Imóveis e seguro.Interessados em comprar um imóvel devem pesquisar os tipos de seguros mais interessantes para sua necessidade. O relativo crescimento do mercado imobiliário na Amazônia Ocidental é um movimento importante para a atividade seguradora, diz o vice-presidente da Fenacor e presidente do Sincor RO/AC, Geraldo Ramos. À medida que edifícios de todo tipo pipocam em Porto Velho e em Rio Branco, surgem novas demandas por proteção, desde o momento da incorporação do terreno até depois da entrega do bem, quando a lei impõe aos edifícios em condomínio a contratação de seguros obrigatórios que, se não forem feitos, podem colocar o patrimônio do síndico para responder pelos prejuízos. Ronseg, corretora de seguros.
segunda-feira, maio 31, 2010
Geraldo Ramos alerta sobre seguro saúde
Comparar planos é vital na hora de contratar um seguro saúde.Cliente também deve levar em conta o valor do reembolso que cada empresa oferece.Cirurgia na coluna: R$ 150 mil. Pequena dose de remédio para câncer: R$ 8 mil. Um dia internado na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI): R$ 5 mil. Consulta ginecológica: R$ 150. Calcular quanto uma pessoa gasta com saúde durante a vida é impossível, segundo especialistas. Mas alguns números como os que abrem esta reportagem mostram que algumas despesas são altíssimas. E confirmam a importância de ter um plano de saúde, uma vez que o serviço público, no País, é precário.A adesão a planos de saúde (sejam os administrados por seguradoras, como Bradesco; ou por operadoras, como Amil) cresce a taxas expressivas no País. Segundo dados da Agência Nacional de Saúde (ANS), são cerca de 42,9 milhões de planos ativos hoje, para uma população de quase 200 milhões de habitantes. "Não é possível bancar os gastos com saúde, apenas aqueles que são ricos, mas ricos mesmo. Os serviços privados são muito caros", diz o vice-presidente da Fenacor e presidente do Sincor RO/AC, Geraldo Ramos. A opinião de membros da diretoria do Sincor e de outros especialistas consultados pelo blog é unânime em relação à adesão aos planos de saúde."Se dá para pagar, não há por que não ter plano de saúde", reforça.Na hora de contratar. É importante estar atento a alguns pontos na hora de contratar o plano. Por exemplo, para quem tem interesse em frequentar médicos que não estão na lista credenciada das empresas, é mais interessante, segundo a ANS, contratar um seguro saúde. "Nessa modalidade há reembolso",diz. É importante olhar no contrato o valor do reembolso proposto pela seguradora. "A empresa vai reembolsar o valor pré-acordado e não necessariamente ele será equivalente ao serviço prestado pelo médico", explica. No caso de fazer um plano de saúde com uma operadora, é importante observar a lista de médicos, hospitais e os laboratórios credenciados. "Afinal, a pessoa vai depender desses nomes para ser atendido."Comparar os preços e os médicos credenciados é outra recomendação. "É preciso comparar mesmo. Colocar lado a lado os preços e os serviços oferecidos, além de, lógico, ficar de olho no tempo de carência", recomenda.
quarta-feira, maio 26, 2010
Previdência para menores ganha espaço, alerta Sincor RO/AC
O desejo de garantir no futuro os recursos necessários para financiar a educação dos filhos faz com que a previdência para crianças se consolide como uma das opções de investimento. As captações nesses planos crescem a taxas elevadas ano a ano e mais do que quintuplicou entre 2004 e 2009. Parte dessa expansão é explicada pelo fato do produto ser relativamente novo no Brasil e, consequentemente, ter uma base menor, o que facilita crescimentos elevados. No entanto, apesar do efeito estatístico, as seguradoras e entidades de previdência privada de fato apostam nesse segmento como um instrumento para atração de novos investidores, afirmou o vice-presidente da Fenacor e presidente do Sincor RO/AC, Geraldo Ramos. Ronseg, corretora de seguros..
Geraldo Ramos intensifica campanha contra acidentes de trânsito e em defesa da população
O vice-presidente da Fenacor e presidente do Sincor RO/AC, Geraldo Ramos, e diretoria, numa ação dinâmica e constante, vêm intensificando em Porto Velho e em Rio Branco - Amazônia Ocidental - parcerias com hospitais de urgência e emergência - hospital João Paulo II e Polícia Militar. Hoje (26) o Sincor RO/AC fez proferir palestra a dezenas de pacientes e servidores da rede de saúde subordinado ao importante tema: seguro obrigatório DPVAT. Segundo Geraldo Ramos, com base em dados oficiais, este ano, no período de janeiro a maio, Porto Velho atingiu a triste estatística de 3.012 casos de acidentes de trânsito. Ronseg, corretora de seguros.
terça-feira, maio 25, 2010
Seguradoras têm inovações para clientes, explica Geraldo Ramos
As seguradoras de automóveis estão investindo em inovações como ferramentas para atrair e fidelizar clientes. A Generali Brasil Seguros ampliou o serviço de Emergência 24 Horas que agora inclui com táxi e motorista substituto, em caso de acidente. Os segurados também contam com o Generali Speciale, que engloba Assistência Residencial, Assistência Pet e Gestão Funeral. “Os serviços foram reforçados e ampliados para amparar o cliente na hora mais difícil e que ele mais precisa de ajuda”, conta o vice-presidente da Fenacor e presidente do Sincor RO/AC, Geraldo Ramos. Até o dia 31 de maio, a Bradesco Auto/RE oferece descontos especiais às seguradas do Bradesco Seguro Auto Mulher. No mês em que se comemora o “Dia das Mães”, a segurada terá desconto em serviços na Rede Carglass e atendimento gratuito no reparo de vidro nas unidades do Bradesco Auto Center. Há também uma série de serviços diferenciados com desconto de 20% como troca de palhetas (veículos nacionais), aplicação de window-film, troca de vidros para aquelas que tiverem optado por cláusula de reparo. Ronseg, corretora de seguros.
segunda-feira, maio 24, 2010
sexta-feira, maio 21, 2010
ACV conquista liminar contra empresas
A Associação Cidade Verde de Defesa do consumidor (ACV) conseguiu liminar na Justiça contra City Lar, Liberatti, Gazin, Romera, Bemol e Utilar. O juiz entendeu que as empresas anunciavam produtos em parcelas mensais, mas não diziam o valor total da venda a prazo. Liminar concedida na quarta-feira (20) pela 1ª Vara Cível de Porto Velho (RO) determinou a seis gigantes redes de lojas de eletrodomésticos e móveis que atuam no estado a retirarem de circulação todos os panfletos e propagandas em veiculação que estejam em desacordo com o Código de Defesa do Consumidor. São elas: City Lar, Liberatti, Gazin, Romera, Bemol e Utilar.Para decidir pela liminar, o juiz Jorge Luiz dos Santos Leal entendeu que as empresas anunciavam produtos em parcelas mensais, mas não diziam o valor total da venda a prazo e nem os juros embutidos, o que contraria dispositivos do Código de Defesa do Consumidor e do Decreto n° 5.903/06.A ação civil pública foi movida pela Associação Cidade Verde (ACV) no dia anterior, a qual apresentou filmagem de propaganda veiculada na TV, além de várias fotos das propagandas nas lojas. O magistrado considerou que “a finalidade é dar clareza à propaganda, evitando que consumidores sejam induzidos a erro pelas parcelas supostamente baixas”. As lojas têm até cinco dias para retirarem os comerciais, sob pena de multa de 500 reais por cada publicidade.Ainda segundo a decisão, as empresas terão que adequar o seu sistema de publicidade, inclusive o tamanho da letra que indica o valor total a prazo do produto e a taxa de juros cobrada deverá ter pelo menos metade do tamanho da letra que indica as parcelas mensais.O advogado da ACV, Gabriel Tomasete, explica que “a associação vivencia a revolta e indignação de centenas de cidadãos que são ludibriados por publicidades enganosas e depois não conseguem honrar aquelas compras. São iludidos com a imagem das ‘suaves’ prestações mensais”. A decisão vale também para as propagandas na rádio, televisão e internet. Parte das empresas possui sites acessados por consumidores de todo o país e estes também possuíam, na maioria, propagandas enganosas. Paulo Xisto, coordenador da ACV, comemorou o feito e garantiu que “serão movidas outras ações com o mesmo objeto contra empresas que insistirem em utilizar táticas de venda que acabam enganando os consumidores”. Xisto conclamou os consumidores a dizer um basta às estas práticas, denunciando as lojas que continuarem os enganando.Essas gigantes do ramo de eletrodomésticos e móveis estão na maioria dos estados brasileiros. Somente a Gazin, tem mais de 150 filiais nas operações de varejo. A City Lar está presente em 14 estados. Já a Bemol possui 16 lojas de departamentos. A Liberatti tem lojas em quatro estados. Os dados informados foram consultados nos respectivos portais corporativos.Vitórias do consumidor. A Associação Cidade Verde, que atua desde 1998 na defesa dos consumidores de Rondônia, garante com esta liminar a sua terceira vitória judicial em relação às propagandas enganosas. Em 2005, a empresa de telefonia celular Vivo foi condenada a retirar publicidade de outdoor localizado na frente da sua matriz no estado. Já em 2007, a mesma rede City Lar teve que retirar do ar propaganda televisiva enganosa, além dos cartazes afixados nas lojas contrários à lei. Outra vitória de destaque foi a Ação civil pública, inédita a nível nacional, proposta contra sete bancos de Porto Velho, os quais foram obrigados a propiciar atendimento imediato aos idosos, construir banheiros e fornecer água aos usuários. Os bancos recorreram ao Tribunal de Justiça de Rondônia no fim do ano passado. Na ocasião, a Justiça acolheu a tese de Tomasete com fundamentos no Estatuto do Idoso e determinou que os mesmos sejam sempre os próximos a serem atendidos (tão logo desocupe qualquer caixa), independente de fila preferencial. Gabriel argumenta que as filas preferenciais na capital estão tão “lerdas” quanto as demais.
Geraldo Ramos diz que Fenacor não apoia regulamentação do agente de seguros
A Fenacor, admitiu seu vice-presidente, Geraldo Ramos, presidente do Sincor RO/AC, divulgou comunicado esclarecendo que “não apoia a regulamentação da figura do agente de seguros”.A nota explica que, quando a Fenacor foi procurada por dirigentes do Clube Vida em Grupo do Rio de Janeiro (CVG-RJ), no início do ano, ficou acordado que a federação apoiaria “somente a regulamentação de prepostos dos corretores de seguros”, através de resolução do CNSP, com base, inclusive, na Portaria 3.581/2010 da Susep, que constituiu grupo de trabalho com essa finalidade específica.De acordo com a Fenacor, nessa reunião, debateu-se, ainda, sobre o papel dos “angariadores de seguros”, que, para a federação, são os próprios corretores de seguros e, também, seus prepostos, “conforme artigos 1º e 12 da Lei nº 4.594/64”.O comunicado traz ainda o teor desses dois artigos, quais sejam:“Art. 1º O corretor de seguros, seja pessoa física ou jurídica, é o intermediário legalmente autorizado a angariar e a promover contratos de seguros, admitidos pela legislação vigente, entre as Sociedades de Seguros e as pessoas físicas ou jurídicas, de direito público ou privado.”“Art. 12. O corretor de seguros poderá ter prepostos de sua livre escolha bem como designar, entre eles, o que o substitua nos impedimentos ou faltas.”
quinta-feira, maio 20, 2010
terça-feira, maio 18, 2010
América espanhola
Reproduzimos esta entrevista que Daniel Ulanovsky Sack fez com Tulio Halperin Donghi para o jornal Clarín, em fins de 1997. Tulio Halperin Donghi teve o destino que perseguiu a muitos intelectuais argentinos: abandonar uma nação que a partir da Noite dos Bastões Largos do general Onganía impôs uma ordem vertical e sem dissenso nas universidades. Clima ruim para um historiador especializado nas lógicas políticas e nas raízes institucionais do país. Assim, há trinta anos, Tulio Halperín Donghi vive nos Estados Unidos, onde é professor emérito da Universidade da Califórnia, em Berkeley e figura como principal quadro do Departamento de História Latinoamericana.Quando da independência da América Espanhola havia a idéia de integração latino-americana?THD – A América Espanhola era vista como uma unidade: todas as regiões haviam se desgarrado da metrópole quando Napoleão invadiu a Espanha e prendeu Fernando VII. Nas colônias foi necessário organizar o governo local de outra maneira, e num primeiro momento se teve uma perspectiva continental. Se se analisa as propostas de Mariano Moreno para realizar um congresso americano, dá-se conta de que ela incluía os territórios dos vice-reinados. Esta idéia, elaborada em 1810, sequer teve início e já dois anos mais tarde, no que em seguida passaria a ser o Hino Nacional Argentino, chamavam-se de Províncias Unidas del Sur e da Nova e Gloriosa nação. Já não se fazia referência a toda a América Hispânica, mas ao antigo vice-reinado do Rio da Prata.O que aconteceu em apenas dois anos, para que a idéia da união fosse abandonada?THD – Surgiu uma alternativa que encarnava a realidade de uma maneira mais clara. As revoluções americanas tinham ocorrido através de focos separados em cidades distintas, ilhados e, amiúde, entre eles. Estes focos foram assumindo identidade própria nas guerras contra a coroa e em pouco tempo se constituíram em unidades geográficas que depois dariam na formação das nações independentes.Esta explicação serve para entender por que a América Hispana tanto se atomizou, à diferença da anglo-saxã, que restou constituída em dois grandes países?THD – Não diria que a atomização foi tão grande. No esquema administrativo espanhol não existia uma unidade [burocrática] para as colônias, mas entidades separadas entre si, cada uma vinculada a uma metrópole. Os laços mais fortes se construíam com a Europa e não entre os vice-reinados. Dito isso, reconheço que algumas zonas se fragmentaram, como foi o caso da América Central e do vice-reinado de Nova Granada, do qual surgiram Equador, Colômbia e Venezuela. Mas a unidade desse vice-reinado havia sido muito débil já na época colonial.E o Rio da Prata?THD - Aqui houve uma atomização real, cuja razão não é mistério algum e está ligada à incapacidade do foco revolucionário de Buenos Aires para incluir o Alto Peru de forma sólida.Os portenhos desprezavam essas zonas que pareciam afastadas e fora do alcance modernizador do porto?THD – Não, essa interpretação é insustentável. É certo que em Buenos Aires não existia nenhuma simpatia pelos altoperuanos. Mas ao mesmo tempo a vontade de controlar as minas de prata e da região se impunham a qualquer outro sentimento. Os dirigentes revolucionários do Rio da Prata tentaram três vezes se apoderar do Alto Peru.Antes perguntei se a América Latina havia se atomizado. Agora inverto o sujeito: por que a América saxã se integrou?THD – No momento em que as colônias inglesas que formaram os Estados Unidos se uniram, ocupavam um território muito menor e menos povoado que o da América Hispânica. O mesmo se passava com a população; eram apenas 3 milhões de pessoas e só no território do México habitavam o dobro de pessoas. Além do mais, para sua guerra de independência tinham criado uma autoridade acima dos distintos estados, e isso já formou um precedente. Quando essa união começou, contudo, a situação do país era bastante precária. Depois foram se conseguindo muitos êxitos até se converterem na primeira potência do mundo.E a América Latina, como era o projeto de integração sustentado por Bolívar?THD – Mais que uma confederação entre os diversos estados, buscava uma aliança permanente, mas bastante frouxa, com um protetor externo que devia ser a Inglaterra. Bolívar advertiu que com a independência dos territórios americanos e o triunfo dos focos revolucionários havia perdido certa ordem da época colonial que tratou de regenerar. Foi um momento bastante conservador de sua vida.De que maneira queria conseguir essa aliança permanente entre os novos estados?THD – Bolívar tinha ganhado influência numa grande reigão da América. A base desse poder estava no predomínio militar, através dos exércitos que lhe eram subordinados, dirigidos – em grande medida – por oficiais chegados de diferentes regiões. O mesmo Bolívar dizia que a independência do Equador tinha sido, na realidade, sua conquista pelos militares do antigo vice-reinado de Nova Granada, com sede em Bogotá. Mas as cúpulas desses exércitos terminaram desregrando-se: terminava sendo muito custoso mantê-las e os chefes queriam regressas a suas terras. Dessa maneira, a coluna vertebral do projeto se enfraqueceu.San Martin tinha algum postulado sobre a união Hispanoamericana?THD – Em geral se conhece seu pensamento a partir da interpretação feita por Mitre. Dado que em San Martin faltava um projeto iberoamericano, Mitre interpretou que ele tinha defendido uma idéia alternativa, baseada em pátrias nacionais. A partir dessa visão, supõe-se que as ações de San Martin fora do território nacional tiveram como missão principal a defesa da independência argentina e, em especial, a eliminação da ameaça da realeza. De certa forma isso era certo, mas se se pesquisa nos textos de San Martin vê-se que a liberação do resto da América também aparecia como um objetivo. Em uma coisa, porém, Mitre tinha razão. San Martín não deixou nenhum testemunho sobre a necessidade de uma América hispânica unida.Se avançarmos na história, quando e de que maneira se volta a falar de uma política integradora?THD – Eu mencionaria um movimento que começou em fins do século passado, vinculado ao que, sem qualquer intenção pejorativa, denominava-se de projetos imperialistas. A partir dessa idéia, as grandes potências constituíam zonas de influência sobre a base do predomínio econômico e, às vezes, político. O sonho de toda nação poderosa era unir toda a sua zona com um trem (ferrocarril). Assim, a Grã Bretanha tinha um projeto de estender ferrovias do Cairo até a Cidade do Cabo; a Alemanha, de Bergim a Bagdá e nos Estados Unidos um líder do partido republicano da época propôs construir vias que atravessassem toda a América e chegassem até o Cabo Horn.Unidos ou dominadosMais do que uma integração, essa idéia tendia a construir uma América liderada pelos Estados Unidos.THD – É que já se refletia a nova estrutura de poder. No entanto, essa proposta encalhou logo no início em benefício de uma outra muito mais burocrática: a União Panamericana, que teve realizações modestas mas que abriu numerosos postos de trabalho para diplomatas, talvez tenha sido essa sua grande virtude. Esta união conseguiu uma tarifa de franquia preferencial para todo o continente. Porém, enquanto os Estados Unidos se esforçavam para acentuar seu papel, na América Latina uma idéia de solidariedade frente ao seu avanço, às vezes agressivo e violento, como foi a guerra com a Espanha pela ilha de Cuba.Esta solidariedade era retórica ou se lhe dava um marco institucional?THD – Bom...era feita de gestos. Não se falava de unificação política, nem sequer de confederação entre os países da América Latina. Mas durante essa guerra houve vários atos em Buenos Aires de adesão a Espanha: consideravam-na a única alternativa à norte-americanização da ilha. Nesses reuniões havia muitos intelectuais, e Paul Groussac, o diretor da Biblioteca Nacional em fins do século passado chegou a participar.Se nos adiantarmos umas décadas, vemos que Perón dizia que no ano 2000 iríamos nos encontrar unidos ou dominados. Ele se referia a América Latina?THD – O pensamento de Perón é um enigma no qual não pretendo entrar.Anime-se...THD – Perón era um homem de enorme inteligência mas não um pensador original nem um criador de ideologia. Continuou uma postura muito argentina de disputar a liderança da América Latina com os Estados Unidos. Essa confrontação era bastante antiga. Roque Sáenz Peña já sustentava a idéia da América para a humanidade como forma de contrapor a “América para os americanos”, que os Estados Unidos defendiam. Como nessa época a Argentina estava bastante mais desenvolvida que o resto da América Latina, era comum que víssemos como barreira regional a hegemonia de Washington.A Idéia de Perón de disputar a liderança dos EUA foi só discursiva?THD – Houve algo mais que retórica. Mas encontramos algo curioso. Perón reforçou essa visão de estender a influência argentina no momento em que decidiu aproximar-se dos Estados Unidos. Isso tem lógica: seu avanço só seria tolerado se fosse visto dentro de um marco de predisposição amistosa.Uma espécie de sub-liderança?THD – Menos que isso, era algo mais informal. De todo modo, a Argentina peronista era confusa: reunia simpatias em setores da esquerda latino-americana enquanto que as forças progressistas do próprio país lhe eram adversárias.Em que se baseava essa simpatia conquistada no exterior?THD – Na certa independência que exibia. Mesmo em seus momentos mais pro-norteamericanos, Perón observava certos limites em seu alinhamento com Washington. Os mexicanos atuavam de forma similar: não confrontavam nos temas centrais mas eram pródigos em gestos que ilustravam uma independência formal. Assim, pouco antes da invasão de 1954, ao regime de Arbenz na Guatemala, realizou-se uma reunião dos países americanos onde se votou uma resolução hostil à presença de qualquer regime influenciado pelo comunismo no continente. Houve só um voto contra – da mesma Guatemala – e duas abstenções: a argentina e a mexicana. Inclusive, depois da Revolução Libertadora, a revista Sur, de Victoria Ocampo, publicou um artigo onde se reconhecia a simpatia que Perón havia ganhado na Guatemala, fato que nunca deixou de surpreender aos intelectuais locais.Já na atualidade, como você analisa o processo de integração do Mercosul e, vendo mais além, as iniciativas de criar a zona de livre comércio continenal?THD – O Mercosul se dá como resultado da necessidade mais do que como corolário de uma evolução ideológica. E partilha uma lógica com a iniciativa estadunidense de livre comércio: são projetos que abrem novos espaços mas ao custo de se fechar para outras áreas do mundo. Os discursos atuais têm algo de contraditório: fala-se da globalização e da abertura externa mas se potencializam as idéias que fortalecem os blocos regionais. Parece-me demasiado cedo para que um historiador diga o que vai acontecer; por ora só observo o paradoxo.Publicado originalmente no Clarín, 14 diciembre 1997Tradução: Katarina Peixoto
Susep estuda normas para agente admite Geraldo Ramos
Grupo de trabalho da Susep estuda normas para agentes. A regulamentação do agente de seguros de pessoas já está sendo analisada por grupo de trabalho formado pela Susep para tratar exclusivamente desse assunto. Segundo Geraldo Ramos, da Fenacor e Sincor RO-AC, a proposta não foi esquecida pela autarquia. “Analisa-se a sua viabilidade”, revelou.
segunda-feira, maio 17, 2010
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