sexta-feira, março 16, 2007

Compra de votos:Cassol e Expedito são inocentes

Em depoimento na sede do Ministério Público de Rondônia, em Porto Velho, Agenor Vitorino de Carvalho e Vanderson Borges de Carvalho afirmaram, na presença do delegado da Delegacia de Repressão a Furtos, Roubos, Extorsões, Seqüestros, Estelionatos e outras Fraudes, Hélio Teixeira Lopes Filho; do promotor de Justiça Marcelo Lima de Oliveira e do escrivão Antônio Henrique Fernandes Neto, que as acusações de compra de votos contra o senador Expedito Júnior e o governador Ivo Cassol são falsas. Agenor e Vanderson Carvalho também rebateram as denúncias de que estariam recebendo ameaças de morte por parte de policiais civis e acusaram o vigilante Joelson Pincanço de ser o mentor da falsa denúncia, porque ele, supostamente, teria recebido uma proposta financeira para sustentar a caluniosa e inverídica versão. Segundo o depoimento dos irmãos, eles conhecem Joelson Pincanço há alguns anos e ele teria alugado um motel pertencente à mãe de Agenor Carvalho, no final do ano passado, e comentado que estava “metido numa fria”, pois havia feito uma denúncia falsa à Polícia Federal contra o senador Expedito Júnior e o governador Ivo Cassol. “Joelson contou que haviam prometido a ele um ‘bônus’ em dinheiro para ele manter o seu depoimento à PF. Mas, essas pessoas não haviam cumprido com o combinado inicialmente para manter a falsa versão inicial, ou seja, dar uma casa, uma motocicleta e mais uma quantia em dinheiro. Em nenhum momento ele especificou quem havia acertado favores em troca do depoimento falso”, explicou Agenor em seu depoimento. De acordo com as testemunhas, Joelson estaria com medo pois havia recebido uma intimação da Polícia Civil e temia que a sua versão mentirosa fosse descoberta e ele acabasse preso pelos policiais federais, por falso testemunho. Agenor Carvalho relata que participou de um encontro entre Joelson Pincanço e os vigilantes Ednaldo e Adriano Oliveira Mota, cujo tema da conversa coi a possibilidade de Agenor intermediar um possível encontro com alguém do governo do Estado, para que eles mudassem o depoimento, pois estavam arrependidos das denúncias falsas contra o senador e o governador. Ocorre que Joelson, que se apresentava como o representante de Ednaldo e Adriano, teria pedido, inicialmente R$ 3 milhões para mudar o depoimento, depois reduzindo esse valor para R$ 100 mil, manobra presenciada por Vanderson de Carvalho. “Mesmo se dizendo arrependido, Joelson estava disposto a ir até o fim, em troca de dinheiro”, declarou Agenor, acrescentando que o vigilante, temendo que fosse desmascarado, afirmou que ia fugir do Estado, pois estava com medo de morrer. Vanderson e Agenor Carvalho afirmaram que Joelson Pincanço, que morava em uma residência cedida por Agenor para ele residir, sumiu em meados de fevereiro, porque a sua tentativa de extorquir dinheiro do governo não vingou e as pessoas que estariam financiando para que ele sustentasse a versão falsa, não haviam cumprido com o combinado. Em nenhum momento, de acordo com o depoimento das testemunhas, eles tomaram conhecimento de ameaças contra os vigilantes, partindo de qualquer autoridade. “Eles foram intimados por policiais civis para prestar depoimento, mas não relataram terem sido ameaçados”. Vanderosn, inclusive, relatou que procurou a mãe de Joelson, para saber o paradeiro dele e não foi informado sobre disparos contra a residência dela. Ele ressaltou inclusive que sempre passa pelo local e nunca ouviu qualquer comentário sobre tiros na rua. De acordo com o depoimento das testemunhas, Joelson contou que todos os vigilantes da empresa haviam recebido uma gratificação, como forma de recompensar pelos serviços prestados, tendo recebido essa gratificação e utilizado como suporte para formalizar a denúncia de compra de votos e criar um álibi. Agenor de Carvalho se colocou à disposição das autoridades para participar de uma acareação com Joelson Pincanço.

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