Aceitando o desafio proposto pelo ministro Rubens Ricupero, de que na era e na agenda Obama o Brasil deveria se preocupar com o aquecimento global e se tornar uma nova potência ambiental mundial, o grupo Editorial Ecoturismo está em campo para tornar isto realidade.Na manhã do último dia 5 de agosto, em concorrida Conferência proferida pelo ministro Ed Miliband do Clima (Inglaterra) com a presença dos debatedores Jacques Marcovitch, José Goldemberg (USP) e do ex-ministro Luiz Furlan, no auditório Mario Covas Jr.,da Poli, na Cidade Universitária, iniciamos a grande caminhada da Expedição Eco Brasil de Justiça Climática que será empreendida de outubro até dezembro de 2009.Nos acalorados debates que se seguiram após a conferência do mandatário inglês do Clima e Energia, o ativista ambiental Hércules Góes, desafiou a liderança européia a aceitar a iniciativa brasileira de empreender em nome da sociedade civil do Brasil uma forte Expedição que vai sacudir os umbrais de várias lideranças no Brasil, na África e na Europa, visando convencer os governos e autoridades destes continentes a reverem seus números de emissão de gases de efeito estufa, até chegar a COP-15, que se inicia dia 7 de dezembro em Copenhagen.Ao entregar a Miliband, de apenas 39 anos, o livro “O Grito da Amazônia Sustentável contra o Aquecimento Global” de autoria de Góes, houve clara manifestação dirigida também ao presidente da Fundação Amazônia Sustentável, Luiz Furlan, que compunha a mesa diretora dos debates de que a Amazônia e o Brasil têm que sair urgente da incômoda posição de quarto maior desmatador do planeta Terra.O Ministro da Energia e Clima do Reino Unido aceitou receber no Palácio a comitiva da Expedição Eco Brasil de Justiça Climática, composta pelo Grupo Ecoturismo, Green CO2 e Instituto Árvore da Vida, assim como apoiar a visita que a expedição fará ao Príncipe Charles, líder da Rainforest Foundation, que já tem o Rei Pelé entre seus seguidores e interlocutores.A Expedição Eco Brasil, em nome da sociedade civil brasileira aceitando o desafio do ex-secretário Geral da UNCTAD (Conferência das Nações Unidas para Comércio e Desenvolvimento) dá os primeiros passos na direção de tornar o Brasil uma liderança e uma potência ambiental, agora a palavra aos demais setores e as autoridades governamentais de todos os níveis.
terça-feira, agosto 11, 2009
segunda-feira, agosto 10, 2009
TAM, marca de confiança
A TAM Linhas Aéreas acaba de ser apontada como a companhia aérea em que os brasileiros mais confiam na 8ª Pesquisa Marcas de Confiança, realizada pela revista Seleções em parceria com o Ibope Inteligência. Dos 1.500 entrevistados pelo instituto, 48% escolheram a TAM na sua categoria. Ronseg, corretora de seguros (69) 3222-0742.
Web-mídia
Dúvidas sobre normas
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) deverá adiar em 30 ou 60 dias o início das novas medidas que determinam apenas um reajuste por ano para os planos empresariais, entre outras ações. A previsão inicial era de que a norma 195 começasse a vigorar a partir do dia 15. Fonte: Sincor RO/AC.
Veja como vivem filhos e netos dos soldados da borracha na Amazônia
Seringueiros foram enviados para a Amazônia na década de 40, durante a guerra www.globoamazonia.com/globo rural
Seguro garantia cresce diz Sincor
A dificuldade de conseguir uma fiança bancária por causa da crise fez crescer a modalidade de seguro garantia judicial. Números, de acordo com o Sincor RO/AC, mostram que a demanda pelo produto vem em forte crescimento. Em 2007, o total de prêmios emitidos no País foi de R$ 52 milhões, passando para R$ 60 milhões no ano passado. Na projeção para este ano, acredita-se que fique entre R$ 65 e R$ 70 milhões em prêmios emitidos. Fonte: Ronseg, corretora de seguros (69) 3222-0742.
Sestur e Senatur em audiência pública
O presidente da Confederação Nacional do Turismo esteve aqui em Brasília, ativo no trânsito de gabinetes parlamentares. Nelson de Abreu Pinto esteve em eventos como a audiência do setor turístico do governo e Fornatur na audiência com o presidente da Câmara e também em outras reuniões que aconteceram nos últimos dias. Mas, o principal assunto de sua intenção foi mesmo a confirmação da audiência pública conjunta que será realizada na próxima quarta (12), às 10h.
Riscos em debate no Sincor
O Sincor RO/AC promoverá, dia 14 de agosto, em Porto Velho, palestra sobre gerenciamento de riscos, que será ministrada pelo consultor Bruno Kelly. O evento, segundo o presidente Geraldo Ramos e diretoria, visa a discutir a importância na utilização do sistema de proteção passiva e a forma pela qual o mercado de seguros nacional e os resseguradores internacionais podem mostrar-se sensíveis à inclusão de tais dispositivos na formação dos custos do seguro de incêndio. A inscrição é gratuita. O encontro começa às 18h30min e será realizado no Hotel Vila Rica (Av. Carlos Gomes, 1616 – Centro). Mais informações podem ser obtidas pelo tel.: 69-3229-7129. Fonte: Sincor RO/AC.
sábado, agosto 08, 2009
Centro-Oeste Tur
Aconteceu nesta quinta-feira, o 17º Centro-Oeste Tur – Salão de Negócios Turísticos, em Brasília, evento voltado para o trade turístico de todo o País. Mais de 400 expositores participaram do salão, contando com cerca de cem estandes, onde cada destino teve a oportunidade de divulgar novidades, roteiros e pacotes de viagens. Mais de mil pessoas se reuniram nos estandes do salão o que deve gerar, segundo os organizadores, cerca de R$ 14 milhões em contratos a médio e longo prazo.
Webjet na stock car
Neste sábado (8), a Webjet Linhas Aéreas sorteia nos seus voos ingressos para a etapa de Salvador da Stock Car Brasil, cuja prova será realizada no domingo, dia 9. A Webjet é a transportadora oficial da etapa baiana da corrida. Será sorteado um par de ingressos para os voos que partem para Salvador, a partir das seguintes cidades: BRASILIA (voos 6702 e 6708), Belo Horizonte (6718 e 6726), Rio (6701 e 6721) e São Paulo (6740 e 6746). Stock Car. O GP Bahia é a sexta etapa da atual temporada. Será a primeira corrida da história de Stock Car em pista de rua. Ela acontecerá nas largas avenidas do Centro Administrativo da Bahia (CAB), em um percurso de 2,8 km. Os ingressos para a prova esgotaram em apenas 48 horas depois de colocados à venda. www.webjet.com.br
sexta-feira, agosto 07, 2009
Copa 2014
"O Legislativo fazendo parte do Time da Copa de 2014" será debatido no Fórum organizado pela Comissão de Turismo e Desporto (CTD) da Câmara dos Deputados e Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) do Senado Federal, acontece segunda-feira (10), às 11h, no salão nobre da Câmara de Vereadores de Porto Alegre (RS), preparatória ao Fórum Legislativo da Copa do Mundo de Futebol. Ronseg, corretora de seguros (69) 3222-0742.
OAB defende renúncia coletiva no Senado
O presidente do Conselho Federal da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Cezar Britto, defendeu nesta sexta-feira a renúncia coletiva de todos os integrantes do Senado Federal como forma de pôr fim a um “estado de calamidade institucional” que teria se instalado na Casa. Segundo Cezar Britto, a crise “não se resume ao presidente da Casa, embora o ponha em destaque; é de toda a instituição e envolve acusados e acusadores". Ronseg, corretora de seguros (69) 3222-0742.
Minc na Alerj
A assessoria de imprensa do Ministério do Meio Ambiente confirmou na manhã desta sexta-feira (7) que o ministro Carlos Minc deixará o cargo em março de 2010. Quem deve assumir o posto é a secretária-executiva do ministério, Isabela Teixeira. Segundo a assessoria, o ministro tem planos de se candidatar a deputado estadual pelo PT no Rio de Janeiro nas próximas eleições.
Marina poderá ser a candidata da economia verde
"Eu me mobilizo pelo avivamento da utopia para a economia do século XXI". A senadora Marina Silva (PT-AC) desembarca nesta sexta-feita em Rio Branco, onde nasceu, tendo de cor uma lista de amigos e companheiros que serão ouvidos para tomar a decisão que considera a mais difícil da vida dela: abandonar 30 anos de militância petista, se filiar ao PV, participar da “refundação programática do partido” e se tornar candidata a presidente da República.Após entrevistá-la, um blog consultou Fábio Vaz de Lima, marido da senadora e um dos secretários mais influentes na gestão do governador do Acre Binho Marques (PT), para saber dele se Marina Silva está mesmo disposta ao desafio ou apenas vai surfar na onda de um convite que já mobiliza os verdes do mundo inteiro.- Sou contra a saída dela do PT e já expus todas as minhas razões. Mas a maneira como tem se conduzido até aqui me dá a certeza de que a Marina já tomou uma decisão. É possível até que ofereçam para ela a presidência do PV. Sendo assim, vou acompanhá-la, pois sou capaz disso em quaisquer circunstâncias - afirmou Fábio Vaz de Lima.Leia mais: Marina Silva pode abalar planos de Lula para 2010, diz ‘El País’Antes da entrevista, Marina Silva fez questão de ponderar que tem procurado “ser o máximo econômica possível” por conta do momento de uma decisão vital em sua trajetória, mas não economizou palavras para defender a necessidade de compromissos com a utopia na política:- Eu me mobilizo pelo avivamento da utopia para a economia do século XXI. É esse trânsito que precisa ser feito e que não existe em lugar nenhum, precisa ser criado para algo diferente.- Não estou fazendo cálculos. Se eu ficasse fazendo cálculo de tempo em programa eleitoral, jamais teria sido candidata. Você sabe que já fui candidata com um tempo de um minuto, que tinha que ser dividido com o Chico Mendes. Trinta segundos para ele e trinta segundos para mim. Tínhamos que nos apresentar ao vivo. Isso não tem nada pragmático. Prefiro continuar acreditando que o sonho remove montanhas. Foi isso que fizemos em 30 anos. Removemos algumas montanhas, mas não removemos outras porque não nos expusemos com a radicalidade necessária.- Não vou me iludir achando que alguém que lida com temas considerados secundários ou de minorias, possa colocar em risco uma candidatura que tem todo o peso e respaldo que tem a candidatura da ministra Dilma. Eu estaria sendo pretensiosa se eu embarcasse nessa avaliação.- Todas as pessoas que estão sabendo disso e que me conhecem, sabem que não se trata de um processo fácil. Mas a história se faz por homens e mulheres que se dispõem a transformá-la. Essa transformação não prescinde a contribuição do sujeito. Neste momento estou vivendo uma dupla situação: a do sujeito que precisa se colocar e, ao mesmo tempo, do agente que sabe que as mudanças não acontecem única e exclusivamente pela ação dos indivíduos.A seguir, a entrevista de 23 minutos, por telefone, após uma palestra de Marina Silva num evento da CUT em São Paulo:O que a senhora considera essencial, quais salvaguardas julga necessárias para que possa aceitar ser candidata a presidente da República pelo PV?Não estou colocando as coisas em termos de candidata. O que me motiva a fazer essa discussão são os desafios e questionamentos que venho fazendo ao longo de alguns anos de que o Brasil está maduro para assumir os desafios da sustentabilidade em todas as suas dimensões como algo estratégico para o país. Como ele pode dar esse passo, fazer esse trânsito, é isso que tem me mobilizado. Tanto é que toda a minha gestão no governo Lula foi levantando essa questão, isto é, da política ambiental como centro das políticas.Mas o PV a convidou para ser candidata a presidente da República.Logicamente, a questão que o PV me colocou, o convite que me faz, me deixa honrada, mas o que está me mobilizando são projetos, idéias, sem estar ancorada em cálculos de pesquisas de opinião. Não estou sendo movida por uma questão meramente eleitoral. Ouvi o PV no contexto daquilo que os seus dirigentes e militantes estão falando, que consiste em organizar, em outubro, um processo de refundação programática do partido, onde sairia da lógica do processo de fundação, que veio da Europa, de partido verde tradicional, para a idéia de um partido que colocaria no centro de suas questões estratégicas o desenvolvimento sustentável. A minha reflexão é no sentido de que essa questão não é algo que vai ser resolvida por um partido que possa homogeneizar a sociedade para fazer essa mudança. Não é isso. É algo que demanda um debate na sociedade e que todos os partidos têm que assumir essa questão como estratégica. Eu me mobilizo para o avivamento da utopia para a economia do século XXI. É esse trânsito que precisa ser feito e que não existe em lugar nenhum, precisa ser criado para algo diferente.Mas tudo isso não passa pela política eleitoral também?Isso é política, claro. O que eu quero dizer é que a questão eleitoral de ser candidata a senadora ou eventualmente candidata a presidente da República é parte dessa estratégia. Correto? Não é que seja um fim em si mesma a eleição. Se existe alguém que não começou tendo a eleição como um fim em si mesma somos nós numa trajetória de 30 anos no PT. Tivemos que perder muitas vezes para que se pudesse ganhar. Se tivéssemos feito o cálculo pragmático, eu nunca teria saído candidata nem para vereadora de Rio Branco. Então a questão não é meramente eleitoral, mas do movimento que se pode colocar em curso. Essa é a reflexão que estou fazendo. Não estou subordinando isso a qualquer pesquisa de opinião ou qualquer outra coisa, com uma candidatura. Obviamente, a questão da candidatura está posta porque nessa agenda tem a disputa eleitoral e ela é importante e estratégica e precisa assumir isso no centro do debate de todos os partidos. As pessoas sempre acham que qualquer movimento que se faz é para ser contra alguma coisa. Meio ambiente reelabora a política porque é o movimento que se pode fazer a favor. Ser a favor da proteção das florestas é bom para todo mundo, assim como ser a favor da redução das emissões de carbono, de uma agricultura que seja sustentável, o que é bom para a própria agricultura e para a balança comercial. Essa interpretação de que a política só se faz pela negação está sendo reposicionada pelo meio ambiente. É possível fazer política pela a afirmação, para criação daquilo que ainda não existe em país nenhum. O Brasil, por ter as melhores capacidades, pode fazer essa inflexão. É isso que mobiliza.A senhora sonha em repetir o fenômeno Barack Obama?Não, não. Eu não pretendo isso. Não sou eu quem tenho essa avaliação. Acho que o tema está posto na sociedade e a sociedade demanda compromisso com ele. Eu me movimento para que o tema ambiental tenha o lugar que precisa ter dentro do Brasil e em todos os lugares do mundo. O presidente Obama está fazendo um movimento e ele vai liderar essa agenda se persistir mesmo. Obama é como aquele super-atleta que ficou fora do jogo durante muitos anos, mas faz a diferença quando entra no time decidido a jogar pra valer.O PV lhe deu um prazo para obter a sua resposta?Não, não me deram um prazo. Os prazos, digamos, são os prazos legais. Estou vivendo um momento de muito tensionamento por causa disso. Tenho uma trajetória de 30 anos de PT. Tenho minha vida ligada a esse sonho, a esse projeto, me sinto parte de todas as conquistas e de todos os problemas. O que está em questão agora é como fazer algo que possa estabelecer que as utopias do século XXI de fato possam acontecer, que a gente saia da agenda dos séculos IXX e XX e assuma o desafio civilizatório do século XXI. É isso o que é necessário.Como reagiu o governador do Acre, Binho Marques, petista, seu maior amigo e aliado político? Ele ficou perplexo com a sua decisão?Falei aos meus companheiros que tinha recebido convite do PV dentro dessa revisão programática, obviamente incluindo o convite para me filiar e decidir prioritariamente pela candidatura a presidente. Vou pro Acre para conversar com as pessoas, amigos e companheiros, e uma das primeiras pessoas com quem vou conversar será com o Binho. Ele me ouviu e falou que me espera para que a gente possa conversar. Falei também com o ex-governador Jorge Viana e com o senador Tião Viana. No Acre, você sabe muito bem, não existe hierarquia. Não tenho problemas com o PT do Acre.Mas a senhora pode deixar numa posição desconfortável seus companheiros. Eles a apoiariam ou à Dilma para presidente?Não quero antecipar essa questão. Estou num momento de reflexão e qualquer juízo de valor que eu faça de algo dessa natureza pode transparecer que já tenho uma decisão. A decisão que tenho é de que a questão ambiental precisa ser colocada como algo estratégico na agenda nacional.Mas isso não é possível fazer a partir do PT?Eu acho que isso precisa ser feito dentro de todos os partidos. Não dá para fazer essa mudança achando que um partido sozinho vá homogeneizar. No meu entendimento, é um movimento para que todos se comprometam com essa agenda, pois ela não está colocada com a dimensão necessária por nenhum partido.A senhora conversou com Ricardo Berzoini, presidente nacional do PT?Sim. Ele telefonou e pediu-me para que pudéssemos conversar. Vamos conversar quando eu voltar do Acre, após ouvir pessoas com quem tenho uma trajetória de vida. Tenho uma filha de 28 anos e o PT tem 30 anos na minha vida.E se o presidente Lula reforçar o apelo pela sua permanência no PT?Tenho o maior respeito e relação de companheirismo com Lula. Servi durante cinco anos, cinco meses e catorze dias ao governo dele. Não colocaria nenhum tipo de condicionante a isso, pois estou fazendo uma reflexão. Todas as pessoas que estão sabendo disso e que me conhecem, sabem que não se trata de um processo fácil. Mas a história se faz por homens e mulheres que se dispõem a transformá-la. Essa transformação não prescinde a contribuição do sujeito. Neste momento estou vivendo uma dupla situação: a do sujeito que precisa se colocar e, ao mesmo tempo, do agente que sabe que as mudanças não acontecem única e exclusivamente pela ação dos indivíduos. O presidente Lula me chamou e eu me senti honrada de fazer parte do ministério dele. Contribui enquanto achei que tinha o necessário apoio para isso. Respeitosamente, saí do governo quando compreendi que não reunia mais essas condições. O combate que faço hoje no Senado pela agenda do desenvolvimento sustentado não é diferente do que fiz enquanto ministra do Meio Ambiente durante o tempo que permaneci no cargo. E não será diferente do que vou fazer, seja como candidata à reeleição como senadora ou como cidadã.Na política, a senhora nunca foi de exigir, de dizer “eu quero”. A sua agenda sempre foi a agenda do consenso de seus amigos e companheiros. Neste momento, porém, está tendo que tomar uma decisão pessoal. É a decisão…Sem sombra de dúvida, é mesmo a decisão mais difícil de minha vida.Pelo fato de ter sido sempre, digamos, objeto do consenso?Não necessariamente. Quando um grupo resolveu que deveria permanecer no PMDB, nas Comunidades Eclesiais de Base, no Acre, e outro decidiu ficar no pólo que lutaria pela fundação do PT, isso não se deu por consenso. Quando resolvi sair do Ministério do Meio Ambiente, também não foi por consenso.Tudo bem, mas isso se deu poucas vezes numa trajetória política com mais de 30 anos. Por que agora essa decisão é tão difícil?Pelo tamanho do desafio e pela magnitude da decisão. Nós temos que buscar fazer essa inflexão nos modelos de desenvolvimento, nas economias dos diferentes países, fazendo com que governos e partidos, acadêmicos, formadores de opinião, se comprometam com essa agenda e coloque-a no centro do debate. Mas não como algo em oposição ao desenvolvimento, mas como parte integrante da mesma equação. Esse é o desafio. Ou isso acontece ou nós vamos chegar em meados do século com a constatação de que a gente pode ter inviabilizado as possibilidades de vida na terra. Esse movimento tem que acontecer sem que a gente perca avanços que tivemos no governo do presidente Lula, que passou de R$ 8 bilhões para R$ 28 bilhões de investimentos em política social. Conquistas como essas devem permanecer, mas existe uma agenda estratégica com a qual temos que nos comprometer.O que acha dos comentários de que a sua candidatura poderia inviabilizar a candidatura a presidente da ministra Dilma Roussef?Não vou me iludir com isso, pois é claramente um superestimação de minha possível candidatura. Não vou me iludir achando que alguém que lida com temas considerados secundários ou de minorias possa colocar em risco uma candidatura que tem todo o peso e respaldo que tem a candidatura da ministra Dilma. Eu estaria sendo pretensiosa se embarcasse nessa avaliação.Mas é fato que o seu carisma é bem maior que o dela, não? Diferente da senhora, ela murcha quando discursa.Eu não quero especular sobre isso. Ela é um quadro técnico fantástico reconhecido por todos nós.Na sua decisão tem peso o fato de o PV não dispor de muito tempo na TV para uma eventual exposição de sua candidatura a presidente da República?Não estou fazendo cálculos. Se eu ficasse fazendo cálculo de tempo em programa eleitoral, jamais teria sido candidata. Você sabe que já fui candidata com um tempo de um minuto, que tinha que ser dividido com o Chico Mendes. Trinta segundos para ele e trinta segundos para mim. Tínhamos que nos apresentar ao vivo na TV. Isso não tem nada pragmático. Prefiro continuar acreditando que o sonho remove montanhas. Foi isso que fizemos em 30 anos. Removemos algumas montanhas, mas não removemos outras porque não nos expusemos com a radicalidade necessária. Esses movimentos precisam ser feitos. Eles são de tamanha magnitude que não temos que ter a ilusão de que vai ser homogeneizado por um partido. Tem que ser um movimento da sociedade, dos empresários, dos políticos, dos acadêmicos, dos jornalistas, homens e mulheres, principalmente da juventude, que não se deixa aprisionar pelos projetos imediatistas, que não fica fazendo cálculos do presente, mas que coloca a contabilidade do futuro para ser resolvida agora.Então a discussão…A discussão é no sentido de que se crie para a economia do Brasil uma nova narrativa. Um país que tem 46% de matriz energética limpa não pode ser circundado num debate aonde outros que têm menos capacidade assumem a pró-atividade. Um país que é capaz de fazer um plano de combate ao desmatamento e reduzir 57% de emissão precisa se comprometer com metas de certificação da agricultura, precisa trabalhar para que a infra-estrutura tenha critérios de sustentabilidade, sem que isso signifique ter que sofrer os efeitos indesejáveis dessas mudanças.Quais seriam os efeitos indesejáveis?Que o país não possa continuar se desenvolvendo, perca empregos e oportunidades. Nós ainda temos o tempo para fazer o trânsito. Nem dá para dizer mais que não podemos perder o bonde da história. Nós não podemos é perder o trem-bala da história.
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