quinta-feira, janeiro 05, 2012

Charge


Globeleza 2012

Aline Prado. Foto: divulgação

quarta-feira, janeiro 04, 2012

Discurso do secretário de Educação

DISCURSO PROFERIDO PELO SECRETÁRIO DE ESTADO DA EDUCAÇÃO, JÚLIO OLIVAR, NO PALÁCIO PRESIDENTE VARGAS, SEDE DO GOVERNO DO ESTADO, EM NOME DE TODOS OS SECRETÁRIOS DE ESTADO, EM COMEMORAÇÃO DOS 30 ANOS DE EMANCIPAÇÃO DE RONDÔNIA.

Senhor Governador,
 
Senhores Deputados,
 
Senhor Presidente do Tribunal de Justiça,
 
Senhores Secretários de Estado e demais autoridades civis e militares:
 

O MOMENTO É DE CIVISMO
Rondônia festeja nesse quatro de janeiro 30 anos de emancipação político-administrativa. Mas essa história começa lá atrás, com os desbravadores, com aqueles que deram identidade brasileira a este rincão, que fincaram a nossa bandeira numa fronteira então inóspita, disputadíssima.O Estado cresce continuamente graças ao povo rondoniense, seja de nascimento ou de coração.Rondônia, querido estado amazônico, que abriga seus filhos e os de outras regiões de braços abertos, ofertando o que tem de melhor a fim de garantir uma vida próspera e feliz aos que dessa terra dependem. Rondônia: terra de índios, de caboclos, de figuras míticas... Rondônia Diversa, tradicional e ao mesmo tempo contemporânea, a mercê de tantas descobertas sobre si mesma... De suas riquezas que vão além dos indicadores econômicos, que vão além dos gráficos frios... Rondônia é a terra da gente, do nosso coração!RONDÔNIA: CANAÃ, TERRA PROMETIDA DE TANTOS E TANTOS QUE AQUI APORTAM EM BUSCA DE PÃO, TERRA, TRABALHO, VIDA NOVA... E DA VIDA EM ABUNDÂNCIA ENUNCIADA NAS ESCRITURAS SAGRADAS.Povo guerreiro e trabalhador, buscando apenas ser aceito e respeitado.Rondônia desponta como um dos mais promissores pólos de desenvolvimento da atualidade. A última década registra no Estado um crescimento acima da média nacional, revelando sua imensa potencialidade produtiva, envolvendo setores da indústria, comércio e prestação de serviços.Enfim, Rondônia comemora 30 anos de Emancipação. E a educação não pode faltar neste momento histórico.Em 2012 continuam a ser executadas ações de melhoria que visam ampliar a qualidade do ensino e iniciam-se muitos projetos novos para melhorar a Educação em Rondônia. Permanece a esperança renovada em tempos melhores para o nosso querido (e jovem) Estado.Ações inovadoras serão efetivadas como o novo plano de carreira, cargos e remuneração para os trabalhadores da educação; a climatização de todas as salas de aula, a implantação da educação em tempo integral moldada pelo pensamento de Anísio Teixeira e Darcy Ribeiro; queremos em 2012 a realização dos maiores jogos escolares da história, mas sem as gastanças aviltantes de outrora; queremos e faremos a implantação do ensino médio renovador com a diretiva do amigo de Rondônia, Mangabeira Unger; queremos a construção de novas escolas, reformas e ampliações das unidades escolares, construções de quadras cobertas e mais qualidade e melhorias nas condições de trabalho de nossos docentes e qualidade no ensino para os nossos alunos. Essas são algumas das ações que o governo do Estado que já inicia o novo ano pensando e executando, sem parar.A meta do Governo Confúcio Moura é motivar os rondonienses a conhecerem sua história social e política, na busca de melhorar o nível de compreensão dos problemas conjunturais que nos cercam e buscar alternativas para dias melhores para todos.Esta data memorável dos 30 anos de Rondônia é um resgate das nossas origens e serve de parâmetro para iniciativas que objetivam o desenvolvimento atual e futuro do nosso imenso, querido e riquíssimo Estado de Rondônia.Creio que Rondônia evoluiu muito nesses anos. Porém, ainda há muito trabalho a ser realizado. Sou otimista. Acredito no futuro e com a força de Deus e de nosso povo, poderemos fazer de Rondônia um estado ainda melhor.Nesta data especial, quero reafirmar meu compromisso com o Governo do Estado de Rondônia e com a Secretaria Estadual de Educação em continuar trabalhando para melhorar a vida de nossa gente, e contribuir para que estas mudanças tão aguardadas por todos nós ocorram de fato e coloquem Rondônia como bom exemplo de práticas na educação.É assim que queremos ver Rondônia nas manchetes: um estado da cooperação em ação. Um estado rico porque tem produção agrícola, fartura mineral, água, usinas hidrelétricas... mas, sobretudo, rico porque tem um povo educado, forjado na honestidade e na busca sincera e honrada por dias melhores; povo que tem orgulho de sua condição de RONDONIENSE, que faz tremular a bandeira do Estado e canta o Hino mais emocionante desta Patria: Céus de Rondônia. Parabéns, senhoras e senhores! Somos co-responsáveis pela história que será deixada para as futuras gerações.Parabéns, Rondônia, e conte sempre com a força da Educação para melhorá-la a cada dia.  Parabéns aos professores, alunos e pais por esse dia cívico que nos emociona e aviva em nós o sentido de ser rondoniense. Parabéns a todos os secretários de Estado e partícipes em geral do Governo Confúcio Moura por acreditarem na sedimentação da nossa identidade rondoniense, promovendo a distribuição de renda, de saber, de paz e de alegria a todos que vivem sob o azul do céu de Rondônia cantando em nosso hino.Júlio Olivar, secretário de Estado da Educação.

Mercado tem mais corretores em plena atividade, diz Geraldo Cavalcante


Dados da Fenacor indicam que o número de corretores de seguros em plena atividade no mercado brasileiro atingiu, esta semana, a marca de 70.269 profissionais e/ou empresas. É a primeira vez desde 2005 que foi superado o patamar de 70 mil corretores em atividade. No final daquele ano, 73.653 profissionais atuavam no País, sendo 53.050 pessoas físicas e 20.603, jurídicas. O diretor da Fenacor, Geraldo Cavalcante informa que, hoje, o consumidor brasileiro pode contar com os serviços de 45.993 corretores pessoas físicas ou de 24.276 empresas.

terça-feira, janeiro 03, 2012

Jornalistas e fontes se encontraram no final do ano em BSB


Para o leitor comum, do dia-a-dia da imprensa, não é fácil imaginar como são as relações entre os jornalistas e as fontes que garantem as informações para a produção das notícias que saem dos tribunais de Brasília e serão assunto do dia ou da semana. Afinal, na rotina dos fatos, jornalista costuma ser espectador e não personagem da cena. Ao menos em tese. Pelo quinto ano consecutivo, contudo, graças ao ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, repórteres encarregados da cobertura jornalística foco deste site se reúnem no mesmo plano para confraternizar às vésperas da virada do ano, mas, claro, sem esquecer o trabalho (Na foto, o ministro Dias Toffoli interrompe a conversa com os jornalistas para atender telefonema de repórter da Folha).
Lewandowski atende Recondo (Estadão), vigiado por Seligman (Folha) - 02-01-2012 [ConJur]
Ricardo Lewandowski atende Felipe Recondo sob vigilância de Felipe Seligman

O prato de entrada da festa foi o mensalão. Como os jornais do dia vociferavam pragas diante da possibilidade de prescrição no caso, o assunto durou até que se soube da liminar assinada pelo ministro Ricardo Lewandowski, que proibiu o Conselho Nacional de Justiça de quebrar sigilos bancário ou fiscal de juízes. Não demorou e o próprio ministro chegou para explicar sua decisão. Já estavam por ali os ministros do Superior Tribunal de Justiça Luis Felipe Salomão, Marco Aurélio Bellizze e Antônio Carlos Ferreira, que dividiram a mesa com o secretário da Reforma do Judiciário do Ministério da Justiça, Marcelo Vieira de Campos, e jornalistas que se revezavam nas cadeiras disponíveis.
Bellizze, Ferreira, Salomão e Lewandowski - 02-01-2012 [ConJur]
Marco Aurélio Bellize, Antônio Carlos Ferreira e Luis Felipe Salomão do STJ ao lado de Ricardo Lewandowski do STF

O decano na cobertura do STF, Luiz Orlando Carneiro, do Jornal do Brasil — um dos poucos jornalistas que o ministro Cezar Peluso recebe despreocupadamente — cercado por repórteres menos escolados que costumam procurá-lo para aproveitar sua experiência, mergulhava num raciocínio em torno do momento em que a AMB ingressou com o pedido contra o CNJ. Baseado na informação que a repórter Débora Zampier (Agência Brasil) acabava de trazer — que a ministra Cármen Lúcia poderia assumir a Presidência do tribunal até 10 de janeiro — Luiz Orlando questionava se os advogados Pedro Gordilho e Alberto Pavie não teriam se aproveitado dos indícios já dados pela ministra contra as ousadias do CNJ.
Filó (TV Globo), Luiz Orlando (JB), Mariângela (Estadão) e Seligman (Folha) - 02-01-2012 [ConJur]
Mariangela Gallucci, Luiz Orlando Carneiro, Filomena Paixão e Felipe Seligman

Claro, a cogitação evaporou quando o repórter Rodrigo Haidar esquentou o jantar, com a notícia da liminar de Lewandowski. Com a naturalidade discreta a que estão habituados, os jornalistas imediatamente sacaram de seus celulares para informar os veículos onde trabalham da novidade que ocuparia as primeiras páginas dos jornais na semana que se seguiu. Com a chegada de Lewandowski, acompanhado de seu escudeiro, Manoel Carlos de Almeida Neto, secretário-geral da Presidência do TSE, a notícia ficou completa.
Marcelo Vieira (MJ), Rodrigo Haidar (ConJur) e Diego Abreu (CBz) - 02-01-2012 [ConJur]
Marcelo Vieira do Ministério da Justiça, Rodrigo Haidar e Diego Abreu

O grupo Globo foi o mais presente no jantar. Compareceram o , Sérgio Fadul, chefe da sucursal do jornal em Brasília; Francisco Leali; Diana Fernandes; Gerson Camarotti e Filomena Paixão, a Filó, da produção do Jornal Nacional. A Folha de S.Paulo esteve lá com Fernando Rodrigues, Valdo Cruz, Felipe Seligman e, por telefone, Mônica Bergamo. Mais Felipe Recondo, Mariangela Gallucci e Vera Rosa (Estadão); Ana Flor, que acaba de trocar a Folha pela Reuters; Eumano Silva, diretor da revista Época em Brasília; Diego Abreu, do Correio Braziliense; Denise Bacoccina, da revista Istoé Dinheiro; do bloco dos assessores: Joyce Russi e Layrce Lima (STF), Renato Parente (TST) Samuel Figueiredo, da F7; Sérgio Amaral, ex-chefe de imprensa do STF, e o diretor da Associação Nacional dos Jornais, Ricardo Pedreira.  Dos jornalistas que cobrem regularmente o STF faltou Juliano Basile, do Valor. 
Camarotti (Globo), Denise Baccocina (Dinheiro) e Toffoli. - 02-01-2012 [ConJur]
Sergio Camarotti e Denise Bacoccina, com o anfitrião, Dias Toffoli

Jefferson Guedes, que esteve na AGU à época em que Dias Toffoli comandou a instituição e hoje é vice-presidente jurídico dos Correios, conferia projeções com o principal analista das atividades do Congresso, Antônio Augusto Queiroz, diretor do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap).
Toffoli e Lewandowski conversam com Sérgio Fadul (Globo) e Eumano Silva (Época) - 02-01-2012 [ConJur]
Dias Toffoli e Lewandowski conversam com Sérgio Fadul
Os ministros do STJ, em uma roda da qual participava Lewandowski, ouviram em silêncio a opinião de um jornalista para quem o Mensalão tem muito de circo e pouco de substância. Eles estavam mais interessados na tecnologia de gestão que tornou famoso o gabinete de Lewandowski, pela operacionalidade e eficiência. O ministro marcou com eles uma visita para mostrar como a coisa funciona na prática. E fez uma revelação: quando assumir o comando do CNJ pretende criar um modelo de certificação própria para o Judiciário brasileiro — e explicou como isso é possível.
O anfitrião, Toffoli e Ana Flor, agora na Reuters - 02-01-2012 [ConJur]
O aniftrião Dias Toffoli e a jornalista Ana Flor

Alguém falava com o ministro Marco Aurélio ao telefone e concordava que o CNJ não tem estrutura nem pessoal suficiente para substituir todas as corregedorias do país. E mais: que tirar a responsabilidade das corregedorias seria institucionalizar a atrofia desses órgãos, ou seja: um erro rotundo. O tipo de opinião que um jornalista não escreve. Aliás, os leitores comuns talvez estranhassem a cordialidade e a concordância de um jornalista conversando com sua fonte, em contraste com a agressividade estampada nos textos jornalísticos. Primeiro porque, conforme ensinam os mais velhos, repórter não discute com a fonte nem briga com a notícia. Segundo porque a técnica do jornalismo vigente não comporta nuances nem as complexidades da vida real na hora de escrever a notícia.Exemplo disso é o contraste entre a imagem do ministro Joaquim Barbosa, projetada nas notícias, e a opinião que se colhe dele em ocasiões como essa. Personagem periférico nas conversas, por se ter esquivado da decisão que deixou o colega Lewandowski em saia justa, a visão que se tem de Barbosa é a de alguém num beco sem saída. E a opinião que ele tem dos colegas e destes a respeito dele é cada vez mais parecida — igualmente em relação a jornalistas que cobrem o STF.
Diego Abreu (Correio Braziliense), Felipe Recondo (Estadão) e Bellizze (STJ) - 02-01-2012 [ConJur]
Diego Abreu, Felipe Recondo e ministro Marco Aurélio Bellizze, do STJ

Para o próximo encontro, suscitou-se, como blague, que a festa tivesse troca de presentes, no estilo amigo oculto. Mas em vez de gravatas e livros, as lembranças seriam itens como liminares, preventivas, termos de ajuste de condutas, denúncias ou uma dessas reportagens barulhentas que sacodem a vida de qualquer um.

Charge


Charge


segunda-feira, janeiro 02, 2012

Casas uptodate!

Restaurantes Don Giovanni, Igarapé, Caravela do Madeira, Skinas e Peréas fazem a festa da vasta clientela neste início de 2012. Lotação quase esgotada!

Seduc 2012


 
Em 2012 continuam a ser executadas ações de melhoria que visam ampliar a qualidade do ensino e iniciam-se muitos projetos novos para melhorar a Educação em Rondônia. Permanece a esperança renovada em tempos melhores para o nosso querido e jovem Estado de Rondônia. Ações inovadoras serão efetivadas como o novo plano de carreira, cargos e remuneração para os trabalhadores da educação; a climatização de todas as salas de aula, a implantação da educação em tempo integral; a realização dos maiores jogos escolares da história; a implantação do ensino médio renovador; a construção de novas escolas e mais qualidade e melhorias nas condições de trabalho e estudos de todos. Essas são algumas das ações que o governo do Estado já inicia o novo ano executando. A meta do governo Confúcio Moura é motivar os rondonienses a conhecerem  sua história social e política, na busca de melhorar o nível de compreensão dos problemas conjunturais que nos cercam e buscar alternativas para dias melhores para todos.  Esta data memorável é um resgate das nossas origens e serve de parâmetro para iniciativas válidas que objetivam o desenvolvimento atual e futuro do nosso imenso, querido e riquíssimo Estado.Parabéns Rondônia, conte sempre com a força da Educação para melhorá-la a cada dia.Júlio Olivar, secretário de Estado da Educação.

domingo, janeiro 01, 2012

Os melhores!

Restaurantes Don Giovanni, Caravela do Madeira, Peréas, Skinas e Igarapé - as casas mais procuradas em 2011 em Porto Velho, RO. Bombaram!

sábado, dezembro 31, 2011

Ano Novo no lago Paranoá em Brasília-DF


Violação de bagagens

A violação de bagagens e furtos, especialmente as de passageiros que retornam à Brasília, de viagens ao exterior, figuram entre as principais queixas recebidas no posto de atendimento do Juizado Especial de Pequenas Causas do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDF), no Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek. Servidores do juizado informaram que a cada dez bagagens desses passageiros pelo menos três são violadas.

Conflito hidrelétrico


Em meio à queda de braço para definir se a discussão sobre o seguro da hidrelétrica de Jirau será no Brasil ou na Inglaterra, o consórcio responsável pela obra diz concordar em discutir o ressarcimento dos danos à construção por meio da arbitragem. Para isso, porém, são colocadas as seguintes condições: a câmara arbitral deve estar em solo brasileiro e as seguradoras devem assumir a cobertura dos danos causados à construção por trabalhadores em março deste ano, limitando-se a discutir o valor a ser pago.Com isso, a Energia Sustenável S.A. (consórcio responsável pela obra, formado por GDF Suez, Eletrosul, Chesf e Camargo Corrêa) abriria mão de contestar na Justiça a validade da cláusula arbitral na apólice do seguro, desde que as seguradoras, cuja líder é a SulAmérica, desistam de discutir, em Londres, se o seguro é devido ou não. Enquanto as construtoras possuem liminar da Justiça brasileira para que a discussão seja feita no Brasil, companhias de seguro têm como escudo uma liminar da Justiça inglesa, afirmando que a disputa deve ser travada em solo britânico.A batalha tem como origem os danos causados por trabalhadores na obra da hidrelétrica em março deste ano, que, segundo relatório da Polícia Federal, tiveram origem criminosa e não trabalhista. O prejuízo tem valor estimado entre R$ 400 mil e R$ 1,5 bilhão.Depois do quebra-quebra, as seguradoras reivindicaram a existência de cláusula arbitral na apólice do seguro, que definia como foro de resolução de conflitos a câmara arbitral britânica Arias, especializada na área securitária. As construtoras contestam a validade da cláusula, tendo em vista que ela não consta no contrato de seguro, que já estava em vigência quando a apólice foi emitida e prevê o Judiciário brasileiro como foro. O blog apurou que a manobra de levar a discussão para a Inglaterra foi uma exigência das resseguradoras internacionais às seguradoras, para que seja possível discutir se o incidente deve ser coberto pelo seguro ou não. No Brasil, com o laudo da Polícia Federal confirmando a origem criminosa dos estragos, dificilmente a cobertura não será devida. Se a PF chegasse à conclusão de que os estragos foram causados por reinvindicações trabalhistas, a discussão sobre o pagamento seria mais complicada.Para o Comitê Íbero-Latinoamericano da Associação Internacional de Direito do Seguro (Aida), a exportação da disputa serviria apenas para desconsiderar as leis brasileiras. "Quando você leva ao juízo inglês, ele não vai examinar com base no juízo brasileiro. Com certeza, não está preocupado com regras formais da nossa lei. Ele estará mais preocupado em resolver por arbitragem o que é levado." Para um dos advogados da Energia Sustentável, se as seguradoras estão cobrando a disputa na Inglaterra por causa das resseguradoras, "estão exigindo da pessoa errada", pois o conflito entre seguradoras e resseguradoras não deve envolver o segurado. O advogado afirma que a defesa das construtoras está se preparando para ingressar, no dia 9 de janeiro de 2012, na Justiça pedindo fixação de multa por dia de descumprimento da decisão judicial que determina a disputa na jurisdição dos tribunais do Brasil, expedida em liminar no dia 15 de dezembro pelo TJ paulista. O descumprimento da ordem já configura crime, com pena prevista de 15 dias a seis meses de detenção e multa. Olho por olho, a liminar inglesa obtida pelas seguradoras no dia 13 de dezembro também prevê pena para os diretores das companhias brasileiras que deram seguimento à ação em tribunal brasileiro. Segundo a ordem do tribunal do Comércio britânico, os responsáveis pelas construtoras podem ser presos, multados ou terem seus bens apreendidos.Para a Associação de Magistrados do Brasil, o conflito só terá solução quando os judiciários dos dois países decidirem o que prevalece: o contrato do seguro ou a apólice. Como um tem a cláusula de arbitragem e o outro não, se os dois tribunais decidirem da mesma forma, esta será seguida. Se decidirem de forma diferente, provavelmente prevalecerá a decisão brasileira, uma vez que decisões estrangeiras precisam ser homologadas pelo Superior Tribunal de Justiça para ter validade no país.Segundo o advogado, "nunca vai ser possível que homologuem no Brasil" uma decisão contrária ao que decide a Justiça Brasileira e, se as seguradoras vencerem a peleja em solo britânico "vai ser uma vitória pífia''.

Direito e Literatura

Um homem vai viajar a trabalho e deixa sua jovem esposa em casa pintando as paredes de verde. Quatro dias depois ele retorna e não encontra a mulher em casa. Na secretária eletrônica escuta o recado de um homem com voz misteriosa dizendo que sua esposa, Agostina, encontra-se no quarto de um hotel 5 estrelas colombiano. Ao chegar ao hotel, o marido, Aguilar, a encontra em estado de surto, agarrada aos pés da cabeceira, perto da cama.Essa história faz parte do livro Delírio, da escritora reconhecida internacionalmente e traduzida em mais de 12 idiomas, Laura Restrepo. Delírio foi o tema do programa Direito e Literatura: do fato à ficção, apresentado pelo procurador de justiça no Rio Grande do Sul e professor da Unisinos Lênio Streck e que passará a ser divulgado semanalmente na mídia. Cada edição é dedicada à reflexão sobre uma obra literária, comentada por intelectuais convidados. Para falar sobre o livro Delírio participaram a professora e doutora em Direito da Unisinos, Angela de Silveira Espíndola e a professora de letras da UFRGS, Janaína Valadão.O livro inteiro é uma tentativa de Aguilar de descobrir o que aconteceu com sua jovem esposa, o que a levou a chegar a tal estado de loucura e surto. A obra acaba indo além, mesclando-se com a própria realidade da Colômbia dos anos 80, da época de Pablo Escobar.Janaína Valadão explica o complexo papel de Escobar na sociedade colombiana, que além de ícone do narcotráfico mundial, era tido como uma figura mitológica. Existia toda uma aura de sacralidade ao redor de sua imagem. Era conhecido por ajudar os pobres, construiu estádios, alguns, inclusive, tem até sua foto. Nesse sentido que a obra traça um paralelo com a esquizofrenia. Como um traficante pode ser também exemplo de boas ações? O estado virando a barbárie. Seria esse o delírio de toda uma nação e não apenas o de Agostina? No livro, pouco antes de surtar, Agostina descobre que sua família, que pertence à classe abastada colombiana, tem ligação com o narcotráfico, e que inclusive, um de seus ex-namorados é muito próximo ao traficante mor. Delírio, segundo a especialista em Direito, faz uma metáfora com a própria sociedade contemporânea, no sentido de questionar até que ponto o nosso Direito também não tem sintomas delirantes e o sujeito do Direito não vive uma certa esquizofrenia.A narrativa conta que Agostina desde criança tem premonições, o que de certa forma representa o lado supersticioso da cultura popular colombiana, bem como demonstrado na obra de Gabriel Garcia Marquez.O próprio nome Agostina é um anagrama da palavra angústia. Angústia contemporânea, angústia da sociedade, do passado, do presente, da própria família...Um dos sintomas do surto de Agostina é espalhar recipientes com água pela casa numa tentativa de purificar o ambiente, que, segundo ela, está maculado pelas mentiras, as quais ela não suporta mais. Nesse momento Aguilar põe em xeque as próprias mentiras da esposa, já que ela ainda não conseguiu explicar o que fazia no quarto com outro homem. Esse trecho tenta mostrar o poder de contagio da loucura e do delírio, pois a loucura só é loucura quando não é compartilhada, e o próprio Aguilar está tomado pelo ciúme, o que não deixa de ser uma espécie de delírio. Outra explicação para o delírio de Agostina está em seus traumas e dificuldade para resolver os conflitos familiares, a falta de amor de seu pai. O fato de sua mãe ter dito que a menstruação era algo sujo, quando ela menstruou pela primeira vez. Há também uma questão com o irmão mais novo, seu protegido, que apanhava do pai por ter gestos efeminados.“Trata-se de um livro que fala do delírio dela, do delírio do marido e do delírio de uma Colômbia que ama Pablo e odeia Escobar. Como o narcotráfico se sobrepôs ao Estado e à família naquele país. O poder pátrio da violência”, explica a professora de Direito. Ainda segundo Angela, o texto extrapola as fronteiras da Colômbia ao mostrar a fragilidade do Estado e da democracia. Nesse processo de enfraquecimento, surge a importância do narcotráfico, que passa a agir como substituto do Estado, na figura de um Escobar que investia em obras sociais e do mercado, como substituto da democracia, já que quem tem o poder não é o povo e sim os narcotraficantes. “Nesse contexto o Direito acaba entrando com um mero jurisdicismo processual”, pontua a especialista. No sentido psicanalítico, Freud define o delírio com uma tentativa de pensamento para tentar corrigir uma catástrofe interior, uma mecanismo de defesa quando a pessoa não consegue lidar com a realidade. A loucura de Agostina representa a insuportabilidade de lidar com aquela realidade, do pai machista e preconceituoso, de um estado antidemocrático, pois dá livre vazão ao narcotráfico, a realidade de um sistema contaminado. Laura Restepro deixa a cura de Agostina nas mãos de Aguilar, justamente por ele nunca ter tido nenhuma relação com o narcotráfico. Fazendo uma analogia com o livro, o Direito também não tem a cura para nossa sociedade doente, talvez porque ele também padeça de algumas enfermidades, mas tem suas responsabilidades e precisa atuar. Não se deixar ser funcionalizado.

sexta-feira, dezembro 30, 2011

Jader Barbalho!


Charge


BUE, a capital mundial do livro



Capital argentina tem uma livraria para cada 6.000 habitantes, muitas bastante charmosas e tradicionais






Até abril de 2012, Buenos Aires é reconhecida pela Unesco com Capital Mundial do Livro; tradição de livrarias remete ao séc. XVIII
Elas estão espalhadas por todos os bairros. Existem as grandes redes, como a El Ateneo. As médias, as pequenas ou até minúsculas. As gerais ou especializadas. As de viejo, equivalentes aos nossos sebos. As de saldo, que só vendem títulos esgotados ou fora de catálogo. E as antiquárias. Essas senhoras charmosas são as livrarias argentinas, uma das marcas registradas de Buenos Aires. São cerca de 370 – uma para cada 6.000 habitantes.Até abril de 2012, a capital argentina e suas livrarias vivem um momento especial: a cidade foi escolhida pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultur) como a Capital Mundial do Livro. O título é o reconhecimento a uma tradição livreira que remonta a 1780. Naquele ano, o vice-rei espanhol Juan José de Vértiz y Salcedo, no comando do vice-reino do Rio da Prata, fundou em Buenos Aires a Imprensa Real das Crianças Abandonadas, mediante a compra da tipografia que pertencera aos jesuítas, expulsos em 1767 do império espanhol.
Alejandro Lipszyc
Era o primeiro capítulo de uma longa história. Já em 1785 começava a funcionar o armazém La Botica, que vendia roupas, produtos alimentícios e... livros! Com o tempo, transformou-se na Librería del Colegio, o primeiro estabelecimento exclusivamente livreiro da cidade. Depois de ficar fechada por quatro anos e de quase virar uma lanchonete, a mais antiga livraria portenha reabriu em 1994, graças ao livreiro Miguel Ángel Ávila, que a rebatizou Librería de Ávila. Fica a poucas quadras da Plaza de Mayo. A avenida Corrientes é, tradicionalmente, o epicentro das casas de livros portenhas: as quadras entre as calles Libertad e Ayacucho formam uma espécie de grande livraria. Aí ficam as casas de longa trajetória na Argentina; aquelas que superaram as ditaduras e as crises econômicas e continuam sólidas como uma rocha. As principais são a Hernández, a Prometeo e a Losada, mas também existem muitos sebos e algumas librerías de saldo distribuídas pela Corrientes e adjacências. É só perambular.Nos últimos anos, o bairro de Palermo viu nascer algumas das livrarias mais atraentes da cidade. A Eterna Cadencia, em Palermo Hollywood, que fica em uma casa dos anos 1920, é uma delas. Em Palermo Soho, a Libros del Pasaje se destaca pelo ambiente cálido e a oferta variada de títulos. O percurso pelas livrarias de Buenos Aires não pode deixar de incluir as antiquárias. Elas fazem parte de um mundo fascinante formado não só por livros, mas também por mapas e gravuras. Dois estabelecimentos se destacam neste segmento: Alberto Casares e Fernández Blanco.
Alejandro Lipszyc

A livraria Fernández Blanco é uma das principais antiquárias portenhas, com mapas, gravuras e outras rarirades
*Adriana Marcolini é autora do guia 50 Livrarias de Buenos Aires (Ateliê Editorial).
Serviço:
Librería De Avila
Calle Alsina 500
Tel: 4331 8989
Hernández
Avenida Corrientes 1436
Tel: 4372 7845
Prometeo Libros
Avenida Corrientes 1916
Tel: 4953 1165
Librería Losada
Avenida Corrientes 1551
Tel: 4375 5001
Eterna Cadencia
Calle Honduras 5574
Tel: 4774 4100
Libros del Pasaje
Calle Thames 1762
Tel: 4833 6637
Alberto Casares
Calle Suipacha 521
Tel: 4322 6198
Fernández Blanco
Calle Tucumán 712
Tel: 4322 1010

quinta-feira, dezembro 29, 2011

Charge


Em defesa do CNJ!

A diretoria do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, diante da polêmica envolvendo associações de magistrados e a Corregedora do Conselho Nacional de Justiça, vem se manifestar nos termos seguintes:
  • O Conselho Nacional de Justiça é uma instituição republicana, instituída pela Constituição Federal, cuja existência tem contribuído para o aperfeiçoamento do Judiciário brasileiro.
  • A Constituição Federal, ao instituir o CNJ, atribuiu ao órgão competência plena para o controle da atuação administrativa e financeira do Poder Judiciário e do cumprimento dos deveres funcionais dos juízes (parágrafo 4o, art. 103-B) sem prejuízo da competência disciplinar e correicional dos tribunais (inciso III, parágrado 4º., art. 103). Portanto, o CNJ não é mera instância recursal às decisões das corregedorias regionais de Justiça sendo clara a sua competência concorrente com a dos Tribunais para apuração de infrações disciplinares.
  • A polêmica envolvendo setores da magistratura e a corregedoria do CNJ não pode servir para desviar o foco da questão central, que é a necessidade de prevalência das competências constitucionais do CNJ, as quais tem sido determinantes para conferir maior transparência ao Poder Judiciário.
  • A República é o regime das responsabilidades. Os excessos e desvios praticados deverão ser apurados respeitando o devido processo legal. Nenhuma autoridade está imune à verificação da correção de seus atos, dai porque é fundamental que para além de preservar a competência concorrente do CNJ para apurar desvios éticos, em respeito ao cidadão brasileiro, sejam apurados todos e quaisquer recebimentos de valores por parte de Magistrados, explicando-se à sociedade de onde provêm e a razão por que foram pagos.
  • A OAB Nacional espera e confia que os setores envolvidos nesta polêmica afastem as paixões corporativas, limitem o debate às questões institucionais e se unam no sentido de fortalecer a Justiça Brasileira, sendo o CNJ essencial para a construção de uma magistratura respeitada, ética e independente como pilar de um Estado de Direito digno deste nome.                          



Ophir Cavalcante
Presidente Nacional da OAB

Revista Ecoturismo - edição 211



Ao chegar no encerramento do ano de 20ll, que foi proclamado pela ONU como o Ano Internacional das Florestas, com o Brasil no epicentro da questão ambiental mundial e com a polêmica votação do Código Brasileiro Florestal, que vem sofrendo críticas da comunidade ambiental internacional, a Revista Ecoturismo, que caminha para a sua maioridade em março de 20l2, resolveu enfrentar de frente um dos temas mais polêmicos desta década.Abrimos nossas paginas para ouvir outros lados da questão que envolvem a Construçao da Usina Hidreletrica de Belo Monte, já que a mídia mundial tem dado todas as aberturas para apenas aqueles que criticam abertamente a construção desta obra do século XX e XXI. Assim é que partindo de Holywood nos EUA, temos vozes de cineastas engajados no pleito ambiental, artistas nacionais e estrangeiros, líderes indígenas têm procurado afirmar as vicissitudes de Belo Monte no Pará que está sendo sondado para ser dividido em 3 estados, dentro de um só Estado.