Com a iminente visita do presidente George W. Bush ao Brasil, a pauta de discussão sobre os biocombustíveis será destaque no encontro entre Brasil e E.U.A. Dá-se como certo que o domínio da técnica de extração do álcool originado da celulose seja uma dos principais motivos da vinda de Bush. O fato é que o Brasil (mesmo necessitando de mais investimentos em pesquisas de Biocombustíveis) ocupa uma posição de destaque no mercado mundial de energia renovável. Uma preocupação latente americana e, por que não dizer mundial, uma vez que os Estados Unidos são responsáveis por 25% da emissão de todo o dióxido de carbono e outros gases. Segundo o vice-presidente da Comissão de Minas e Energia, deputado Eduardo Valverde (PT-RO), a atenção dos americanos, bem como a determinação destes em dominar as técnicas de extração do álcool à partir da celulose é justificável. “Eles (os americanos) extraem o álcool do milho, ao passo que nós brasileiros o extraímos da cana de açúcar. Nosso álcool é bem mais competitivo, sem mencionar nossa vasta área para plantio”, disse Valverde. De forma um pouco tardia, Bush começa a esboçar uma preocupação com o meio ambiente. Ou seria com o potencial econômico que atualmente possuem as estratégias de desenvolvimento sutentável promovidas pelo setor privado? Segundo o deputado Valverde, aqui no Brasil é necessário que se desfaça a chamada “cultura da queima”. Ele afirma que toda a área da Amazônia preservada representa um vasto mercado de matéria prima para a obtenção de energia limpa. Valverde solicitou a instalação da Subcomissão de Energia Alternativa e se encontrará essa semana com o Diretor Executivo do Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), Achim Steiner que está no Brasil para discutir o PAC (Plano de Aceleração do Crescimento) dentro da estratégia de desenvolvimento sustentável.
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