quarta-feira, janeiro 28, 2015

Pagando a conta


Propostas de aumento provocam polêmica

Brasiliense demonstra preocupação com a possibilidade de reajustes


As propostas anunciadas pelo GDF para  aumentar a arrecadação, que incluem aumento de impostos, provocaram polêmica entre a população. Nos postos de combustível, por exemplo, os clientes reagiram com   preocupação ao saberem dos possíveis reajustes no preço da gasolina (leia mais sobre as medidas na página 3). 
De acordo com o policial civil Rheyter Souza, 32 anos, é um absurdo aceitar que os próprios brasilienses terão de pagar as contas do governo. "Sou totalmente contra essas medidas, seremos punidos pelo rombo no GDF. Em 2016, vamos ter que trabalhar apenas para pagar esse aumento", desabafa. 
Ele ressalta ainda que, no geral, não é contra os impostos,   desde que eles sejam aplicados da maneira correta e reflitam em benefícios para a saúde, educação infraestrutura. "A situação das estradas está precária, assim como nos hospitais e escolas. Além disso, a diminuição no preço do etanol não atende toda a população como a gasolina, que vai passar a ser uma preocupação de todos após o aumento", afirma. 
“Impotência”
 O estudante Rodolfo Romano Alves, 23 anos, que possui uma motocicleta, diz que se sente impotente diante de todas as mudanças previstas para o próximo ano. "Minha moto não é flex, ou seja, não tenho a possibilidade de escolher o etanol, que é uma opção mais barata. O que me deixa mais revoltado é que não temos alternativa, apenas vamos ter que aceitar pagar ", conta. 
Contribuinte 
 
O reajuste no IPVA também aflige o apoio administrativo Jeferson Junior Lima, 30. Ele possui uma motocicleta e paga, em média, R$ 500 do imposto, seguro e licenciamento do veículo. "Esse valor já faz muita diferença no meu bolso, não vou conseguir pagar esse aumento. Acho engraçado que o governo nunca anuncia propostas para reduzir os impostos ou melhorar a vida do trabalhador", completa. 
 
A medida que visa aumentar as tarifas de telefonia foi outro ponto   questionado pelos usuários. De acordo com a estudante Ingrid Lorrane Gomes Nunes, 21, que já chegou a pagar R$ 220 na conta do celular, se as despesas aumentarem, ela vai passar o aparelho para crédito. "Em 2016, terei de cortar todos os gastos extras para sobreviver a este aumento previsto. Acho inadmissível termos que pagar pela irresponsabilidade do GDF", afirma.
 
Questionado sobre o aumento do IPTU, o comerciante Euclides Araújo, 60, admite que qualquer reajuste vai fazer diferença na vida da população. Ele   paga, em média, R$ 700 de imposto e sempre precisa parcelar esse valor. "As pessoas precisam reagir a esse absurdo, com manifestações. Se a população não se unir para barrar esse aumento, vamos ficar sempre reféns do descontrole do governo", conclui.
 
Fonte: Jornal de Brasília
 

Água no Planalto


Chuva forte atinge todo o DF nesta quinta-feira

Um homem sofreu uma parada cardiorrespiratória e precisou ser reanimado pelo Corpo de Bombeiros. Em Águas Claras, água chegou a invadir garagens e derrubar muros
 
Como esperado, a chuva caiu forte em todo o Distrito Federal na tarde desta quinta-feira (22). Na quadra 210 Norte, um homem sofreu uma parada cardiorrespiratória após ser atingido por um raio quando atravessava a rua.

Concursos

Primeiros classificados no MPU e Câmara dos Deputados contam como conquistaram a carreira dos sonhos

Além dos dois órgãos, aprovados também conquistaram vagas na Antaq, TJDFT, Ministério da Fazenda, DPDF, CBM/DF e PCPI
23/01/2015 09:10 | Atualização: 23/01/2015 09:31
Sílvia Mendonça
Sílvia Mendonça/CB/D.A Press
“Indescritível” é a palavra que vem à mente de Mayara Tachy, de 27 anos, e André Queiroz, de 33 anos, ao relembrarem a aprovação em primeiro lugar nos últimos concursos do Ministério Público da União (MPU) e da Câmara dos Deputados, respectivamente. Para alcançar o resultado de excelência, no entanto, a vida social teve que dar espaço aos livros em tempo quase integral. Os dois garantem que os esforços não poderiam valer mais a pena e aconselham: com paciência e dedicação, qualquer sonho pode ser alcançado. Nesta sexta-feira (23/1), o MPU abre inscrições para o recém-lançado concurso. Já a Câmara, confirmou que se prepara para a abertura do próximo certame. Se você está em busca de uma vaga no serviço público, confira qual a estratégia de sucesso dos primeiros colocados.

Mayara já era servidora da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) há três anos, quando decidiu voltar a estudar para concursos. “Sentia que estava perdendo tempo. Eu podia conquistar algo melhor e não queria ficar parada”, lembra. A volta aos estudos foi puxada: ela trabalhava oito horas por dia, fazia cursinho à noite e ainda aproveitava qualquer tempo livre, inclusive a hora de almoço, para ler materiais na Internet. “Estudava, em média, seis horas líquidas por dia. Já na reta final para o MPU, tirei férias e chegava à 12 horas por dia”, conta.

Antes de engatar os estudos no MPU, o foco de Mayara era o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT). Prova feita, a servidora decidiu aproveitar as disciplinas já estudas para vencer outros editais. “Pude pegar só as matérias específicas que faltavam. Consegui cobrir o edital completo do MPU e isso fez toda a diferença”, garante. A partir daí, foi uma aprovação atrás da outra.

Além do TJDFT e MPU, Mayara ainda foi classificada para o Ministério da Fazenda – onde assumiu o cargo de assistente técnico administrativo por quatro meses antes de partir para a Procuradoria Geral da República (PGR) como analista, onde está até hoje. Em seguida, vieram as aprovações na Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF), Advocacia-Geral da União (AGU) e Câmara dos Deputados. “Foi um período muito intenso. Queria passar logo e me esforcei, tanto que o resultado veio mais rápido”, orgulha-se.





A ambição não para por aí. Apesar de aguardar ansiosa a nomeação para o cargo de promotora de justiça na AGU, Mayara ainda almeja a carreira de procuradora da República no próprio MPU. “Entrar como analista no órgão foi o ideal, porque pude conhecer de perto a carreira e ter certeza de que é isso que quero para minha vida profissional”, constata.

Apesar da alegria de alcançar suas metas, Mayara ressalta que o caminho foi árduo. “Olhando de fora parece que foi muito fácil porque passei rápido, mas para mim, que estava vivendo, não foi simples”, recorda. “Abdiquei de quase todo lazer, só frequentava aniversários de família e amigos próximos, porque não dava para fugir. Lembro que levei meu livro de direito do consumidor para o aniversário do meu sogro. Não dá para abrir mão de tempo de estudo, mas você verá que valeu a pena”, incentiva.

Um dos métodos da jovem para se concentrar 100% nos livros era marcar as horas, minutos e segundos de estudo com um cronômetro. “Sempre que me distraia pausava. Meu marido odeia meu cronômetro, porque se ele fosse falar comigo eu pausava e depois voltava. Senão a gente rouba e acaba se dispersando”, conta. “As pessoas esperam que caia do céu. Quando eu concorri a DPDF, cada fase batia um desespero, porque uma é muito diferente da outra. Entrei no cursinho e eles me ajudaram bastante, mas não pode desesperar. O tempo é suficiente, tem que ter paciência, esperança e correr atrás”, aconselha.

No caso de André, a carreira em segurança pública sempre foi um sonho. “Fiz direito pensando em concurso para delegado”, conta. Ele já era servidor do Corpo de Bombeiros do DF desde 2000, mas não parou de estudar. Em 2010, conseguiu aprovação na Polícia Civil do Piauí, no tão esperado cargo de delegado. Chegou a realizar o curso de formação e ser nomeado, mas, como o primeiro filho estava a caminho, decidiu se dedicar à família e permanecer em Brasília. “Nesse período, de 2010 a 2014, quando tive meus dois filhos, parei de estudar completamente”, lembra.





Quando o edital da Câmara dos Deputados saiu, em 2014, foi um colega de André quem propôs a volta aos estudos. “Vi que eu já conhecia várias disciplinas e era uma ótima oportunidade. Unia qualidade de vida e salário excelente”, analisa. Ele decidiu encarar o edital e passou os três meses seguintes com a cara nos livros. No inicio, estudava, em média, dez horas diárias. “Eu trabalhava no Colégio Militar Dom Pedro Segundo, entrava às 6h e saia às 12h30. Só almoçava e depois estudava o dia inteiro”, recorda.

Faltando um mês para a prova, assim como Mayara, André tirou férias. “Minha esposa viajou com nossos filhos para a Bahia e eu fiquei em Brasília. Acordava às 6h e ia dormir só à 0h, estudando o dia inteiro, com pequenas pausas para comer”, relata. O servidor chegou a fazer diversos cursinhos presenciais ao longo dos anos, mas para a Câmara o método escolhido foi vídeo-aula e materiais em PDF. “É essencial que você estude com materiais de qualidade e tenha determinação e disciplina”, aconselha.

Já empossado, André conta que o cargo de agente de polícia legislativa superou as expectativas. “Não pretendo fazer mais concursos. Mesmo formado em direito, nunca tive pretensão de trabalhar em tribunais. Na área policial, não encontrarei oportunidade melhor”, acredita. “Meu foco sempre foi proporcionar qualidade de vida para minha família, então não poderia ter escolhido melhor”, pondera.

Próximos concursos
Nesta sexta-feira (23/1), o MPU abre as inscrições do recém-lançado certame com 25 vagas imediatas e formação de cadastro reserva. O prazo segue aberto até 11 de fevereiro, pelo site do Centro de Seleções e Promoção de Eventos da Universidade de Brasília (Cespe/UnB). Ainda dá tempo de estudar: as provas serão aplicadas, para todos os postos, no dia 22 de março. Os cargos oferecidos são de analista e técnico, com salários que chegam a R$ 8.178,06. Para ler mais sobre o concurso, clique aqui.

Outra novidade boa é que a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados confirmou ao CorreioWebque autorizou a realização de um novo concurso para a Casa. De acordo com o ato 149, de 9 de dezembro de 2014, haverá chances de nível superior e médio. Segundo a Diretoria Geral da Câmara, o edital deverá sair após fevereiro deste ano.

Os cargos, porém, já foram definidos. Para analista legislativo, com salário inicial de R$ 17.684,43, haverá vagas de técnicos em documentação e informação legislativa, técnico em material e patrimônio, assistente social, e analista de informática legislativa. Para o cargo de técnico legislativo, com remuneração inicial de R$ 11.545,65, a área será de assistência administrativa

No ar

Aeroporto de Brasília bate Galeão e Congonhas e já é o segundo do país

O terminal da capital movimentou 18 milhões de passageiros.

terça-feira, janeiro 20, 2015

Distrito Federal

Justiça manda médicos voltarem ao trabalho imediatamente

A decisão prevê multa diária de R$ 80 mil , caso haja descumprimento e exige a volta de 100% dos profissionais às suas funções.

quinta-feira, janeiro 15, 2015

Greve ilegal?

Médicos da rede pública do Distrito Federal entram em greve nesta sexta

Após assembleia, categoria decidiu paralisar as atividades. Proposta do governo de parcelar os salários foi o principal ponto para decisão.

sábado, dezembro 20, 2014

Sem festança!

Justiça barra edital de realização da festa de fim de ano na Esplanada

TJDFT defere liminar que suspende três pregões da tradicional comemoração de Réveillon. Decisão prevê multa de R$ 100 mil para o governo em cada, caso governo a descumpra. Cabe recurso

 
    

A 8ª Vara da Fazenda Pública do Distrito Federal deferiu liminar que suspende três pregões para licitação da festa de fim de ano na Esplanada dos Ministérios. A decisão impede o governo de realizar tradicional comemoração e prevê multa de R$ 100 mil em cada um deles, caso o GDF a descumpra. 

O pedido, feito pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) na última terça-feira (16/12), vem em meio a uma crise generalizada na capital federal. O MP entende que o gasto com as festas, orçado inicialmente em mais de R$ 2 milhões, pode afetar o desempenho em áreas como saúde e educação.



Na decisão, a juíza responsável pelo caso registrou que a atual situação de caos do DF não é compatível com o gasto da festa de fim de ano. "Ora, com o caos que se instalou na cidade, especialmente no que se refere à saúde, educação, transporte público, limpeza urbana, pagamento de salários de servidores públicos e terceirizados, além dos problemas decorrentes das fortes chuvas nos últimos dias, não há motivos para gastos tão elevados com festas em detrimento dos serviços básicos de que necessita a população do Distrito federal”, relatou.

quarta-feira, dezembro 10, 2014

Santo Natal!


Presépios e outros símbolos de Natal começam a tomar conta da capitalA encenação do nascimento de Jesus enfeita casas, edifícios e pontos turísticos e encanta gente de todas as idades, principalmente à noite



Quando se aproxima a celebração de Natal, as casas e as ruas começam a ficar enfeitadas. Papais Noéis, laços de fita, bolas coloridas e muitas luzes. Além dos enfeites nas residências e nas quadras da cidade, os presépios, uma encenação do nascimento de Jesus Cristo, tornam a tradição natalina completa. Uma volta por Brasília, entre as quadras do Plano Piloto e do Sudoeste ou mesmo em igrejas e em pontos turísticos, eles se destacam e despertam a curiosidade. Principalmente à noite.

Para relembrar o nascimento do Menino Jesus e celebrar o tempo de vida e de transformação do Natal, a síndica Cristina Joana, 54 anos, decidiu revitalizar o presépio do Bloco E da Quadra 306 do Sudoeste. Depois de quatro anos de uso, a representação estava desgastada. Ela, então, contratou uma empresa para instalar a nova iluminação. O prédio virou atração turística, principalmente para as crianças. “É uma forma de darmos um brilho na vida corrida que levamos. Além disso, cada figura ali representa uma passagem da Bíblia”, explicou. Quando lançou a ideia de revitalizar o presépio, houve bastante aceitação por parte dos moradores. “Tinha gente até perguntando quando íamos montar e querendo que começasse logo no fim de novembro”, comentou.

DF

Cabeleireiros buscam formalidade em mercado que gira R$ 350 milhões por mêsDos mais de 20 mil funcionários de salões, 80% atuam informalmente. Sindicato da categoria planeja campanha para denunciar irregularidades e pressionar patrões.

terça-feira, dezembro 09, 2014

Magia do Natal

Brasilienses trabalham com dedicação para fazer a magia do Natal acontecerO clima natalino começa só em novembro, mas os preparativos duram praticamente todo o ano. 

segunda-feira, dezembro 08, 2014

Volta às aulas.

Atenção ao comprar material escolarSegundo leis distrital e federal, famílias não devem pagar por itens de uso coletivo, e as escolas não podem indicar marca de produto nem papelaria.

domingo, dezembro 07, 2014

Existe vida no entorno do DF

Estimulado pelo aumento da classe C, Entorno do DF vira imã de shoppingsÁguas Lindas é a mais recente cidade da região a receber um. Valparaíso, Luziânia e Alexânia também têm. A instalação de centros de compras fora das capitais é uma realidade nacional



Mais populosa cidade do Entorno do Distrito Federal, marcada pela violência, pela pobreza e pelo crescimento desordenado, Águas Lindas (GO) começa a desfrutar dos confortos da ascensão econômica das classes C e D. Ainda sem um grande edifício, a cidade de 180 mil habitantes ganhou recentemente o primeiro shopping center. E, com ele, as primeiras escadas rolantes, o primeiro estacionamento com segurança privada, a primeira loja de departamentos, as primeiras salas de cinema e as primeiras lanchonetes fast-food. As mesmas experiências vivenciam os moradores de Luziânia e Alexânia, também goianas e vizinhas de Brasília.

As três cidades seguem o fenômeno nacional da interiorização dos shoppings. No fim de 2014, 50,9% das unidades em operação no país estão fora dos grandes centros urbanos. São 264 no interior, ante 254 em capitais. Há 20 anos, 85% estavam nas principais cidades. O Entorno conta com quatro estabelecimentos. Um quinto está nos planos de uma empreiteira brasiliense para ser construído entre Planaltina e Formosa (GO). Da clientela dos 47 shoppings do Centro-Oeste, 35% são da classe C, 37% pertencem à classe B e 28% à classe A. Os dados vêm da Associação das Empresas de Shopping Centers (Abrasce).

'Aqui tem tudo, é o ponto de encontro da galera. E podemos ir ao cinema e ficar conversando 
na praça de alimentação até tarde, sem preocupação, no ar-condicionado'

Ronaldo Matheus, 
17 anos (Bruno Peres/CB/D.A Press)
"Aqui tem tudo, é o ponto de encontro da galera. E podemos ir ao cinema e ficar conversando na praça de alimentação até tarde, sem preocupação, no ar-condicionado" Ronaldo Matheus, 17 anos


Assim como Águas Lindas, Luziânia e Alexânia, Valparaíso, na divisa com o DF, tem shopping. Primeiro da região, inaugurado em 1993, já passou por expansão. Sob nova administração, de um grupo goiano dono de nove shoppings, todos no interior, foi remodelado em 2008. Com cerca de 100 lojas, o empreendimento é o único de grande porte no Entorno Sul (Valparaíso, Luziânia, Gama, Novo Gama, Santa Maria, Cidade Ocidental e Cristalina), região com cerca de 900 mil habitantes.

Dos quatro shoppings do Entorno, três foram inaugurados em 2012, o que, segundo o professor do Ibmec-DF e doutor em administração Bento Alves da Costa Filho, mostra que a tendência é nova na região. Essa migração, lembra ele, começou nos anos 2000, em São Paulo. “Até o início dos anos 2000, a maioria da população brasileira pertencia à classe D, pobre. Hoje, o país é formado por uma classe média, baixa, mas classe média. E os investidores viram uma oportunidade de negócio”, explica Costa Filho.

O custo-benefício oferecido pelo interior também foi colocado no cálculo dos empresários. Ao contrário dos grandes centros urbanos, que apontam a tendência de saturação, as cidades menores têm mais oferta de terrenos e menos concorrência. “Nas capitais, os preços dos imóveis são altos e exigem investimento pesado para manutenção do empreendimento no mercado. Isso também contou para esse movimento de interiorização dos shoppings”, analisa.

Esse é o caso do outlet instalado em Alexânia. Distante 92km de Brasília, é o primeiro do tipo no DF e no Entorno. A ideia inicial dos investidores era colocar o estabelecimento no perímetro do Distrito Federal, mas a burocracia e o preço dos imóveis levou o investimento para uma cidade menor, com 25 mil moradores.

O presidente da Abrasce, Luiz Fernando Veiga, afirma que a tendência de aumento do número de shoppings fora das capitais é natural, pois o interior ainda tem muito mercado a ser explorado. “Além disso, hoje, para você construir um shopping em uma cidade como São Paulo, você precisa fazer compensações ambientais, viárias etc. No interior, as prefeituras nos recebem de braços abertos, porque um shopping gera emprego, impostos e valoriza a região”, opina.

Segurança

Outro fator que coloca as cidades do interior na mira dos empresários de shopping é a violência urbana, também presente nos municípios menores. Com o perigo nas ruas, o ambiente de segurança criado por um shopping passou a atrair os consumidores. “Quando falamos no Entorno, essa situação de violência torna-se mais evidente. Como as pessoas que vivem nessa região tiveram uma ascensão econômica, elas querem consumir, mas com segurança”, afirma Costa Filho.

A segurança é um dos motivos que levam Ronaldo Matheus, 17 anos, e a vizinha Poliana Yasmin, 26, a visitarem o shopping de Águas Lindas ao menos duas vezes por semana. “Aqui tem tudo, é o ponto de encontro da galera. E podemos ir ao cinema e ficar conversando na praça de alimentação até tarde, sem preocupação, no ar-condicionado”, destaca Ronaldo. “O shopping é o nosso principal ponto de compras e de lazer”, completa Poliana, mãe de três crianças. “Aqui, só falta uma loja de brinquedos”, observa.

O shopping de Águas Lindas tem proporcionado outro movimento novo. Antes uma cidade-dormitório, o município hoje recebe moradores do Distrito Federal que trabalham no centro comercial. Caso de Irene Oliveira, gerente-geral da unidade de uma rede de eletrodomésticos e móveis do DF. Moradora de Ceilândia, ela leva 15 minutos de ônibus de casa ao trabalho. “Vim para cá a pedido do patrão, para puxar as vendas, pois tenho experiência. Vendemos cerca de R$ 360 mil por mês, é o melhor resultado das lojas pequenas da rede, que tem 39 estabelecimentos”, conta ela.

quinta-feira, dezembro 04, 2014

Racismo ou injúria?


#racismonunca: vítima de professor organiza manifestação contra agressõesAto será na próxima segunda-feira, na Esplanada. O intuito é denunciar e exigir do Poder Público punição adequada aos crimes raciais



Desde que foi xingada por professor, Claudenice Chagas tem dificuldades até para dormir: 'Doeu como um tapa. Marcou demais' (Minervino Junior/CB/D.A Press)
Desde que foi xingada por professor, Claudenice Chagas tem dificuldades até para dormir: "Doeu como um tapa. Marcou demais"


Dificuldades para dormir, tristeza, medo de ser agredida e sensação de impunidade. Esses foram os traumas experimentados pela produtora de eventos Claudenice Nascimento Chagas, 30 anos, após sofrer ofensas racistas em uma boate de Águas Claras. O acusado da agressão, o professor universitário Rones Borges, 33, foi autuado em flagrante por injúria racial, mas liberado em seguida, após pagar fiança de R$ 1 mil. Quatro dias após o crime, a vítima se divide entre a necessidade de falar sobre o caso, para pedir a punição ao agressor, e a dor de reviver o momento cada vez que se lembra do rosto de Rones perguntando se ela “já se olhou no espelho” e chamando-a de “macaca” repetidas vezes.

A violência ocorreu no último domingo. Claudenice estava com a amiga e modelo Tanjara Santos Lima, 27 anos, e um policial militar. O suspeito abordou Tanjara, pediu o telefone dela e disse que a conhecia da internet. Ela não passou os contatos. O professor perguntou se poderia ficar perto dela. A produtora disse que o local era público. Inconformado com a negativa, ele encarou a promotora de eventos, que, incomodada, trocou de lugar com a amiga. Daí, o homem passou a ofendê-la, xingando-a de feia. Disse que a promotora parecia uma “macaca” e que não deveria frequentar lugares como aquele.

Claudenice ficou sem reação e começou a chorar. O policial militar, que não estava a serviço, abordou o acusado, chamou o segurança. O grupo e Rones foram para a 21ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Sul). “Eu me senti muito humilhada. Eu não tenho paz, não consigo dormir e me sinto mal a todo momento. Não consigo sequer me olhar no espelho. Estou à base de remédios”, desabafou Claudenice. Mesmo assim, a produtora de eventos quer fazer um protesto na Esplanada dos Ministérios na próxima segunda-feira.

Segundo ela, apesar de todo o mal-estar, somente as denúncias podem cessar esse tipo de agressão. “Ele me agrediu. Doeu como um tapa. Marcou demais”, recordou. Tanjara compartilha a revolta com a amiga. “Agora, temos que mostrar que pessoas como ele não têm espaço em uma sociedade igualitária. Nem todo o estudo do mundo adianta para alguém que age como ele.”

Debate racial


Segundo o professor do Instituto de Artes e membro do Núcleo de Estudos Afrobrasileiros da Universidade de Brasília Nelson Inocêncio, a sensação de impunidade de Claudenice tem fundamento. Segundo ele, é comum que “delegados” menosprezem a agressão imputando ao autor o crime de injúria racial, em vez de racismo. “O racismo é pior. É inafiançável. Quando esse tipo de discriminação acontece, é evidente que existe uma postura antipática ao grupo. É preciso orientar os profissionais da área de segurança. A maneira correta não é minimizar o dano, mas punir da maneira adequada”, afirma o professor.

Para a presidente da Comissão de Direitos Humanos na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do DF, Indira Quaresma, agressões como as proferidas por Rones se repetem porque o autor do crime “geralmente conta com a impunidade”. “Eles acham que a vítima não fará boletim de ocorrência.”

O secretário executivo da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República, Giovanni Harvey, concorda com Nelson Inocêncio. “Há a dificuldade para as autoridades policiais de tipificar a conduta racista. Felizmente, o Ministério Público do DF e Territórios é atuante. Imagino que, com o processo, o MP consiga definir se o professor será punido por racismo ou injúria”, argumentou.

quarta-feira, dezembro 03, 2014

Painel da capital do Planalto

Mineiros dominam, entre habitantes de Brasília não nascidos na capitalEm seguida estão os cariocas. Do total de habitantes, apenas 35,14% nasceram aqui.

terça-feira, dezembro 02, 2014

Depois de 12 anos...


Hospital particular de Taguatinga, em Brasília, DF, paga R$ 429 mil por erro médicoJovem foi morta durante lipoaspiração realizada pelo ex-médico. Definição chega após mais de uma década de espera por parte dos parentes



Após 12 anos de espera, a família de uma jovem de 26 anos morta depois de fazer lipoaspiração em um hospital particular de Taguatinga receberá indenização. A unidade de saúde fechou um acordo judicial e pagará R$ 429 mil aos parentes. Em 2002, Grasiela Murta Oliveira passou pelo procedimento, mas teve complicações. Ela recebeu alta e voltou para casa, mas, uma semana depois, precisou ser internada novamente por causa de dores. Tratava-se de uma grave infecção. O médico responsável pela cirurgia, Marcelo Caron, foi condenado em 2009 a 30 anos de prisão pela morte de duas pacientes, entre elas, Grasiela.

Patrícia, irmã de Grasiela Murta Oliveira, com a mãe, Teresa: 'A justiça precisava ser feita' (Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
Patrícia, irmã de Grasiela Murta Oliveira, com a mãe, Teresa: "A justiça precisava ser feita"


A família de Grasiela entrou na Justiça contra o Hospital Santa Marta e Caron pedindo reparação por danos morais. A sentença saiu em 2005, e os réus, juntos, foram condenados a pagar R$ 200 mil. A juíza Theresa Barbosa entendeu que “a obrigação solidária de reparar o dano moral decorrente da morte se impõe a ambos os réus”. Para a decisão, ela usou como base uma apelação cível de 2004 que “configura responsabilidade solidária a relação entre a entidade hospitalar e o médico que presta o atendimento, pois, ao fornecer serviços, na pessoa do profissional, o hospital atua em seu próprio interesse econômico”.



A unidade de saúde recorreu da decisão, tentou todos os recursos possíveis, mas perdeu. O hospital e a família de Grasiela, então, fizeram um acordo. Do encontro realizado em 19 de novembro, ficou acertado que o Santa Marta pagaria a indenização de R$ 429 mil em quatro parcelas — valor corrigido após nove anos. A primeira foi depositada no mês passado. “A nossa ideia não é extorquir ninguém, mas a justiça precisava ser feita. A indenização vem porque é necessária, para a sociedade ver. A decisão encerra de vez essa história, mas a saudade não deixa de existir”, comentou a irmã da vítima, a servidora pública Patrícia Murta Oliveira, 42 anos, moradora do Guará.

Patrícia conta que, para a mãe, Teresa Carlota Murta de Oliveira, o acordo foi uma vitória. “Ela não imaginou que veria isso em vida. Doze anos se passaram, e a gente sabe que essas coisas demoram. O que importa é que as pessoas também foram responsáveis e aceitaram um acordo.” A servidora pública lembra que a irmã começou a sentir dores poucas horas após chegar em casa no dia seguinte à cirurgia. “Ligamos para o médico porque ela estava com febre, mas ele disse que era normal e que não havia necessidade de levá-la ao hospital. Ele também falou que, se nós a levássemos, ele não se responsabilizaria por mais nada”, contou. Uma semana depois, no entanto, a família levou Grasiela a uma unidade de saúde na Asa Sul. “Ela foi internada e morreu em 14 de fevereiro.

domingo, novembro 30, 2014

Denúncias põem em xeque concursos

    Falcatruas em seleções de pessoal organizadas por órgãos estaduais e municipais são numerosas, mas pouco denunciadas. Falta de regras claras e de fiscalização é o principal problema apontado por candidatos e especialistas



Denúncias de fraudes já interromperam a realização de diversos concursos públicos federais. Em alguns casos, como o certame do Senado Federal, em 2012, mais de 20 tipos diferentes de denúncias foram protocoladas no Ministério Público Federal (MPF), e turmas de três especialidades tiveram que refazer as provas. Mas é nos estados e municípios que a farra acontece. Falhas na organização e fraudes descaradas nas seleções locais pouco são divulgadas e quase nunca denunciadas e punidas, sobretudo no âmbito das cidades.

O goianiense Gustavo Aquino Jordão, 25 anos, por exemplo, está tendo dores de cabeça com dois concursos simultaneamente. Na Câmara municipal de Itumbiara, no interior do Goiás, o certame foi cancelado dois dias antes da realização. A seleção foi suspensa pelo Ministério Público do estado, conforme uma liminar publicado no portal da banca KLC Consultoria em Gestão Pública Ltda. Além do inconveniente da suspensão, sem data para nova prova, Gustavo nem sequer foi avisado pela empresa de que o exame não seria realizado.

“A organizadora publicou uma nota no site, não recebi e-mail nenhum. Se não tivesse entrado no portal, poderia ter viajado até Itumbiara à toa”, reclama Gustavo. Até o momento, não houve nenhum contato da banca, nem mesmo para explicar o motivo do cancelamento. “Não deram nenhuma satisfação”, conta o candidato. No certame do Tribunal de Contas do Estado de Goiás (TJGO), a seleção foi lançada sem cronograma. “A gente fica na insegurança, sem saber que dia vai sair o resultado. Ficamos perdidos”, diz. 

domingo, novembro 23, 2014

Uma história de esperança!


Casal homossexual de Brasília adota quatro irmãos pernambucanosProfessor da UnB, um deles conseguiu uma inédita licença-paternidade de 45 dias. Agora, os dois compartilham a história na esperança de incentivar outras pessoas a acolherem crianças mais velhas



Osmir (E) e  Carlos Eduardo com os filhos Felipe, 8 anos, Fagner, 6, Vitor, 4, e Vinícius, 2: incentivo para que outras famílias adotem crianças mais velhas (Paula Rafiza/Esp.CB/D.A Press.Brasil)
Osmir (E) e Carlos Eduardo com os filhos Felipe, 8 anos, Fagner, 6, Vitor, 4, e Vinícius, 2: incentivo para que outras famílias adotem crianças mais velhas


Um casal apaixonado que, ao longo de quase três décadas, construiu uma relação baseada no respeito e no amor e alimentou o sonho de ter filhos. Diante da impossibilidade de uma gravidez, eles resolvem partir para a adoção. Dez minutos depois de terem os nomes incluídos no cadastro que reúne as crianças abrigadas em todo o país, o telefone toca. “Era uma ligação de Pernambuco. A assistente social disse que tinha três irmãos disponíveis. Entramos em pânico. Desejávamos muito, mas, na hora que aconteceu, bateu o medo”, conta Carlos Eduardo dos Santos, 54 anos, professor da Universidade de Brasília há seis. 

Refeitos do susto, os dois procuraram a Vara da Infância local, onde se inscreveram e foram habilitados para a adoção, e começaram a providenciar a estrutura para receber os pequenos. Ao longo de 15 dias, conversaram com eles por telefone, trocaram fotos, arrumaram a casa e viram crescer a ansiedade em encontrá-los. Em 5 de dezembro do ano passado, Carlos Eduardo e o companheiro, Osmir Messora Junior, 53 anos, viajaram em busca dos tão esperados filhos. “Imagino que tenhamos vivido o mesmo sentimento dos casais que vão para a maternidade”, observa Osmir, com os olhos marejados. 



Logo ao chegarem ao fórum da cidade, mais uma surpresa. Um quarto irmão dos meninos, o pequeno Vinícius, 2 anos, também estava no abrigo, mas ainda não disponível para ser entregue a uma nova família. Apesar disso, os 15 dias que passaram com Felipe, 8, Fagner, 6, e Vitor, 4, foram mágicos e acabaram com um final feliz parcial. Eles trouxeram o trio para Brasília e deram entrada na papelada de Vinícius.

quarta-feira, novembro 19, 2014

Blindagem no Legislagtivo


Deputados distritais insistem em manter blindagem na CasaLíderes de bancada se reúnem e mantêm os projetos que dificultam denúncias e investigações contra eles. Nenhum parlamentar quer assumir a autoria das propostas corporativistas. Dois deputados entram na mira do Tribunal de Justiça do Distrito Federal.

sábado, setembro 27, 2014

ENEM 2014


Estudantes devem se organizar para fazer o Enem; confira algumas dicasPlanejamento é fundamental para enfrentar a rotina de preparação ao Enem, em 8 e 9 de novembro. A prova de matemática deve receber atenção especial.

segunda-feira, setembro 08, 2014

Evangélicos versus católicos


Disputa política deste ano tem 39 religiosos em busca dos votos dos fiéisTodos defendem a "família tradicional" e fazem da luta contra o aborto e contra o casamento civil homossexual bandeiras firmes


Historicamente, religião e política caminham juntas. No Distrito Federal, os votos de 2,2 milhões de brasilienses católicos e evangélicos são disputados até mesmo dentro das instituições religiosas, um claro flagrante de desrespeito à Lei Eleitoral. Com meta traçada e pleitos bem definidos, os seguidores da doutrina protestante planejam ocupar 25% das vagas da Câmara Legislativa, ou seja, seis das 24 cadeiras. Já a vertente católica é menos incisiva. Os representantes pregam o voto consciente e negam haver uma meta de ampliação representativa no Poder Legislativo.

Este ano, os evangélicos lançaram pelo menos 30 candidatos. Desse total, 25 disputam o mandato de deputado distrital. Entre os católicos, há pelo menos nove na disputa, sendo que seis pretendem ocupar vagas na Câmara legislativa (veja quadro). O cenário nacional deve impulsionar a primeira corrente. Isso porque Marina Silva (PSB), da Assembleia de Deus, lidera as intenções de voto à Presidência, segundo pesquisas recentes.

Para garantir os votos do rebanho, não há regras rígidas entre os evangélicos. O líder de cada templo define se o candidato pode fazer campanha durante o culto, se é expressamente proibido ou se ele pode subir no púlpito para fazer uma oração, explica o presidente do Conselho de Igrejas e Pastores Evangélicos do Distrito Federal e Região Metropolitana, pastor Antônio Nascimento. Já a Igreja Católica não permite campanha dentro das instituições religiosas (leia Palavra de especialista).

Constitucionalmente, o Brasil é um Estado laico. Assim, deve respeitar todos os credos e também o ateísmo. E mais: em qualquer dos três Poderes — Executivo, Legislativo ou Judiciário —, não é permitido que as decisões sejam norteadas por dogmas religiosos (leia Para saber mais). No horário eleitoral gratuito, os evangélicos defendem a “família tradicional” e são contrários a qualquer tipo de aborto. As bandeiras são praticamente as mesmas no DF. Um pastor citou a luta dos candidatos fiéis eleitos em outubro. “A missão deles é promover a regularização dos templos religiosos, defender a família tradicional e a ética na política.” Perguntado sobre o que é família tradicional, o pastor esclarece: “somos contra o homossexualismo, contra qualquer tipo de aborto e contra a pedofilia”.