. Quem viver, verá!

quarta-feira, abril 02, 2008

Fim do duopólio:nova companhia promete balançar Gol e TAM

Um dos projetos empresariais mais arrojados do Brasil nos últimos anos está nascendo, quase escondido, em uma confortável casa que fica numa rua sem saída do bairro do Morumbi, na zona sul de São Paulo. Ali, David Neeleman, 48 anos, é ao mesmo tempo hóspede e anfitrião. O brasileiro que revolucionou a aviação americana há sete anos, ao fundar a companhia aérea americana Jet Blue – a pioneira no modelo de baixo custo nos Estados Unidos –, passeia no gramado da residência enquanto conversa com sua pequena turma de colaboradores. São apenas cinco: um piloto brasileiro que virou empresário do ramo hoteleiro, três funcionários da Jet Blue e o consultor de aviação Gianfranco Beting, o dono da casa e conhecido no meio aeronáutico por sua paixão quase doentia por aviões. Neeleman pára defronte a uma trave de futebol. “Quero fazer muitos gols no Brasil”, divaga. Neeleman repassa com Beting, designado para o cargo de diretor de marketing da futura empresa, as informações que serão transmitidas no dia seguinte. “Se esse cara manjar tanto de avião quanto parece, estou bem servido”, brinca o criador da Jet Blue, referindo-se ao próprio Beting. Mais piadas surgem quando o jornalista Joelmir Beting, pai de Gianfranco, aparece e entra na conversa. “Você, que entende de economia, me diz uma coisa: e esse dólar barato?”, pergunta Neeleman. “Já perdi milhões deles nos últimos dias. Pela primeira vez, uma empresa brasileira vai operar só com jatos da Embraer. Sua futura companhia aérea ainda não tem nome definido e deverá começar a funcionar somente em janeiro de 2009, mas sua ambição já tem números expressivos. Para início de conversa, encomendou 36 aeronaves Embraer 195, com capacidade para 118 passageiros, e tem opção de compra para outras 40. Considerando todas as aeronaves envolvidas no projeto, o valor da aquisição pode chegar a US$ 3 bilhões. O modelo de negócios será inspirado, evidentemente, no da própria Jet Blue – custos baixíssimos que permitem à companhia cobrar valores menores pela tarifa aérea. Com essa estratégia, a Jet Blue fez barulho nos Estados Unidos. Em sete anos de existência, ela se tornou a oitava maior companhia aérea americana. Parece pouco, mas é muito. Nos Estados Unidos, o mercado atrai algo como 800 milhões de passageiros por ano, o que dá a dimensão do tamanho da concorrência que uma nova companhia tem de enfrentar. No Brasil, eles não chegam a 50 milhões. As primeiras notícias do sobrevôo de Neeleman ao Brasil foram suficientes para agitar o mercado. Dos hangares da Gol (que controla também a Varig) e da TAM partiram declarações de que a nova concorrente não preocupa -- afinal, ela atuará com aviões menores e deverá priorizar cidades que não contam com uma boa cobertura das líderes do mercado. Coincidentemente, porém, ambas lançaram promoções ousadas em suas tarifas. “A entrada de uma companhia com histórico de sucesso nos Estados Unidos obviamente provocará um impacto em todo o setor, e de alguma forma atingirá os que estão no topo”, diz o empresário Ozires Silva, com a autoridade de quem presidiu a Varig e foi um dos idealizadores da própria Embraer. A estratégia da nova companhia começa pela configuração das aeronaves que foram encomendadas. O menor avião da Gol em operação no Brasil é o Boeing 737-300, para 141 passageiros. Na TAM, é o A319, para 144 pessoas. Os Embraer 195 adquiridos por Neeleman foram originalmente concebidos para 122 lugares, mas serão adaptados para voar com 118. “Isso garantirá mais conforto, um aspecto que, segundo pesquisas que fizemos, preocupa muito os brasileiros que voam com regularidade”, diz Neeleman, que promete até telas individuais de TV nos assentos, com transmissões ao vivo durante os vôos. Sua meta é voar para 25 destinos. O nome das cidades é mantido sob sigilo, mas sabe-se que a prioridade são centros urbanos com força econômica e não necessariamente grandes capitais. “Isso não significa que esqueceremos São Paulo ou Rio”, diz.

Charge


Deputado avalia organismos

O deputado Ernandes Amorim (PTB-RO) cobrou agilidade e empenho dos organismos que administram o sistema prisional do estado.

Microsseguro:Geraldo Ramos destaca Fenacor

A iniciativa da Fenacor de criar uma comissão técnica para estudar a implantação do microsseguro no país, com o propósito de alinhavar um modelo que seja viável com a participação do corretor no processo de comercialização foi destacada pelo presidente do Sincor-RO, Geraldo Ramos. A idéia da Federação é reunir representantes de corretoras de seguros, de várias regiões do País, que tenham, de alguma forma, acumulado expertise na venda de seguros para camadas mais pobres da população. Mais uma vez, a Fenacor sai na frente diante de um assunto novo, procurando conhecer a fundo todos os detalhes para poder, de forma correta e embasada, apresentar um modelo consistente para a implantação do microsseguro no Brasil, declarou Geraldo Ramos. No Brasil ainda não existe um produto que se possa chamar de microsseguro. Mas, capitaneados pela Susep, corretores e seguradoras se articulam visando a desenvolver produtos com essas características, para atender a um mercado consumidor que já existe. Para a Fenacor, o tema é relevante, daí a criação de uma comissão técnica dedicada ao assunto. No início do ano, diretores da Fenacor integraram a missão comercial brasileira que esteve na China, com o propósito de conhecer as ações locais adotadas para disseminar o microsseguro. Segundo o diretor da entidade, Paulo Thomaz, a conclusão a que chegaram foi a de que são inúmeras as possibilidades de utilização, no Brasil, do microsseguro, no campo dos seguros de vida, funeral, odontológico, agrícola, para pequenas propriedades e prestamista, entre outros. Além da China, Japão, Coréia, Vietnã e Índia são também países empenhados em viabilizar, com apoio governamental, o acesso da população de baixa renda ao seguro.

terça-feira, abril 01, 2008