quarta-feira, setembro 14, 2011

Cai novo ministro do governo Dilma

Pedro Novais é o quinto ministro que deixa o cargo no governo Dilma Roussef. Em pouco menos de nove meses de mandato da presidenta já saíram Antonio Palocci (Casa Civil), Alfredo Nascimento (Transportes), Nelson Jobim (Defesa) e Wagner Rossi (Agricultura). Ainda houve a troca de Ideli Salvatti, atualmente nas Relações Institucionais, por Luiz Sérgio, agora na Pesca.Não bastassem as denúncias envolvendo o Ministério do Turismo, o nome de Pedro Novais ainda apareceu em outros escândalos envolvendo o uso indevido do dinheiro público. Veja os pontos decisivos que tiraram Novais da pasta:
Farra no motel com dinheiro público
O primeiro deslize do ex-ministro foi noticiado pelo jornal “O Estado de S. Paulo”. Pedro Novais, então deputado federal, pediu ressarcimento de R$ 2.156 à Câmara por gastos em um motel de São Luís (MA), em junho de 2010. Ele incluiu a nota fiscal na prestação de contas da verba indenizatória. Acuado e sem defesa, Novais ressarciu os cofres públicos. 
Operação Voucher
O secretário-executivo do ministério, Frederico Costa da Silva, e o ex-presidente da Embratur, Mário Moysés, recebiam propina em dinheiro do grupo acusado de desviar recursos da pasta.

Trinta e cinco pessoas foram presas na Operação Voucher da Polícia Federal, no dia 9 de agosto, todas suspeitas de desviar recursos da pasta por meio de emendas parlamentares. O dinheiro desviado chega à casa de R$ 10 milhões.

A ONG  Ibrasi (Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável) e o Instituto Brasileiro de Hospedagem estão envolvidas no caso.

Motorista da esposa é funcionário da Câmara
O servidor público Adão dos Santos Pereira, funcionário da Câmara dos Deputados, presta serviços de motorista particular à esposa de Novais, a funcionária pública aposentada Maria Helena de Melo, 65. O jornal Folha de S. Paulo flagrou o motorista levando Maria Helena para visitar lojas em Brasília.

Adão Pereira foi contratado pelo gabinete de Francisco Escórcio (PMDB-MA), mas nunca trabalhou com o deputado. Na terça-feira (13), ele foi exonerado.

Dessa vez, Pedro Novais tentou se defender. Em nota, afirmou que Pereira foi seu motorista até ser exonerado em dezembro, quando Novais assumiu o ministério. O texto ainda afirma que Adão dirigia o mesmo carro usado pela esposa do ex-ministro nas últimas semanas e que o carro é alugado.

O caso da governanta
Não bastasse todos os outros casos de mau uso do dinheiro público, outra notícia da Folha de S. Paulo botou em xeque a permanência de Novais no Ministério do Turismo. Ele usou a verba de gabinete parlamentar para pagar o salário de sua governanta, a empregada Doralice Bento de Sousa, 49, durante sete anos.

Ela trabalhava no apartamento de Pedro Novais em Brasília, mas recebia como secretária parlamentar. Doralice foi contrata como recepcionista por uma empresa terceirizada do Ministério do Turismo logo que Novais assumiu o ministério.

A assessoria de imprensa de Novais informou que Doralice de Sousa trabalhou até dezembro no gabinete como secretária parlamentar e a função dela era dar “apoio administrativo ao deputado e outros funcionários”.

Telefonema suspeito com Fernando Sarney
Um pouco antes da indicação de Pedro Novais para integrar o governo de Dilma, ele foi flagrado pela Polícia Federal em um suspeito telefonema com Fernando Sarney, empresário e filho de José Sarney. Novais pedia que o filho do senador usasse a tia, Nelma Sarney, para beneficiar um de seus aliados políticos na Justiça Eleitoral. 
Empresa de fachada
Pedro Novais destinou R$ 1 milhão para uma suposta empresa de fachada construir uma ponte no município de Barra Corda (MA). A liberação do recurso aconteceu quando ele era deputado federal, em 2010, por meio de apresentação de emenda ao Orçamento da União. As informações foram publicadas no jornal Folha de São Paulo, em agosto deste ano.

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