quinta-feira, junho 18, 2009

Eterna espera!

Com 200 processos na Justiça, o empresário Acir Gurgacz (PDT-RO) espera para assumir a vaga no Senado Federal do cassado Expedito Jr (PR-RO). Um 'substituto' sob suspeita.

Dilma e Cassol lançam obra

A cidade de Porto Velho (RO) será beneficiada com mais uma obra milionária, que custará R$ 644 milhões aos cofres públicos, dos quais R$ 250 milhões de investimento do governo do Estado. Trata-se da ‘rede de esgoto sanitário’ da capital que receberá ordem de serviço nesta sexta-feira (19), pelo governador Ivo Cassol e pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.O lançamento da obra está marcado para as 19h, no ‘campo do 13’, bairro Embratel, zona Norte da cidade. A obra contará com sistema de coleta, tratamento e disposição final de esgoto sanitário. Serão instalados mais de 900 quilômetros de tubulações para a coleta do esgoto, além da construção de 25 estações elevatórias e duas estações de tratamento de esgoto. Cerca de 75% da população de Porto Velho será beneficiada com as obras que trarão mais qualidade de vida aos moradores, além da criação de novas oportunidades de trabalho por toda a cidade. Inicialmente as obras irão gerar 280 empregos diretos. No final, serão 800 empregos diretos. Os trabalhos começam com dez frentes de trabalho e chegaram a 30 frentes em diversos bairros. As estações de tratamento serão construídas nos bairros Nacional (Norte) e no Areia Branca (Sul). Serão 24 meses de trabalho até a conclusão. Cassol enfatizou que, o governo do Estado tem feito investimento pesado em obras que beneficiam a Capital, a exemplo do Centro Político Administrativo (CPA), do teatro e da implantação da rede de água tratada para 100% da população, algo em torno de 300 mil habitantes. “O esgoto sanitário é mais uma obra que a administração estadual injetará recursos em parceria com o governo Federal, será a grande obra da nossa administração na capital, tal qual o CPA”. Estudos realizados no Brasil apontam que, 70% dos atendimentos em prontos socorros decorrem de doenças causadas pela ingestão de água sem tratamento. Os mais afetados são as crianças e idosos, que têm organismo mais frágil. Os mesmos estudos mostram que investimento em saneamento básico resulta na economia de recursos públicos em saúde no futuro, vez que menos pessoas doentes são encaminhadas aos hospitais. Isto significa ganho de vida melhor. Ronseg, corretora de seguros (69) 3222-0742.


quarta-feira, junho 17, 2009

Governador responde ao prefeito: caos na saúde e nos transportes

Ao tomar conhecimento dos comentários do prefeito de Porto Velho sobre a situação da segurança na capital, quando comentou em alguns veículos de comunicação os casos de incêndio aos ônibus do transporte coletivo, o governador Ivo Cassol foi enfático ao cobrar do prefeito da capital que faça a sua parte e trabalhe para resolver os problemas da população que acabam refletindo na administração estadual: saúde básica, buracos nas ruas, trânsito caótico e transporte coletivo em péssimas condições para a população.Segundo Cassol, o governo do Estado de Rondônia investiu na formação e contratação de novos policiais militares e civis, aumentou o contingente em cerca de 57%, além de adquirir novas viaturas e equipamentos nos últimos anos. “Mas com as péssimas condições das ruas da capital as nossas viaturas se acabam bem antes do previsto. Na periferia da capital está pior ainda, só tem buracos e o povo vive na escuridão. As ruas de Porto Velho mostram a competência da administração do município”, disse. Ronseg, corretora de seguros (69) 3222-0742.

Charge


Senado: um caso de polícia

Num instante em que o Senado hesita em se livrar da mentira impiedosa, o Ministério Público decidiu procurar a verdade cruel.A procuradora da República Anna Carolina Resende promete abrir um inquérito para tentar iluminar a burocracia sigilosa do Senado.Pretende-se perscrutar os atos secretos baixados nos últimos 14 anos. O prazo coincide com o período de duração da era Agaciel Maia.Junto com o Ministério Público costuma vir a Polícia Federal. A ação abusiva de alguns e a inação excessiva de outros fizeram do Senado um caso de polícia. Ronseg, corretora de seguros (69) 3222-0742.

terça-feira, junho 16, 2009

Charge


MPF promete investigar atos secretos do Senado dos últimos 14 anos

O Ministério Público Federal (MPF) anunciou nesta terça-feira (16) que vai investigar os atos secretos de nomeação e exoneração de funcionários do Senado. O procedimento administrativo foi instaurado pela procuradora Anna Carolina Resende, que conduzirá as apurações dos atos editados nos últimos 14 anos. Segundo a assessoria de imprensa do MPF no Distrito Federal, caberá à procuradora Anna Carolina decidir entre abrir um inquérito civil público ou um procedimento preparatório para investigar as denúncias. Os instrumentos permitem a realização de diligências e o interrogatório de pessoas envolvidas com a publicação dos atos. O blog tentou falar com a assessoria do presidente da Casa, senador José Sarney (PMDB-AP), mas não obteve retorno até o momento.De acordo com reportagem publicada por um jornal na semana passada, mais de 300 atos secretos foram usados pelo Senado para nomear parentes e amigos de senadores e criar benesses para parlamentares e servidores da Casa. Entre os atos citados está a exoneração de um neto do presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP).No último dia 10, o primeiro-secretário do Senado, Heráclito Fortes (DEM-PI), disse que os atos são de administrações antigas e que eles estão sendo alvo de uma comissão de sindicância. A procuradora Anna Carolina é a mesma que já investiga a suspeita de uso irregular da cota de passagens aéreas por deputados e senadores. Caberá a ela fixar prazos e solicitar documentos ao Senado ao longo da investigação referente aos atos secretos.Na última sexta-feira (12), o TCU abriu procedimento para investigar as decisões administrativas supostamente irregulares. Até o fim da semana, o TCU deve requisitar todos os atos secretos, que autorizaram o pagamento de horas-extras, concessão de benefícios, demissões de parentes de senadores e de funcionários.Os atos teriam entrado em vigor sem mesmo serem publicados, o que desrespeita a Constituição Federal. Na segunda (15), um grupo de senadores informou que vai pedir que a Polícia Federal entre na investigação. Ronseg, corretora de seguros (69) 3222-0742.

Senadores em fuga!

Mais desalentador do que o conjunto de desmandos constatados no Senado é a passividade diante de tudo. A cada dia uma revelação indignante, em nenhum dia alguma reação digna. Onde está o senador Pedro Simon, imagem da respeitabilidade parlamentar, admiração unânime do país, onde está? O que foi feito do senador Aloizio Mercadante, personagem de momentos relevantes em defesa da moralidade na política e no poder? O senador Jarbas Vasconcelos, que por muito menos sacou da sua peixeira oral e falou por mais do que Pernambuco, acha agora que uma entrevistinha é bastante? E aqueles outros, por poucos que sejam, aos quais nenhuma possível crítica interrogou sobre sua decência, nada têm a fazer agora senão curvarem-se como espectadores encabulados?É ininteligível: não há ninguém no Senado capaz da iniciativa de propor, digamos, uma corrente, uma frente de resistência à manobra, que progride depressa, que transforma todos os abusos, as improbidades, o peculato em meros deslizes administrativos? Na certeza de que, assim reduzidos e lançados sobre dois ou três funcionários, esses feitos de desmoralização do Senado terão o resultado de sempre: nada. Porque a demissão, se a tanto chegar, de quem vive em casa de milhões provenientes do Senado pode apenas impedir compras desnecessárias, com alguns novos milhões já desnecessários.Mais desalentador do que o conjunto de desmandos constatados no Senado é a passividade diante de tudo. Se esse tudo fosse na Câmara, seria menos chocante e mais compreensível, forçados que fomos por mensalão, severinos, castelos, à visão que pôs a Câmara no nível de Câmaras de Vereadores.Darcy Ribeiro, que chegou ao Senado com a disposição de toda uma infantaria, descobriu-se, não na Casa Alta do Congresso, mas em "um clube muito simpático". Será, talvez, o companheirismo descriterioso que detém agora os capazes do papel de guardiães do Senado. Pode ser o tédio, o desencanto, a fuga à responsabilidade e à própria personalidade, subjugadas pelo sentimento da ação inútil. Em alguns pode-se presumir o misto da ambição política e do temor de prejudicá-la com a própria honra. O que ocorre é o incompreensível, de qualquer modo.A renúncia de José Sarney à presidência do Senado já foi proposta em um artigo. Mais exposto, Sarney é o alvo mais fácil para a imprensa. Mas o afastamento de funções decisórias deveria ser de todos os que, no período sob questionamentos, ocuparam cargos na Mesa Diretora do Senado. Entre eles, e não muito remotos, há responsáveis por numerosos dos desmandos que se revelam. O afastamento amplo, como é próprio das investigações semelhantes, é o fator inicial do esforço de lisura. Sobretudo se a investigação é aberta ao acompanhamento da Procuradoria Geral da República. E República, no caso, teria sentido realçado.Sentido que torna inferior a finalidade de represália judicial a senadores comprometidos com as impropriedades, hipótese de resultado que parece assombrar os 81 componentes da Casa. Mais importante é o conhecimento público dos fatos e das suas respectivas e verdadeiras responsabilidades. É um direito fundamental do cidadão-eleitor e um dever essencial da República tão citada nos últimos tempos. Direito e dever que estão ludibriados. (JF). Ronseg, corretora de seguros (69) 3222-0742.

Trama forjou crime eleitoral

Nova versão sobre a denúncia de compra de votos pelo senador Expedito Jr (PR-RO) e o governador Ivo Cassol (sem partido), nas eleições de 2006, deverá provocar uma reviravolta no caso que está na pauta de julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os depoimentos apontam tramas envolvendo o empresário Acir Gurgacz, o gerente da empresa Eucatur em Porto Velho, Maximino Bedin, o advogado da Eucatur, José Cristiano Pinheiro, que atuou na campanha de Acir, candidato derrotado por Expedito nas eleições de 2006 e ainda, o ex-presidente da Assembleia Legislativa de Rondônia, Carlão de Oliveira. Um dos acusadores da compra de votos agora, em depoimento, sustenta que a acusação não retrata a verdade. Degravação de conversas entre os envolvidos apontam a trama. (FR). Ronseg, corretora de seguros (69) 3222-0742.

Seguradora tem novo produto diz Ronseg

O novo produto da Tokio Marine, “Kit Empresarial”, traz facilidades aos corretores. O produto realiza a negociação de forma mais eficiente, sendo possível fechar negócios no ato, com riscos avaliados entre R$ 2 milhões e R$ 10 milhões. A grande vantagem do novo Kit Empresarial da Tokio Marine é a autonomia e a rapidez que o produto proporciona ao profissional.O Kit Empresarial é composto por sistema eletrônico, em que é possível enviar automaticamente a proposta de negócio para a matriz, onde é analisada e emitida a apólice. O serviço já funciona em todo o território nacional e os segmentos que o produto foca são: metalurgia, calçados, artigos de couro, alimentos, eletricidade, gráfica, hospitais, hotéis, comércio e serviços em geral. Ronseg, corretora de seguros (69) 3222-0742.

Crise no Congresso: mazelas roem o Senado

A descoberta de que o Senado manteve por 14 anos uma burocracia secreta para distribuir favores a um pequeno grupo levou José Sarney às cordas.Entronizado em sua terceira presidência há quatro meses e meio, o morubixaba do PMDB encontra-se acuado.Nesta segunda (15), a palavra “renúncia” foi ouvida pela primeira vez no Senado. Pronunciou-a, em privado, o gaúcho Pedro Simon.Dissidente do PMDB, o partido de Sarney, Simon vem soando entre quatro paredes sempre um tom acima das manifestações que se permite fazer em público. Acossado pela crise, Sarney ruminou seus rancores ao longo do final de semana. Nesta segunda, trancafiou-se no gabinete da presidência. Atendeu a uns poucos telefonemas. E se reuniu com dois aliados de todas as horas: os líderes Renan Calheiros (PMDB) e Gim Argelo (PTB). Aconselharam-no a se defender atacando. Renan pôs para rodar o hardware ao qual sempre recorre quando se vê em apuros. Primeiro, identifica os inimigos: PT e PSDB.Na sequência, esboça uma reação que se escora em dois pilares: o ataque e a chantagem. Ameaça vazar para os jornais dados que constranjam os rivais.Nas últimas semanas, Sarney dissera a amigos que estava arrependido de ter disputado a presidência do Senado com o petista Tião Viana.Chegara mesmo a confidenciar a intenção de renunciar ao cargo em 2010, quando fará 80 anos. Depois da conversa com Renan e Argelo, Sarney mudou o rumo da prosa.Agora, diz que vai à luta. Cogita ler no plenário uma resposta às denúncias que o lançaram no caldeirão dos malfeitos secretos do Senado. Fala em modificar as regras daqui pra frente. Punições? Por ora, só cogita levar à bandeja a cabeça de José Grazineo, o sucessor de Agaciel Maia na direção-geral.Caberá a Renan e Argelo executar o pedaço sujo da estratégia, que envolve o recurso à baixaria e à chantagem. Na outra ponta, o grãotucano Tasso Jereissati organiza uma reunião suprapartidária. Fará um almoço nesta quarta (17).Está convidando os senadores que, a seu juízo, têm disposição para confontar as mazelas que roem o prestígio do Senado.Gente como Jarbas Vasconcelos, Pedro Simon, Tião Viana, Cristovam Buarque, Renato Casagrande, Demóstenes Torres, Sérgio Guerra e Arthur Virgílio. Tasso é velho amigo de Sarney. A despeito disso, participou, em fevereiro, da articulação que acomodou a maioria dos votos tucanos no colo de Tião Viana.Nas pegadas do triunfo de Sarney, Tasso foi à presença do amigo. Levou consigo Sérgio Guerra, presidente do PSDB.Os dois aconselharam Sarney a esquecer as rugas da campanha, uma das mais encarniçadas da história. Pediram que “governasse” para todo o Senado.Hoje, Tasso se diz “decepcionado”. Acha que Sarney tornou-se “prisioneiro” das vontades de Renan. A idéia da reunião-almoço dos senadores que Renan identifica como “inimigos” foi urdida na noite de sexta (12).Deu-se em Pernambuco, numa festa junina oferecida por Sérgio Guerra. Entre os mais de mil convidados, havia 12 senadores. Acomodados na mesma mesa, Tasso e Jarbas Vasconcelos trocaram idéias sobre a encrenca do Senado. Concluíram que o caso dos atos administrativos secretos levara a crise às fronteiras do paroxismo. Tasso mencionou a idéia de promover o encontro. Jarbas pôs-se de acordo.“É preciso encontrar saídas”, disse Jarbas ao blog. “A gente pode ficar assistindo ao derretimento do Senado sem fazer nada”.Para Jarbas, quem preside o Senado é Renan, não Sarney. “O Renan tem, hoje, mais poderes do que na época em que foi presidente...”“...Renan lidera a bancada do PMDB, cerca de 16 senadores, tirando os dissidentes, e mais a bancada do PTB. O Sarney é refém do Renan”.Nesta terça (16), o alarido que toma conta do Senado começará a ser içado dos subterrâneos para a tribuna. Pelo menos três senadores planejam remexer o monturo dos atos secretos em discursos no plenário: o próprio Jarbas, Tião Viana e Arthur Virgílio.A tropa da dupla Renan-Argelo promete intervir no debate. Algo que deve elevar uma temperatura que, no dizer de Virgílio, tem sido demasiado “amena”.O líder Virgílio acusa colegas vistos pregoeiros da ética se “acocorar” diante da ameaça de abertura do baú de favores do ex-diretor-geral Agaciel Maia.Uma divisão da tropa oposicionista favorece Sarney. José Agripino Maia, líder do DEM, não foi convidado para a reunião organizada por Tasso. Consideram-no ligado demais a Renan e Sarney.Privadamente, Agripino diz que a reunião produzirá barulho, não soluções. Ele pretende se reunir com Sarney. Acha que a crise exige “providências” que culminem com “punições”. Aconselhará Sarney a demitir a parentela pendurada secretamente na folha do Senado.Contabilizados inicialmente em 300, os atos secretos saltaram para 500. Agora, diz-se que passam de mil.Sacudindo-se os papéis, foram ao solo três frutos da árvore genealógica dos Sarney e dos Macieira, o tronco familiar de Marly, a mulher do presidente do Senado. Reside aí o ponto fraco da pregação de Renan. A lista dos malfeitos não é obra de petistas e tucanos. Foi encomendada pelo primeiro-secretário Heráclito Fortes (DEM). Ronseg, corretora de seguros (69) 3222-0742.

segunda-feira, junho 15, 2009

Sai, Sarney!

Vez por outra lemos a respeito de político japonês que se matou depois de ter sido acusado de corrupção.O mais recente foi Toshikatsu Matsuoka, ministro da Agricultura, em maio de 2007. Ele aceitou suborno de um empresário e pediu reembolso de despesas que sempre foram cobertas por seu gabinete.A ser processado e talvez preso, preferiu se enforcar. O próximo domingo será um dia tristemente histórico para a Inglaterra. Pela segunda vez, um presidente da Câmara dos Comuns, o equivalente à nossa Câmara dos Deputados, renunciará ao cargo, acusado de má conduta. O primeiro a renunciar foi Sir John Trevor em 1695. Seu crime? Ter embolsado grana de um comerciante em troca do apoio à aprovação de uma lei.Michael Martin, 63 anos, presidente da Câmara dos Comuns há quase dez, não se vendeu a ninguém nem tirou vantagens ilícitas do cargo. Mas foi conivente com os colegas que tiraram.Deputados com direito a verba para bancar moradia em Londres conseguiram reembolso por gastos para consertar quadras de tênis, limpar fossas, comprar cadeiras de massagem e aparelhos de televisão de tela plana. Os mais ousados cobraram até pelo aluguel de filmes pornográficos.O cordato Martin avalizou os desmandos. Uma vez que eles foram descobertos pela imprensa, tentou encobri-los. Como a tarefa se revelou impossível, pediu ajuda à polícia para identificar as fontes de informações dos jornalistas. A polícia nem se mexeu.Por fim, Martin se rendeu. Seguirá o exemplo dado por Trevor há 314 anos.Aqui já assistimos a renúncia de presidentes da Câmara e do Senado enrolados em denúncias de quebra de decoro. Foi o caso de Severino Cavalcanti, presidente da Câmara. E de Jader Barbalho, Antonio Carlos Magalhães e Renan Calheiros, presidentes do Senado.Diferentemente de Trevor no passado, e agora de Martin, eles não abandonaram os cargos premidos pelo sentimento de vergonha. Renunciaram para não ser cassados. Foi um ato sem vergonha. Assim puderam preservar os direitos políticos e voltar ao Congresso reeleitos.José Sarney está no olho do furacão que varre o Senado desde que ele foi eleito em fevereiro último para presidi-lo pela terceira vez. A primeira foi em 1995.O que existe de podre no Senado não é obra exclusiva dele. Um presidente do Senado não pode tudo, muito menos sozinho.Mas é um escárnio Sarney continuar fingindo que nada tem a ver com a crise mais grave da história do Senado. Não apenas tem a ver: Sarney é o principal responsável por ela. A semente da crise foi plantada no primeiro mandato dele como presidente do Senado.“Eu só tenho a agradecer ao Dr. Agaciel Maia pelos relevantes serviços que ele prestou”, disse Sarney ao se despedir do ex-diretor-geral do Senado, defenestrado da função devido à crise.Agaciel foi nomeado por Sarney. Ao longo de 14 anos, acumulou poderes e cometeu toda a sorte de abusos com a concordância explícita ou velada de Sarney e dos que o sucederam no comando do Senado.Na semana passada, ao som da música do filme “O Poderoso Chefão”, Agaciel casou a filha Mayanna sob as bênçãos de Sarney, Renan Calheiros e de dois outros ex-presidentes do Senado – Garibaldi Alves e Edison Lobão.Para lá do inchaço do quadro de funcionários do Senado, do pagamento de horas extras não trabalhadas, da criação de diretorias fantasmas, da homologação de licitações suspeitas e da assinatura de decretos secretos, há fatos que dizem respeito diretamente a Sarney e que o deixam mal na foto.Dono de imóvel em Brasília e inquilino da mansão destinada ao presidente do Senado, Sarney recebeu durante mais de um ano auxílio-moradia de R$ 3.800,00 mensais reservada a senadores sem teto.Flagrado, primeiro negou que recebesse. Depois se apropriou do mote de Lula e disse que não sabia.Um neto de 22 anos de Sarney assessorou durante mais de um ano o senador Epitácio Cafeteira (PTB-MA). Foi a maneira que Cafeteira encontrou, segundo admitiu, de agradecer ao pai do rapaz por tê-lo reaproximado de Sarney.Há uma sobrinha de Sarney lotada no ex-gabinete da filha dele no Senado, Roseana Sarney, atual governadora do Maranhão. E há outra empregada no gabinete do senador Delcídio Amaral (PT-MTS) em Campo Grande. Essa ganha sem trabalhar.É possível acreditar que o pai da crise esteja de fato empenhado em resolvê-la? Ou que reúna condições para tal? E quem disse que seus pares estão interessados em refundar o Senado?A essa altura, uma só coisa depende de fato de Sarney: a renúncia à presidência do Senado para atenuar as nódoas recentes de sua biografia. (RN). Ronseg, corretora de seguros (69) 3222-0742.

Congresso em crise: novas emoções no senado

Emoção é o que não vai faltar nas próximas semanas no Senado, às voltas com uma sucessão de escândalos administrativos. Na esteira da descoberta dos atos secretos, cujo número real ainda não é conhecido, vão estourar compras superfaturadas, contratos fraudulentos e o tamanho do rombo na folha de pagamentos.Uma das compras superfaturadas é a troca de lixeiras na gestão Garibaldi Alves (PMDB-RN), sob cifras astronômicas. Entre os contratos de terceirização, os da área de vigilância são emblemáticos: eram cinco, com empresas diferentes e o mesmo objeto. Havia mais de 300 vigilantes contratados, alguns para atuar como recepcionistas -por salários maiores, claro.

Todos os homens do 'mandarim'


Diretor da Fenacor nos 20 anos do Sincor AM/RR

O Sincor-AM comemorou, no dia 13 de junho, o seu 20º aniversário. As festividades foram iniciadas na 5ª feira, com cerimônia de agradecimento aos fundadores e sua primeira diretoria e a entrega de placa alusiva ao marco histórico. O evento foi bastante prestigiado pelo mercado local e contou com 250 convidados presentes, entre profissionais da categoria e securitários e executivos das seguradoras, da Bradesco Auto/RE e da SulAmérica Seguros. Em reconhecimento, a diretoria atual recebeu inúmeras mensagens e e-mails dos Sincor os co-irmãos e da Fenacor, que se fez representar pelo presidente do Sincor-RO/AC, Geraldo Cavalcante Ramos. Após as congratulações se deu o sorteio de brindes e a festa em estilo junino denominada Sincor na Roça, com apresentação de danças, a qual foi regada a comidas típicas regionais, alem de música ao vivo. Ronseg, corretora de seguros (69) 3222-0742.

Escândalo no Congresso:mais uma parenta de senador nomeada por ato secreto

Prima da governadora Roseana Sarney (MA), Maria do Carmo de Castro Macieira foi nomeada no Senado por meio de ato secreto. O documento determina o ingresso dela num cargo no gabinete ocupado pela própria Roseana, então senadora pelo PMDB do Maranhão. O gabinete era chefiado pela servidora Doris Marize Romariz Peixoto, a atual presidente da comissão de sindicância que investiga o uso de atos secretos no Senado desde 1995. Os outros integrantes são o diretor de Recursos Humanos, Ralph Campos, e o consultor-geral de Orçamento, Fábio Gondim. Ronseg, corretora de seguros (69) 3222-0742.

TJ determina fim da greve

O Tribunal de Justiça de Rondônia (TJ) concedeu, nesta sexta-feira (12), liminar para o fim da paralisação dos servidores da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau).A decisão determina pontos como o retorno imediato e escalonado dos grevistas e o atendimento de todos os pacientes. A ação ainda impõe multas diárias ao Sindicato dos Profissionais em Enfermagem de Rondônia (Sinderon) e a diretoria. Uma decisão do Ministério Público do Trabalho também determina a volta dos servidores e outra, do Ministério Público do Estado, recomenda a contração imediata de enfermeiros e técnicos em enfermagem. Ronseg, corretora de seguros (69) 3222-0742.

domingo, junho 14, 2009

Charge


"Mandarim" diz que senadores sabiam de 'atos secretos'

Em entrevista à repórter Adriana Vasconcelos, Agaciel Maia, o ex-todo-poderoso diretor-geral, joga gasolina na fogueira que arde no Senado.Em timbre ameaçador e peremptório, Agaciel diz que “ninguém pode alegar que não sabia” dos atos secretos editados na Casa. Contabilizaram-se, por ora, 500 decisões secretas. Muitas delas referem-se à efetivação de servidores –parentes e amigos de senadores e de altos funcionários.Segundo Agaciel, foram os próprios senadores que preencheram as vagas ocupadas secretamente, à margem do boletim diário do Senado.Agaciel diz, de resto, que “as decisões foram referendadas por um colegiado”, a Mesa diretora do Senado.Durante os 14 anos do mandarinato de Agaciel, responderam pela presidência do Senado: José Sarney, ACM, Jader Barbalho, Renan Calheiros e Garibaldi Alves.Diz Agaciel sobre as decisões tomadas por debaixo da mesa: “Não fui eu quem assinou nenhuma delas; não fui eu quem publicou, e eu sou responsável? Não vou aceitar!”Vai abaixo um par de perguntas que, respondidas por Agaciel, resumem o drama que rói as entranhas do Senado:- O sr. é mesmo responsável pela não publicação de mais de 500 atos administrativos no Senado?O Senado publica por ano cerca de 60 mil atos e decisões administrativas. Pode acontecer alguma falha. Se houve mesnmo, uma comissão nomeada pelo senador Heráclito Fortes [DEM-PI, atual primeiro-secretário do Senado] deverá apontá-la. Posso apenas assegurar que nenhum ato ilegal foi baixado. - Mas estão querendo responsabilizar o sr., já que era diretor geral...Não sei por que essa perseguição implacável contra mim. Alguém precisa apresentar um papel, uma prova de que fiz algo errado. Até agora todas as denuncias feitas contra miim foram desmentidas, desde a mansão que alegaram que não estava em meu nome até as empresas das quais disseram que eu era sócio. Agora querem atribuir a mim esses ditos atos secretos. O fato é que as decisões foram referendadas por um colegiado. Não fui eu quem assinou nenhuma delas. Não fui eu quem publicou, e eu sou responsável? Não vou aceitar! Estou sendo bode expiatório! Não tenho escudo e nem espada, pois não tenho foro privilegiado e nem tribuna.As declarações de Agaciel ajudam a explicar o silêncio ensurdecedor dos senadores que integram a Mesa diretora quanto à imperiosa necessidade de punir os responsáveis pelos novos malfeitos.Em afronta ao bom senso, Agaciel conserva seu prestígio, por assim dizer, intacto. Na última quarta (10), ele casou uma filha.Arrastou para a cerimônia, na condição de padrinho da noiva, ninguém menos que Sarney. Além dele, dois antecessores: Renan e Garibaldi Alves.Só o temor reverencial despertado por Agaciel pode justificar tamanho silêncio e semelhante gentileza. Não há culpados no Senado. Ali, vigora uma atmosfera de inocente cumplicidade. Ronseg, corretora de seguros (69) 3222-0742.

PGBL ou VGBL?

Myrian Lund é professora de Finanças - É sempre bom pensar no futuro. A longo prazo é, para a grande maioria das pessoas, um tempo de incertezas. Por isso, os planos de previdência privada são importantes. Saiba mais lendo a coluna.Qual a melhor e mais segura previdência privada? PGBL ou VGBL?Ambas oferecem o mesmo rendimento e a mesma renda na aposentadoria.Para o investidor, a escolha deve levar em conta alguns aspectos. O PGBL é melhor para quem faz declaração de Imposto de Renda completa e tem IR a pagar na pessoa física. Só deve aplicar até 12% da renda bruta anual, pois o investidor tem o benefício de postergar o pagamento do Imposto de Renda devido. Já o VGBL é ideal para quem faz Imposto de Renda no modelo simplificado, ou é isento, ou faz Imposto de Renda Completo, mas quer contribuir mais de 12% da renda bruta anual. A aposentadoria depende de quanto a pessoa consegue acumular no período de contribuição. Portanto, pergunte ao seu gerente: qual a taxa de carregamento? O valor descontado de cada aporte? O ideal é que seja zero ou o mais baixo possível. E qual a taxa de administração? Esta é a que vai afetar o bolso do cliente. Considere, por exemplo, taxa da economia a 9,5% ao ano, e uma contribuição mensal de R$ 200. Com taxa de administração de 3%, o valor acumulado será de R$ 213.405,26. Já com 1%, R$ 309.558,36. Portanto, pesquise entre instituições financeiras e peça portabilidade para o fundo que lhe ofereça melhores condições. Ronseg, corretora de seguros (69) 3222-0742.